{"id":2851,"date":"2008-11-06T00:00:00","date_gmt":"2008-11-06T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/nos_podemos\/"},"modified":"2008-11-06T00:00:00","modified_gmt":"2008-11-06T02:00:00","slug":"nos_podemos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/nos_podemos\/","title":{"rendered":"N\u00f3s podemos"},"content":{"rendered":"<p>DAD SQUARISI \/\/ dadsquarisi.df@diariosassociados.com.br<br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"><\/p>\n<p>\u2014&nbsp;&nbsp; &nbsp;H\u00e1 24 anos voto em Bush ou Clinton. Por que deveria votar novamente numa Clinton?, perguntou a eleitora presente ao primeiro debate entre Obama e Hillary. <\/p>\n<p>Estava em disputa a indica\u00e7\u00e3o democrata para a Casa Branca. A senadora exibia experi\u00eancia, seguran\u00e7a e, sobretudo, o apoio dos superdelegados. O voto deles \u2014 ex-presidentes, congressistas e caciques do partido \u2014 pesa muito mais nas prim\u00e1rias que o dos demais eleitores. Branca, anglo-sax\u00f4nica e protestante, a ex-primeira-dama representava o continu\u00edsmo. Seria mais um presidente americano, s\u00f3 que de saia. <\/p>\n<p><br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">O advers\u00e1rio, desconhecido senador no primeiro mandato, surpreendia na apar\u00eancia e no discurso. Negro, tinha nome estranho \u2014 Barack Hussein Obama. Trazia marcas multirraciais e multiculturais. A m\u00e3e, americana branca protestante. O pai, queniano negro mu\u00e7ulmano. O padrasto, indon\u00e9sio. Ele, elegante, articulado, formado pela respeitada Harvard University, prometia o que a jovem entrevistadora cobrava \u2014 mudan\u00e7a.<\/p>\n<p><br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">Dependesse dos cartolas, Obama n\u00e3o teria vez. Mas ele se imp\u00f4s. Ou melhor: foi imposto. O povo escolhe o candidato. O partido o proclama. Quem quer a indica\u00e7\u00e3o, corre atr\u00e1s. As chances s\u00e3o as mesmas. Ganha quem joga melhor. (Na democracia tupiniquim, o eleitor referenda o pretendente ungido pelos l\u00edderes partid\u00e1rios. N\u00e3o \u00e9 outra a raz\u00e3o por que gente da ditadura se mant\u00e9m no poder at\u00e9 hoje.) <\/p>\n<p><br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">\u201cN\u00f3s podemos\u201d, insistiu Obama. Negros, brancos, hisp\u00e2nicos, asi\u00e1ticos, judeus ou mu\u00e7ulmanos acreditaram. Ali estava algu\u00e9m como eles que chegou l\u00e1 \u2014 abriu a porta da esperan\u00e7a e subiu na vida, ideal dos imigrantes que buscaram a Am\u00e9rica. Era a prova do \u201cn\u00f3s podemos\u201d. Ao contr\u00e1rio de Bush, que, com a m\u00e3o na B\u00edblia, disseminou o preconceito, a intoler\u00e2ncia e o \u00f3dio, Obama acena com a inclus\u00e3o, o direito ao sonho, a reconquista do direito de conviver. Ele, no imagin\u00e1rio popular, n\u00e3o \u00e9 mais um presidente. \u00c9 o presidente que tornar\u00e1 o pa\u00eds por eles escolhido a terra prometida. <\/p>\n<p>(artigo publicado na p\u00e1g. 20 do Correio Braziliense)<br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DAD SQUARISI \/\/ dadsquarisi.df@diariosassociados.com.br \u2014&nbsp;&nbsp; &nbsp;H\u00e1 24 anos voto em Bush ou Clinton. Por que deveria votar novamente numa Clinton?, perguntou a eleitora presente ao primeiro debate entre Obama e Hillary. Estava em disputa a indica\u00e7\u00e3o democrata para a Casa Branca. A senadora exibia experi\u00eancia, seguran\u00e7a e, sobretudo, o apoio dos superdelegados. 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