{"id":252,"date":"2015-03-26T00:00:00","date_gmt":"2015-03-26T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/2015\/03\/26\/jeitinho_e_amadorismo\/"},"modified":"2015-10-23T17:00:47","modified_gmt":"2015-10-23T19:00:47","slug":"jeitinho_e_amadorismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/jeitinho_e_amadorismo\/","title":{"rendered":"Jeitinho e amadorismo"},"content":{"rendered":"<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">\n<p> DAD SQUARISI \/\/ dadsquarisi.df@dabr.com.br   <\/p>\n<p>Vamos combinar? O Estado faliu. N\u00e3o d\u00e1 conta sequer de cumprir os mandamentos  da Constitui\u00e7\u00e3o. A Carta assegura que a sa\u00fade e a educa\u00e7\u00e3o s\u00e3o direito de todos  e dever do Estado. Mas cad\u00ea? No pa\u00eds em que h\u00e1 leis que n\u00e3o pegam, o que est\u00e1  escrito \u00e9 letra morta. A educa\u00e7\u00e3o pede socorro. A sa\u00fade est\u00e1 na UTI. A  mobilidade n\u00e3o anda. A seguran\u00e7a ergue muros e se cerca de c\u00e2meras. Nem assim  protege.    <\/p>\n<p>E da\u00ed? Em palestra proferida no lan\u00e7amento do livro <i>Sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e  fam\u00edlia<\/i>, Ruy Altenfelder apresenta dados que jogam luz sobre os caminhos e  descaminhos da realidade nacional. P\u00f5e o dedo na gangrena que apodrece a  estrutura da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica. O mal se centra na aus\u00eancia de planejamento  e no amadorismo da gest\u00e3o, dupla que abre as portas para o desperd\u00edcio e a  corrup\u00e7\u00e3o.   <\/p>\n<p>Altenfelder contesta boatos que, de t\u00e3o convenientemente repetidos, ganham  status de fatos. Um deles: faltam recursos para a sa\u00fade. Relat\u00f3rio do Banco  Mundial de 2013 comprovou que os problemas do SUS est\u00e3o relacionados mais com  desorganiza\u00e7\u00e3o e inefici\u00eancia do que com falta de dinheiro. Em bom portugu\u00eas: \u00e9  poss\u00edvel fazer mais e melhor com o or\u00e7amento atual.    <\/p>\n<p>Vale o exemplo da rede de hospitais, cuja produtividade poderia ser  triplicada: 65% das unidades t\u00eam menos de 50 leitos. O consenso internacional  fixa o m\u00ednimo de 100. Da\u00ed por que em Pindorama a taxa m\u00e9dia de ocupa\u00e7\u00e3o de  leitos e salas cir\u00fargicas \u00e9 de 45% contra a m\u00e9dia mundial de 70% <a name=\"Save1\"><\/a>a 75%. As consequ\u00eancias, como diz o conselheiro Ac\u00e1cio, v\u00eam  depois. No caso, a superlota\u00e7\u00e3o dos hospitais de refer\u00eancia. Etc. e tal.   <\/p>\n<p>Nada menos de 30% das interna\u00e7\u00f5es s\u00e3o recursos que v\u00e3o pelo ralo. Os  ambulat\u00f3rios dariam conta das ocorr\u00eancias. Mais: aqui se remedeia em vez de se  prevenir. O SUS trata a doen\u00e7a, n\u00e3o mant\u00e9m a sa\u00fade. Acompanhar as enfermidades  cr\u00f4nicas e rastrear o c\u00e2ncer (de mama e de colo do \u00fatero) \u00e9 receita certa pra  reduzir as interna\u00e7\u00f5es e a mortalidade. Mas\u2026corrigir rumos? S\u00f3 quando a  popula\u00e7\u00e3o exigir. Talvez n\u00e3o demore. Quando o servi\u00e7o p\u00fablico \u00e9 ruim, o privado,  sem concorr\u00eancia, piora.   <\/p>\n<p>(artigo publicado no Correio Braziliense de hoje)  <\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DAD SQUARISI \/\/ dadsquarisi.df@dabr.com.br Vamos combinar? O Estado faliu. N\u00e3o d\u00e1 conta sequer de cumprir os mandamentos da Constitui\u00e7\u00e3o. A Carta assegura que a sa\u00fade e a educa\u00e7\u00e3o s\u00e3o direito de todos e dever do Estado. Mas cad\u00ea? No pa\u00eds em que h\u00e1 leis que n\u00e3o pegam, o que est\u00e1 escrito \u00e9 letra morta. A educa\u00e7\u00e3o pede socorro. A sa\u00fade est\u00e1 na UTI. 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