{"id":3167,"date":"2009-01-18T09:51:00","date_gmt":"2009-01-18T11:51:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/obama_na_casa_branca\/"},"modified":"2009-01-18T09:51:00","modified_gmt":"2009-01-18T11:51:00","slug":"obama_na_casa_branca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/obama_na_casa_branca\/","title":{"rendered":"Obama na Casa Branca"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/wp-content\/uploads\/blog-dad\/cf8652eb6726d43b96dfa7db2a6fcf73.jpg\"> &nbsp; A Casa Branca&nbsp;ter\u00e1 novo inquilino. Na ter\u00e7a, a fam\u00edlia Obama se muda pra l\u00e1. Pra entrar pela porta da frente, o ent\u00e3o desconhecido senador surpreendeu. Negro, tinha nome estranho \u2014 Barack Hussein Obama. Trazia marcas multirraciais e multiculturais. A m\u00e3e, americana branca protestante. O pai, queniano negro mu\u00e7ulmano. O padrasto, indon\u00e9sio. Ele, elegante, articulado, formado pela respeit\u00e1vel Harvard University, prometeu mudan\u00e7a.  <BR>&#8220;N\u00f3s podemos&#8221;, insistiu. Negros, brancos, asi\u00e1ticos, judeus e mu\u00e7ulmanos acreditaram. Ali estava algu\u00e9m como eles que chegou l\u00e1. Ele abriu a porta da esperan\u00e7a e subiu na vida \u2014 ideal dos imigrantes que buscaram a Am\u00e9rica. Obama era a prova do &#8220;n\u00f3s podemos&#8221;. Convenceu. George W. Bush ajudou. Com a B\u00edblia na m\u00e3o, o presidente de plant\u00e3o disseminou o preconceito, a intoler\u00e2ncia e o \u00f3dio. O povo deu o troco. X\u00f4!  <BR> <STRONG><\/STRONG>&nbsp; <STRONG>N\u00f3s podemos<\/STRONG><STRONG><\/STRONG>  <BR>Com o refr\u00e3o &#8220;n\u00f3s podemos&#8221;, Obama trouxe o verbo poder ao cartaz. Conseguir\u00e1 conjug\u00e1-lo conforme o prometido? Esperamos que sim. Enquanto torcemos, vale lembrar. A reforma ortogr\u00e1fica p\u00f4s os acentos diferenciais pra correr. P\u00e1ra, p\u00eara, p\u00f3lo, p\u00ealo perderam grampos e chap\u00e9us. Viraram para, pera, polo e pelo. Mas p\u00f4de, passado de poder, mant\u00e9m o circunflexo. Trata-se da exce\u00e7\u00e3o que confirma a regra. P\u00f4de \u00e9 a \u00fanica parox\u00edtona que teima em se diferenciar ostensivamente do presente do mesmo verbo: Ontem ele p\u00f4de sair mais cedo. Hoje n\u00e3o pode.  <BR>&nbsp;  <BR><STRONG>Depois da tempestade<\/STRONG>  <BR> Outro verbo que ocupa as manchetes? \u00c9 suceder. A reg\u00eancia do triss\u00edlabo d\u00e1 n\u00f3 nos miolos de falantes e escritores. Obama sucede Bush? Obama sucede a Bush? As duas formas aparecem a torto e a direito. Mas a norma culta tem prefer\u00eancia. Morre de amores pela preposi\u00e7\u00e3o a. Na acep\u00e7\u00e3o de substituir, vir depois, o objeto indireto \u00e9 pra l\u00e1 de bem-vindo. Assim: Obama sucede a Bush. A noite sucede ao dia. Fernando Gabeira quis suceder a C\u00e9sar Maia. Fracassou. Agora quer suceder ao governador S\u00e9rgio Cabral. Ningu\u00e9m sabe se conseguir\u00e1 lhe suceder.  <BR>&nbsp;  <BR><STRONG>Senhor se  <BR><\/STRONG> Olho vivo! Suceder pode ser pronominal. Vira, ent\u00e3o, suceder-se. Significa vir ou acontecer depois. Eis exemplos: Na fazenda, os dias e as noites sucediam-se com irritante monotonia. Governantes se sucedem a governantes. Grifes se sucederam na passarela do Rio Fashion com criatividade, talento e ousadia.  <BR>&nbsp;  <BR><STRONG>Nem pensar  <BR><\/STRONG> Na acep\u00e7\u00e3o de ocorrer, todo cuidado \u00e9 pouco. Suceder, a\u00ed, tem alergia ao se. Pra evitar vermelh\u00f5es e brotoejas, manda o monoss\u00edlabo bater \u00e0 porta de outra freguesia: O horror est\u00e1 sucedendo (n\u00e3o: se sucedendo) em Gaza. O que sucedeu nas conversa\u00e7\u00f5es do ministro brasileiro com a ministra israelense? O que suceder\u00e1 nos quatro anos do governo Obama? S\u00f3 a bola de cristal pode responder.  <BR>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; A Casa Branca&nbsp;ter\u00e1 novo inquilino. Na ter\u00e7a, a fam\u00edlia Obama se muda pra l\u00e1. Pra entrar pela porta da frente, o ent\u00e3o desconhecido senador surpreendeu. Negro, tinha nome estranho \u2014 Barack Hussein Obama. Trazia marcas multirraciais e multiculturais. A m\u00e3e, americana branca protestante. O pai, queniano negro mu\u00e7ulmano. O padrasto, indon\u00e9sio. Ele, elegante, articulado, formado pela respeit\u00e1vel Harvard University, prometeu mudan\u00e7a. &#8220;N\u00f3s podemos&#8221;, insistiu. 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