{"id":2618,"date":"2008-10-03T08:00:00","date_gmt":"2008-10-03T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/marco_antonio_martins_comenta_a_reforma\/"},"modified":"2008-10-03T08:00:00","modified_gmt":"2008-10-03T11:00:00","slug":"marco_antonio_martins_comenta_a_reforma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/marco_antonio_martins_comenta_a_reforma\/","title":{"rendered":"Marco Ant\u00f4nio Martins comenta a reforma"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nLi, aqui no blog,&nbsp;seu artigo &#8220;Em que isso beneficia o pobre?&#8221;&nbsp;logo de manh\u00e3. Confesso que&nbsp;me deu uma&nbsp;certa tristeza&nbsp;que me acompanhou o dia inteiro.&nbsp;Eu j\u00e1 havia achado toda aquela cerimonia na ABL &#8211; bem como os anos de&nbsp;preliminares &#8211; uma grande e in\u00fatil papagaice do&nbsp;atraso e&nbsp;decidi esquec\u00ea-la.&nbsp;Afinal de contas, se&nbsp;Antonio e comodo n\u00e3o forem acentuados,&nbsp;isso significa que brasileiros e portugueses n\u00e3o saber\u00e3o pronunciar Ant\u00f4nio e c\u00f4modo?<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nE se um brasileiro se casar com uma portuguesa, e o filho misturar os sotaques, como&nbsp;\u00e9 que ele deveria acentuar&nbsp;essas palavras? Com uma mistura de ~, ^, &#8216; e &#8216;? E se o filho do brasileiro com a portuguesa se casar com&nbsp;a filha de um afeg\u00e3o&nbsp;casado com uma italiana, como&nbsp;\u00e9 que fica ent\u00e3o? D\u00e1 para obrigar o filho deles a pronunciar Antonio e comodo do jeito que a academia quer? Eu,&nbsp;por exemplo, n\u00e3o&nbsp;fa\u00e7o a menor id\u00e9ia das regras&nbsp;da acentua\u00e7\u00e3o.&nbsp;Claro que acentuo, mas s\u00f3 o faco por instinto ou imita\u00e7\u00e3o, nunca por conhecimento.&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nVoc\u00ea sempre enfatiza que a l\u00edngua&nbsp;\u00e9 din\u00e2mica, contextual e cheia de possibilidades expressivas. Believe it or not, esse ensinamento&nbsp;\u00e9 um grande est\u00edmulo para muitos&nbsp;que n\u00e3o sabem&nbsp;a gram\u00e1tica&nbsp;pegar a caneta e, m\u00e3os-\u00e0-obra,&nbsp;se comunicar&nbsp;&#8211; como&nbsp;\u00e9 o meu caso. Por que engessar a l\u00edngua? Voc\u00ea j\u00e1&nbsp;pensou no que aconteceria se um&nbsp;acad\u00eamico da academia de letras dos EUA sugerisse&nbsp;a unifica\u00e7\u00e3o ortogr\u00e1fica do ingl\u00eas falado e escrito na Inglaterra,&nbsp;nos EUA, na Austr\u00e1lia, na \u00cdndia, em Hong Kong,&nbsp;em Taiwan,&nbsp;na&nbsp;Favela do Pinto e no Brasil?<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nHoje, quando li seu artigo, j\u00e1 havia me esquecido das duas tristezas, da tristeza do atraso e da tristeza&nbsp;dos dicion\u00e1rios e&nbsp;gram\u00e1ticas.&nbsp;Tal qual um avestruz. O seu artigo foi uma porrada na minha cara.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; Li, aqui no blog,&nbsp;seu artigo &#8220;Em que isso beneficia o pobre?&#8221;&nbsp;logo de manh\u00e3. Confesso que&nbsp;me deu uma&nbsp;certa tristeza&nbsp;que me acompanhou o dia inteiro.&nbsp;Eu j\u00e1 havia achado toda aquela cerimonia na ABL &#8211; bem como os anos de&nbsp;preliminares &#8211; uma grande e in\u00fatil papagaice do&nbsp;atraso e&nbsp;decidi esquec\u00ea-la.&nbsp;Afinal de contas, se&nbsp;Antonio e comodo n\u00e3o forem acentuados,&nbsp;isso significa que brasileiros e portugueses n\u00e3o saber\u00e3o pronunciar Ant\u00f4nio [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2618","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2618","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2618"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2618\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2618"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2618"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2618"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}