{"id":2624,"date":"2008-10-04T09:00:00","date_gmt":"2008-10-04T12:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/de_solidoes_e_companhias\/"},"modified":"2008-10-04T09:00:00","modified_gmt":"2008-10-04T12:00:00","slug":"de_solidoes_e_companhias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/de_solidoes_e_companhias\/","title":{"rendered":"De solid\u00f5es e companhias"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<BR><br \/>\n&nbsp;&nbsp;&nbsp; A origem \u00e9 incerta. A classifica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m. Alguns dizem que \u00e9 adv\u00e9rbio. Outros, simples palavra designativa. Apesar das d\u00favidas, o eis tem acep\u00e7\u00e3o e empregos definidos. As tr\u00eas letrinhas significam &#8220;aqui est\u00e1&#8221;. \u00c9 desnecess\u00e1rio dizer &#8220;eis aqui&#8221;. Ele, sozinho, d\u00e1 o recado: Eis o livro. Eis o resultado da pesquisa.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;&nbsp;&nbsp; Um dia, o eis se cansou da solid\u00e3o. Saiu em busca de companhia. Quem procura acha, dizem os entendidos. Ele achou um quezinho perdido na multid\u00e3o. Juntou-se a ele. Nasceu, a\u00ed, a locu\u00e7\u00e3o eis que.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quando us\u00e1-la? S\u00f3 quando h\u00e1 id\u00e9ia de surpresa ou imprevisto. Veja os exemplos: Demorou a conseguir emprego. Quando chegou l\u00e1, eis que bateu o carro. Quando ningu\u00e9m mais esperava, eis que apareceu boiando o corpo do piloto.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;&nbsp;&nbsp; A mensagem n\u00e3o tem nada de inesperado? Ent\u00e3o, n\u00e3o complique. Use uma conjun\u00e7\u00e3o causal vira-lata. Vale &#8220;porque&#8221;: Eu canto porque o instante existe.&nbsp;O senador&nbsp;\u00e9 a bola da vez porque est\u00e1 envolvido em falcatruas pra dar e vender.<BR>&nbsp;&nbsp;&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nAs artes do eis n\u00e3o param por a\u00ed. H\u00e1 vezes em que ele se junta ao &#8220;por que&#8221;. Assim, separadinho. A\u00ed, quer dizer &#8220;eis a raz\u00e3o pela qual&#8221;: Ganhou na loteria. Eis por que (a raz\u00e3o pela qual) trocou de carro, casa e marido.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;Mais. Volta e meia, o eis se faz acompanhar do pronome o. Ele, ent\u00e3o, banca o invejoso. Imita os verbos terminados em <STRONG>r<\/STRONG>, <STRONG>s<\/STRONG> e <STRONG>z<\/STRONG>. Perde a consoante final e transforma o o em <STRONG>lo<\/STRONG>: Desejou fazer o trabalho (desejou faz\u00ea-lo). Quis o vestido vermelho (qui-lo). Fiz a pesquisa (fi-la). Eis o livro (ei-lo).<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; A origem \u00e9 incerta. A classifica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m. Alguns dizem que \u00e9 adv\u00e9rbio. Outros, simples palavra designativa. Apesar das d\u00favidas, o eis tem acep\u00e7\u00e3o e empregos definidos. As tr\u00eas letrinhas significam &#8220;aqui est\u00e1&#8221;. \u00c9 desnecess\u00e1rio dizer &#8220;eis aqui&#8221;. Ele, sozinho, d\u00e1 o recado: Eis o livro. Eis o resultado da pesquisa. &nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; Um dia, o eis se cansou da solid\u00e3o. Saiu em busca [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2624","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2624","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2624"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2624\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2624"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2624"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2624"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}