{"id":2534,"date":"2008-09-21T00:00:00","date_gmt":"2008-09-21T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/redacao_4\/"},"modified":"2015-11-12T11:32:28","modified_gmt":"2015-11-12T13:32:28","slug":"redacao_4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/redacao_4\/","title":{"rendered":"Reda\u00e7\u00e3o 4"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<STRONG><\/STRONG>&nbsp;<br \/>\n<STRONG>O leitor \u00e9 quem manda<\/STRONG><br \/>\n&nbsp;<br \/>\nO verbo escrever \u00e9 transitivo direto e indireto. Quem escreve escreve alguma coisa para algu\u00e9m. O objeto direto varia. Posso escrever uma carta, uma disserta\u00e7\u00e3o, um poema, uma receita, um artigo para o jornal. Para quem?<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nA resposta \u00e9 muito importante. Para os leitores do jornalzinho da escola? Para o colega de sala? Para o jardineiro do vizinho? Para o professor? Para o namorado? Para voc\u00ea mesmo? Que responsabilidade!<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nImagine a situa\u00e7\u00e3o. Voc\u00ea tem uma receita de sorvete. Vai pass\u00e1-la para tr\u00eas receptores diferentes: a cozinheira da sua casa, que tem s\u00f3 o 3\u00ba ano do ensino fundamental; a m\u00e3e de seu colega, professora da UnB; e os leitores da revista Playboy.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nConvenhamos. A receita \u00e9 a mesma. Mas sair\u00e3o tr\u00eas reda\u00e7\u00f5es diferentes. A primeira, no n\u00edvel da empregada. (Se ela n\u00e3o a entender, nada de sobremesa.) A segunda, mais elaborada. A \u00faltima, cheia de sofistica\u00e7\u00e3o e mal\u00edcia.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nPor que tr\u00eas vers\u00f5es? Porque a gente dan\u00e7a conforme a m\u00fasica. Escreve para o leitor. O assunto e o texto t\u00eam que estar adaptados a ele. Se n\u00e3o, o recado deixa de ser dado. N\u00e3o vale dizer &#8220;ele n\u00e3o me entendeu&#8221;. Diga &#8220;N\u00e3o me fiz entender&#8221;.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nImagine a situa\u00e7\u00e3o. Um professor vai escrever a hist\u00f3ria do descobrimento do Brasil. Uma vers\u00e3o para alunos da 2\u00aa s\u00e9rie do ensino fundamental. A outra, alunos da USP. Os textos ser\u00e3o diferentes, concorda? Se o autor troc\u00e1-los, os pequeninos n\u00e3o entender\u00e3o nada. Os grandes morrer\u00e3o de rir.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nNo concurso ou no vestibular, quem \u00e9 seu leitor? Professores que formam a banca examinadora.&nbsp;Eles esperam este desempenho seu: que voc\u00ea d\u00ea o seu recado. Com simplicidade, corre\u00e7\u00e3o e clareza.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n\u00c9 isso. Ao escrever uma reda\u00e7\u00e3o, a gente dan\u00e7a conforme a m\u00fasica. A m\u00fasica \u00e9 o leitor. Olho nele ao definir o t\u00f3pico.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<STRONG>Teste<\/STRONG><br \/>\n&nbsp;<br \/>\nVoc\u00ea vai escrever uma reda\u00e7\u00e3o sobre o tema <STRONG>estudo<\/STRONG>. O texto se destina a pr\u00e9-vestibulandos. Qual o t\u00f3pico mais adequado aos leitores?<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<p>Com o estudar mais em menos tempos.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;&nbsp; b. &nbsp;Muitos estudantes concluem o ensino fundamental sem estar totalmente alfabetizados.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nA resposta? Aguarde.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; O leitor \u00e9 quem manda &nbsp; O verbo escrever \u00e9 transitivo direto e indireto. Quem escreve escreve alguma coisa para algu\u00e9m. O objeto direto varia. Posso escrever uma carta, uma disserta\u00e7\u00e3o, um poema, uma receita, um artigo para o jornal. Para quem? &nbsp; A resposta \u00e9 muito importante. Para os leitores do jornalzinho da escola? Para o colega de sala? 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