{"id":3076,"date":"2008-12-25T00:30:00","date_gmt":"2008-12-25T02:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/a_historia_de_papai_noel\/"},"modified":"2008-12-25T00:30:00","modified_gmt":"2008-12-25T02:30:00","slug":"a_historia_de_papai_noel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/a_historia_de_papai_noel\/","title":{"rendered":"A hist\u00f3ria de Papai Noel"},"content":{"rendered":"\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Era uma vez um  homem muito rico. Rico e feliz. Tinha tudo que o dinheiro podia comprar. Vestia  sedas chinesas, cobria-se com cashmere da Esc\u00f3cia, pisava tapetes de mesquita,  bebia champanhe franc\u00eas, comia caviar russo.<\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Morava no  pal\u00e1cio mais luxoso de Constantinopla. As porcelas da dinastia Ming despertavam  admira\u00e7\u00e3o e cobi\u00e7a at\u00e9 do sult\u00e3o. Os cavalos \u00e1rabes que lhe puxavam a carruagem  usavam arreios de ouro. Os cocheiros eram altos, elegantes, altivos e  belos.<\/p><\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mulheres turcas,  chinesas, russas, \u00e1rabes, africanas, vietnamitas, \u00edndias, cariocas, francesas e  tailandesas enfeitavam o har\u00e9m mais ex\u00f3tico do mundo conhecido. Todas o amavam,  disputavam-lhe a companhia sempre generosa.<\/p><\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Grande  consumidor, o homem rico n\u00e3o acreditava no significado da palavra consumir. O  dicion\u00e1rio diz que a palavra latina original, consumere, quer dizer gastar ou  corroer at\u00e9 a destrui\u00e7\u00e3o; devorar, extinguir, destruir. &#8220;Eu&#8221;, pensou ele, &#8220;sou a  exce\u00e7\u00e3o que confirma a regra. Consumo e sou feliz.&#8221; Riu muito. Alegre e  leve.<\/p><\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Um dia, o homem  rico foi passear. Saiu a p\u00e9. Via as pessoas indo e vindo. Todas muito ocupadas  na vidinha do dia-a-dia. Distra\u00eddo, parou. Olhou para uma mulher que lhe chamou  a aten\u00e7\u00e3o. N\u00e3o pela gra\u00e7a ou beleza. Ao contr\u00e1rio. Pela fei\u00fara e maus-tratos do  destino. Feia como c\u00e3o chupando manga.<\/p><\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; &#8220;Que pode fazer  uma mulher feia e pobre?&#8221; pensou. Naquele mundo turco, distante, o destino da  mulher era o casamento. Sem beleza e sem dote, n\u00e3o atra\u00eda nem os apaixonados nem  os interesseiros. Triste destino.<\/p><\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tchan, tchan,  tchan! O homem rico teve uma id\u00e9ia. Daria dote a todas as mulheres feitas e  pobres do reino. Resolveria o problema delas. Ou arranjavam marido, ou ficavam  lindas. &#8220;Beleza&#8221;, pensou o homem rico, &#8220;\u00e9 diretamente proporcional \u00e0 conta  banc\u00e1ria. N\u00e3o existe mulher feia, existe mulher malcuidada.&#8221;<\/p><\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pensou e fez.  Uma das premiadas ficou t\u00e3o bela que foi convidada para o har\u00e9m. Suspirosa,  coberta de sedas, rubis e diamantes, disse-lhe coleante: &#8220;Estou feliz de  comungar essa riqueza com voc\u00ea&#8221;.<\/p><\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Comungar seria  outra forma de consumo? Talvez. Foi ao Aur\u00e9lio. Descobriu que comungar vem do  latim communicare. Pertence \u00e0 fam\u00edlia de comunicar: p\u00f4r-se em contato, ligar-se,  unir-se. Tornar comum, repartir, dividir alguma coisa com  algu\u00e9m.<\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; A fama do homem  rico atravessou fronteiras. Espalhou-se pelos cinco continentes. A \u00c1frica  transformou-o no homem sem idade, bom e generoso. Pensou nele? Pronto. Todos os  males desaparecem. O Oriente M\u00e9dio deu-lhe apar\u00eancia de menino pobre, nascido na  manjedoura. A Lip\u00f4nia, t\u00e3o fria e distante, vestiu-o de vermelho para contrastar  com o branco da neve. Presenteou-o com tren\u00f3 e renas.<\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os Estados  Unidos viram o velhinho simp\u00e1tico em Amsterd\u00e3. Levaram-no para as terras da  Am\u00e9rica. E espalharam-no pelo mundo.<\/p><\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">&nbsp;<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; Era uma vez um homem muito rico. Rico e feliz. Tinha tudo que o dinheiro podia comprar. 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