{"id":2559,"date":"2008-09-25T00:00:00","date_gmt":"2008-09-25T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/do_tamanho_do_homem\/"},"modified":"2008-09-25T00:00:00","modified_gmt":"2008-09-25T03:00:00","slug":"do_tamanho_do_homem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/do_tamanho_do_homem\/","title":{"rendered":"Do tamanho do homem"},"content":{"rendered":"<p><A name=\"Save1\"><\/A>&nbsp;<br \/>\nDad Squarisi \/\/ <A href=\"mailto:dad.squarisi@@correioweb.com.br\">dad.squarisi@@correioweb.com.br<\/A><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&#8220;Esta n\u00e3o \u00e9 uma cidade do tamanho do homem&#8221;, disse o professor de filosofia da Universidade de Hidelberg que visitava Bras\u00edlia. Ele estava no alto da torre de televis\u00e3o. H\u00e1 40 anos, a paisagem que via era muito diferente da de hoje. S\u00f3 a Asa Sul estava com as obras avan\u00e7adas. A W3 exibia o melhor com\u00e9rcio da cidade, havia superquadras completas, carros circulavam pelo Eix\u00e3o e eixinhos. A Esplanada dos Minist\u00e9rios e o complexo da Pra\u00e7a dos Tr\u00eas Poderes exibiam-se na fei\u00e7\u00e3o atual. A Asa Norte se restringia \u00e0 UnB e arredores. Os lagos pareciam o faroeste americano.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nQuando o alem\u00e3o definiu a capital do Brasil, as pessoas que o acompanhavam automaticamente olharam pra baixo. Poucos pedestres, pequenos como formiguinhas, circulavam pelas cal\u00e7adas quentes e empoeiradas. Eram min\u00fasculos e invis\u00edveis seres perdidos entre pr\u00e9dios de concreto que dominavam a paisagem. Mas a pequena comitiva que acompanhava o visitante tinha uma certeza \u2014 urbanizada, a cidade se humanizaria. Era quest\u00e3o de tempo.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nQuarenta anos depois, evento promovido pela UnB lembrou a frase do professor. O encontro Bras\u00edlia, cidade verde, realizado no s\u00e1bado em frente ao Conic, discutiu a urbe que queremos \u2014 com mais pra\u00e7as, mais gramados, mais \u00e1reas de lazer, mais acessibilidade, mais espa\u00e7os para pedestres e ciclistas. Em suma: uma cidade do tamanho do homem.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n\u00c9 contradit\u00f3rio. Lucio Costa partiu da dimens\u00e3o humana ao planejar pr\u00e9dios residenciais de no m\u00e1ximo seis andares. Tra\u00e7ou imensos jardins para promover a conviv\u00eancia. Mas faltam bancos para uma prosa sob a sombra das \u00e1rvores. Fontes que deveriam jorrar \u00e1gua para aliviar a aridez do clima vivem secas. Cal\u00e7adas inibem o prazer da caminhada. Banheiros p\u00fablicos, quando existem, s\u00e3o triste retrato do abandono. O brasiliense quer que lhe devolvam a cidade. Que tal entreg\u00e1-la embalada para presente em 21 de abril de 2010? Com a palavra, o governador Arruda. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Dad Squarisi \/\/ dad.squarisi@@correioweb.com.br &nbsp; &#8220;Esta n\u00e3o \u00e9 uma cidade do tamanho do homem&#8221;, disse o professor de filosofia da Universidade de Hidelberg que visitava Bras\u00edlia. Ele estava no alto da torre de televis\u00e3o. H\u00e1 40 anos, a paisagem que via era muito diferente da de hoje. S\u00f3 a Asa Sul estava com as obras avan\u00e7adas. A W3 exibia o melhor com\u00e9rcio da cidade, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2559","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2559","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2559"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2559\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2559"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2559"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2559"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}