{"id":2513,"date":"2008-09-18T00:00:00","date_gmt":"2008-09-18T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/a_vez_do_professor\/"},"modified":"2008-09-18T00:00:00","modified_gmt":"2008-09-18T03:00:00","slug":"a_vez_do_professor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/a_vez_do_professor\/","title":{"rendered":"A vez do professor"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<br \/>\nDad Squarisi \/\/ <A href=\"mailto:dad.squarisi@correioweb.com.br\">dad.squarisi@correioweb.com.br<\/A><br \/>\n&nbsp;<br \/>\nAlgo est\u00e1 mudando neste pa\u00eds de muitos discursos e pouca coer\u00eancia. O professor serve de exemplo. Todos v\u00eaem o mestre com rever\u00eancia. Referem-se a ele com respeito. Lembram-se de docentes que lhes marcaram a vida. N\u00e3o faltam os que afirmam que se tornaram refer\u00eancia nesta ou naquela disciplina gra\u00e7as \u00e0 influ\u00eancia exercida pelo professor. Pela mesma raz\u00e3o escolheram a carreira na qual brilham.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nAs louva\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o de hoje. Dom Pedro II repetia sem cansar: &#8220;Se eu n\u00e3o fosse imperador, desejaria ser professor. N\u00e3o conhe\u00e7o miss\u00e3o maior e mais nobre que a de dirigir as intelig\u00eancias juvenis e preparar os homens do futuro&#8221;. Nenhum governante, de l\u00e1 at\u00e9 c\u00e1, ousou dizer o contr\u00e1rio. Mas \u00e0s palavras n\u00e3o correspondiam atos. O magist\u00e9rio virou carreira de quem n\u00e3o tinha condi\u00e7\u00f5es de disputar vaga de m\u00e9dico, advogado ou administrador. Empregadas dom\u00e9sticas tornaram-se as principais candidatas aos cursos de pedagogia.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nA deteriora\u00e7\u00e3o da qualidade do ensino seguiu progress\u00e3o geom\u00e9trica. Hoje nem as escolas particulares oferecem porto seguro. Elas, como as p\u00fablicas, recrutam os profissionais no mesmo mercado. Alunos, depois de 2, 3, 4, 5 anos de estudos, n\u00e3o se alfabetizam. Ou, alfabetizados, n\u00e3o entendem o que l\u00eaem. Avalia\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais mostram o fiasco em que se transformou a educa\u00e7\u00e3o. A sociedade globalizada exigiu mudan\u00e7as. Elas est\u00e3o vindo.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nA aprova\u00e7\u00e3o do piso do magist\u00e9rio de R$ 950 \u00e9 uma delas. (Nada menos que 40% dos professores brasileiros ganham menos que esse valor.) O GDF foi al\u00e9m. Anunciou o 14\u00ba sal\u00e1rio para a categoria. Mas o b\u00f4nus n\u00e3o \u00e9 autom\u00e1tico. Para receb\u00ea-lo, o professor tem de cumprir metas fixadas no Ideb. Engenhosas, elas combinam dois indicadores \u2014 fluxo e aprendizagem. Ao exigir que a crian\u00e7a aprenda o que tem de aprender na idade certa, o GDF derruba duas ind\u00fastrias \u2014 a da repet\u00eancia e a da aprova\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica. P\u00f5e abaixo, tamb\u00e9m, a vitimiza\u00e7\u00e3o do professor. Professor \u00e9 profissional e como tal deve ser tratado. Compet\u00eancia, produtividade, dedica\u00e7\u00e3o<A name=\"Save1\"><\/A> e desempenho contam. Devem ser recompensados.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n(Artigo publicado na editoria de&nbsp;Opini\u00e3o do Correio Braziliense)&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Dad Squarisi \/\/ dad.squarisi@correioweb.com.br &nbsp; Algo est\u00e1 mudando neste pa\u00eds de muitos discursos e pouca coer\u00eancia. O professor serve de exemplo. Todos v\u00eaem o mestre com rever\u00eancia. Referem-se a ele com respeito. Lembram-se de docentes que lhes marcaram a vida. N\u00e3o faltam os que afirmam que se tornaram refer\u00eancia nesta ou naquela disciplina gra\u00e7as \u00e0 influ\u00eancia exercida pelo professor. 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