{"id":24265,"date":"2022-09-19T07:27:53","date_gmt":"2022-09-19T10:27:53","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/?p=24265"},"modified":"2022-09-19T07:27:53","modified_gmt":"2022-09-19T10:27:53","slug":"confira-dicas-de-portugues-sobre-termos-referentes-a-realeza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/confira-dicas-de-portugues-sobre-termos-referentes-a-realeza\/","title":{"rendered":"Confira dicas de portugu\u00eas sobre termos referentes \u00e0 realeza"},"content":{"rendered":"<blockquote><p>\u201cSe uma pessoa n\u00e3o pensa, n\u00e3o sabe o que fala nem compreende o que lhe dizem. Discutir com ela \u00e9 imposs\u00edvel.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<h3><strong>Festa no c\u00e9u<\/strong><\/h3>\n<p>A rainha chega ao c\u00e9u. S\u00e3o Pedro se curva ao lhe abrir a porta. Deus d\u00e1 um abra\u00e7o carinhoso \u00e0 amiga de inf\u00e2ncia. Elizabeth II, coroa na cabe\u00e7a, circula com intimidade entre a realeza celeste.<\/p>\n<p>Atento, o dono da casa a observa. Tem uma curiosidade. Leu, na telinha da GloboNews, que o corpo de Sua Majestade chega \u201ca pal\u00e1cio\u201d. \u201cPor que n\u00e3o \u2018ao pal\u00e1cio\u2019\u201d, pergunta o Senhor.<\/p>\n<p>As duas formas existem, mas se empregam em contextos diferentes. Usa-se ao pal\u00e1cio se a pessoa visitou a casa do todo-poderoso. \u00c9 o caso do turista. E a pal\u00e1cio se a pessoa foi l\u00e1 a servi\u00e7o. \u00c9 o caso da rainha. Antes de descansar, cumpre protocolo rigoroso.<\/p>\n<p><strong>Por qu\u00ea?<br \/>\n<\/strong>Realeza se escreve com z; inglesa, com s. Por qu\u00ea? A resposta n\u00e3o est\u00e1 na pron\u00fancia. Nos dois voc\u00e1bulos, o som \u00e9 o mesmo. A diferen\u00e7a tem tudo a ver com a forma\u00e7\u00e3o das palavras. Desde os primeiros anos de escola, estudamos o assunto. Mas d\u00favidas persistem, sobretudo na cabe\u00e7a de quem n\u00e3o tem o h\u00e1bito da leitura.<\/p>\n<p>Embora poucas, h\u00e1 regras que quebram um senhor galho na hora de desatar n\u00f3s. Uma delas explica por que realeza se escreve com z. O sufixo -eza forma substantivos abstratos derivados de adjetivos: belo (beleza), certo (certeza), cru (crueza), grande (grandeza), mal (malvadeza), safado (safadeza), limpo (limpeza), sutil (sutileza).<\/p>\n<p>A palavra inglesa joga em outro time. \u00c9 adjetivo derivado de substantivo. No masculino, o s tamb\u00e9m aparece: burgo (burgu\u00eas, burguesa), Esc\u00f3cia (escoc\u00eas, escocesa), Portugal (portugu\u00eas, portuguesa).<\/p>\n<p><strong>Superdica<br \/>\n<\/strong>Na d\u00favida, pare e pense. A palavra deriva de adjetivo ou de substantivo? Se derivar de substantivo, d\u00ea passagem ao s. Se de adjetivo, ao z. A origem \u00e9 a chave do enigma.<\/p>\n<p><strong>Mesmo time<br \/>\n<\/strong>A norma vale para o sufixo -ez. Veja: altivo (altivez), honrado (honradez), l\u00facido (lucidez), macio (maciez), mudo (mudez) surdo (surdez), sensato (sensatez).<\/p>\n<p><strong>Melhor<br \/>\n<\/strong>O l\u00e9xico portugu\u00eas tem mais ou menos 500 mil palavras. Elas est\u00e3o \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do falante, que escolhe uma ou outra de acordo com o contexto ou o dom\u00ednio lingu\u00edstico. As cerim\u00f4nias decorrentes da morte da rainha servem de exemplo. Rep\u00f3rteres falavam em f\u00e9retro. Deixaram caix\u00e3o pra l\u00e1. Pena! Perderam a naturalidade.<\/p>\n<p><strong>P\u00easames<br \/>\n<\/strong>A palavra p\u00easames pertence \u00e0 fam\u00edlia de pesar (causar dor, pena). \u00c9 irm\u00e3 de pesaroso. Nasceu da terceira pessoa do singular do presente do indicativo do verbo pesar + o pronome \u00e1tono me: pesa-me. Mais tarde, perdeu o h\u00edfen e ganhou o s. Hoje s\u00f3 se usa no plural como f\u00e9rias, n\u00fapcias, condol\u00eancias, anais, \u00f3culos, olheiras.<\/p>\n<p><strong>Chegar<br \/>\n<\/strong>\u201cCorpo da rainha chega na catedral\u201d, disse o correspondente. No caminho, trope\u00e7ou na l\u00edngua. Bateu sem piedade na reg\u00eancia do verbo. A gente chega a algum lugar: O navio chegou a Santos. O presidente chegou a Londres. O corpo da rainha chega \u00e0 catedral.<\/p>\n<h3>Leitor pergunta<\/h3>\n<p><strong>\u201cBolsonaro havia aceito o convite para ir ao funeral da rainha\u201d, escreveu o jornal. O emprego do partic\u00edpio \u201caceito\u201d me deixou confuso. Est\u00e1 correto?<br \/>\n<\/strong>Jonas Souza, Floripa<\/p>\n<p>Existem verbos que se apresentam em dose dupla. Abundantes, t\u00eam duas formas no partic\u00edpio. Uma delas, a regular, \u00e9 comum. Termina em -ado (matado) e -ido (extinguido). A outra, irregular, \u00e9 menos vulgar. A danadinha \u00e9 magra e reduzida (morto, extinto).<\/p>\n<p>Na l\u00edngua, h\u00e1 muitos verbos com duplo partic\u00edpio. Eis alguns: aceitar (aceitado, aceito), entregar (entregado, entregue), expressar (expressado, expresso), expulsar (expulsado, expulso), matar (matado, morto), salvar (salvado, salvo), soltar (soltado, solto).<\/p>\n<p>Quando usar um ou outro? Depende do auxiliar. O ter e haver formam os tempos compostos. Exigem o partic\u00edpio regular (o terminado em -ado ou -ido). O ser e o estar s\u00e3o louquinhos pelo irregular. Sempre que ele aparece, eles ficam com ele: Bolsonaro havia aceitado o convite. O convite foi aceito.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Realeza se escreve com z; inglesa, com s. Por qu\u00ea? A resposta n\u00e3o est\u00e1 na pron\u00fancia.  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