{"id":2417,"date":"2008-09-05T14:00:00","date_gmt":"2008-09-05T17:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/piaues\/"},"modified":"2008-09-05T14:00:00","modified_gmt":"2008-09-05T17:00:00","slug":"piaues","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/piaues\/","title":{"rendered":"Piau\u00eas"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/wp-content\/uploads\/blog-dad\/3e6753e3cbc17c0b79945ef8aac504d9.jpg\"><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nNo Brasil fala-se portugu\u00eas. OK. Mas os estados p\u00f5em um tempero local&nbsp;nos falares. A dic\u00e7\u00e3o ganha, ent\u00e3o, marcas particulares. Em Pernambuco impera o pernambuqu\u00eas. No Cear\u00e1, o cear\u00eas. Na Bahia, o baian\u00eas. No Rio Grande do Sul, o gauch\u00eas. No Piau\u00ed, o piaui\u00eas. O dicion\u00e1rio da simp\u00e1tica l\u00edngua de Teresina &amp; cia. foi lan\u00e7ado ontem na Feira do Livro de Bras\u00edlia.&nbsp;A seguir,&nbsp;o coment\u00e1rio que dele faz o piauiense da gema Cineas Santos.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nAssunte e atente: esta Enciclop\u00e9dia, mais encorpada, de liforme novo e ar de &#8220;obra de refer\u00eancia&#8221;, por mais que tente, n\u00e3o consegue disfar\u00e7ar a desnobreza de sua origem. \u00c9 cisco de quintal, miudezas catadas nas conversas descansadas dessa gente sem eira nem beira. Deu-se que esse vivente, que atende pelo nome de Paulo Jos\u00e9 Cunha, ente industrioso e malino que s\u00f3 guia de cego, cansado das vastid\u00f5es do Planalto, voltou as vistas e, principalmente, as oi\u00e7as para a Chapada de onde, diga-se a bem da verdade, nunca se desgarrou emocionalmente, e pariu essa tranqueira. Nasceu de sete meses, com jeito de quem n\u00e3o vingaria, mas foi-se encorpando com a contribui\u00e7\u00e3o graciosa e quase sempre maliciosa de uns tantos de sua laia; o resultado a\u00ed est\u00e1: um trem quase s\u00e9rio, usado em sala de aula de universidades e compulsado at\u00e9 pela atenta equipe do Houaiss.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nQue pr\u00e9stimo poder\u00e1 ter obra de tal &#8220;qualistria&#8221;? Isso a\u00ed depende das conveni\u00eancias de cada fregu\u00eas. Mo\u00e7a bem criada, estudante de escola decente, encontrar\u00e1 pretexto at\u00e9 para disserta\u00e7\u00e3o de mestrado; j\u00e1 a cambada de desocupados, movida pela curiosidade mals\u00e3, s\u00f3 descobrir\u00e1 o escracho. Fazer o qu\u00ea? Para os piauienses, notadamente os que ainda n\u00e3o se deixaram contaminar pelo alastrante dialeto global, o livro propiciar\u00e1 um reencontro com o que temos de mais nosso: esse falar que nos distingue no &#8220;rebanho urbano&#8221;.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nParticularmente, sou um tantinho culpado pela exist\u00eancia deste livro: ajudei a fazer a primeira edi\u00e7\u00e3o e tive o desplante de editar a segunda e a terceira. Para mim, a Grande Enciclop\u00e9dia Internacional de Piaui\u00eas \u00e9 uma esp\u00e9cie de manual, que consulto diariamente para n\u00e3o me apartar de mim. Longa vida a este livro que \u00e9, &#8220;escarrado e cuspido&#8221;, a nossa cara.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; No Brasil fala-se portugu\u00eas. OK. Mas os estados p\u00f5em um tempero local&nbsp;nos falares. A dic\u00e7\u00e3o ganha, ent\u00e3o, marcas particulares. Em Pernambuco impera o pernambuqu\u00eas. No Cear\u00e1, o cear\u00eas. 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