{"id":2629,"date":"2008-10-04T12:30:00","date_gmt":"2008-10-04T15:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/redacao16\/"},"modified":"2015-11-12T11:48:18","modified_gmt":"2015-11-12T13:48:18","slug":"redacao16","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/redacao16\/","title":{"rendered":"Reda\u00e7\u00e3o16"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<STRONG>A frase clara<\/STRONG><br \/>\n<STRONG><\/STRONG>&nbsp;<br \/>\nA frase tem tr\u00eas virtudes. A primeira: clareza. A segunda: clareza. A terceira: clareza. Montaigne deu essa li\u00e7\u00e3o h\u00e1 400 anos. At\u00e9 hoje as coisas n\u00e3o mudaram. A clareza ainda \u00e9 a maior qualidade do texto. Por isso, todos que escrevem para ser entendidos n\u00e3o poupam esfor\u00e7os para chegar l\u00e1.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nH\u00e1 truques que facilitam a tarefa. Um deles: livrar-se do pronome possessivo de terceira pessoa. Seu e sua parecem inofensivos. Mas causam estragos. Um deles: tornam o enunciado amb\u00edguo. Outro: sobram.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nQuer ver?&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nO subprocurador-geral encontrou-se com a senadora Roseana Sarney no aeroporto de Bras\u00edlia. Durante o encontro, ele, que \u00e9 um dos procuradores do caso Daniel Dantas, chegou a ensinar Roseana a utilizar alguns recursos do seu celular.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nDe que celular? Da senadora? Do subprocurador-geral? Pode ser de uma ou de outro. O seu provocou a confus\u00e3o. X\u00f4!<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nVeja outro caso:<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nNo seu pronunciamento em Londres, Lula criticou os Estados Unidos. Pegou mal.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nReparou? O seu n\u00e3o tem fun\u00e7\u00e3o. Sobra. Pau nele:<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nNo pronunciamento em Londres, Lula criticou os Estados Unidos. Pegou mal.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nMais um caso:<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nNo acidente, quebrou a sua perna direita, fraturou os seus dedos da m\u00e3o esquerda, arranhou o seu rosto.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nCruz-credo! Rua! Antes das partes do corpo, o possessivo n\u00e3o tem vez. Sem ele, a frase respira aliviada:<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nNo acidente, quebrou a perna direita, fraturou os dedos da m\u00e3o esquerda, arranhou o rosto.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nVoc\u00ea tem uma reda\u00e7\u00e3o pertinho de voc\u00ea? Lei-a com cuidado. Circule os pronomes seu e sua. Agora, leia o texto sem os indesejados. Viu? Eles n\u00e3o fazem falta. Voc\u00ea pode muito bem viver sem eles. &nbsp;<BR><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<STRONG>Teste<\/STRONG><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nQual das frases \u00e9 clara como a luz do dia?<br \/>\n&nbsp;<br \/>\na. Lula garantiu aos parlamentares que o seu esfor\u00e7o evitaria o cont\u00e1gio da crise americana.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nb. Lula garantiu aos parlamentares que o esfor\u00e7o deles levitaria o cont\u00e1gio da crise americana.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nA resposta? Logo, logo. Aguarde.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; A frase clara &nbsp; A frase tem tr\u00eas virtudes. A primeira: clareza. A segunda: clareza. A terceira: clareza. Montaigne deu essa li\u00e7\u00e3o h\u00e1 400 anos. At\u00e9 hoje as coisas n\u00e3o mudaram. A clareza ainda \u00e9 a maior qualidade do texto. Por isso, todos que escrevem para ser entendidos n\u00e3o poupam esfor\u00e7os para chegar l\u00e1. &nbsp; H\u00e1 truques que facilitam a tarefa. 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