{"id":3179,"date":"2009-01-21T08:00:00","date_gmt":"2009-01-21T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/ninguem_o_ama_ninguem_o_quer-2\/"},"modified":"2009-01-21T08:00:00","modified_gmt":"2009-01-21T10:00:00","slug":"ninguem_o_ama_ninguem_o_quer-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/ninguem_o_ama_ninguem_o_quer-2\/","title":{"rendered":"Ningu\u00e9m o ama, ningu\u00e9m o quer"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>&nbsp;Ele s\u00f3 tem uma s\u00edlaba. Mas causa estragos. Como pertence a muitas classes,  aparece demais. Entra, por isso, no time das repeti\u00e7\u00f5es. Torna a frase pesadona,  mon\u00f3tona, pouco atraente. Diante do abuso, o leitor, dono e senhor do peda\u00e7o,  manda o texto pras cucuias.&nbsp;\u00ad   Quem \u00e9 o mal-amado? Ningu\u00e9m menos que o qu\u00ea. Ele d\u00e1 a mpress\u00e3o de inexperi\u00eancia, descuido e pobreza de vocabul\u00e1rio.  Por isso, professores o perseguem. Alunos  fogem dele como o gato do c\u00e3o. Escritores lhe passam a tesoura sem piedade. E  voc\u00ea? Sabe como livrar-se dele? H\u00e1 formas de mandar o indesejado pras cucuias:   <\/p>\n<p>1. Troque a ora\u00e7\u00e3o adjetiva por adjetivo ou substantivo:   <\/p>\n<p>animal que se alimenta de carne: animal carn\u00edvoro pessoa que planta caf\u00e9: cafeicultor crian\u00e7a que n\u00e3o tem educa\u00e7\u00e3o: crian\u00e7a mal-educada   <\/p>\n<p>2. Mude a ora\u00e7\u00e3o adjetiva por aposto nominal:   <\/p>\n<p>a. Bras\u00edlia, que \u00e9 a capital do Brasil, completou 44 anos.  <\/p>\n<p>Bras\u00edlia, a capital do Brasil, completou 44 anos.   <\/p>\n<p>b. Los\u00e9 Sarney, que foi eleito senador pelo Amap\u00e1, nasceu no  Maranh\u00e3o. Jos\u00e9 Sarney, eleito senador pelo Amap\u00e1, nasceu no  Maranh\u00e3o.    <\/p>\n<p>3. Substitua a ora\u00e7\u00e3o pelo termo nominal correspondente:  <\/p>\n<p>a. A comunidade exige que o criminoso seja punido. A comunidade exige a puni\u00e7\u00e3o do criminoso.   <\/p>\n<p>b. Ningu\u00e9m duvidava de que o plano tivesse \u00eaxito. Ningu\u00e9m duvidava do \u00eaxito do plano.   <\/p>\n<p>4. Reduza ora\u00e7\u00f5es:    <\/p>\n<p>a. Agora que expliquei o t\u00edtulo, passo a escrever o livro. Explicado o t\u00edtulo, passo a escrever o livro.   <\/p>\n<p>b. Depois que redigir o texto, pensarei na legenda. Redigido o texto, pensarei na legenda.   <\/p>\n<p>Logo que acabar a leitura, farei o resumo. Acabada a leitura, farei o resumo.   <\/p>\n<p>5.Transforme o discurso direto em discurso indireto:   <\/p>\n<p>a. Lula disse que acabar\u00e1 com a pobreza no Brasil. Lula disse: &#8212; Acabarei com a pobreza no Brasil.  <\/p>\n<p>&#8220;Acabarei com a pobreza no Brasil&#8221;, disse Lula.   <\/p>\n<p> \u00c9 isso. A l\u00edngua oferece mil jeitos de dar o mesmo recado. Para recorrer a  eles, duas condi\u00e7\u00f5es se imp\u00f5em. Uma: conhec\u00ea-los. A outra: arrega\u00e7ar as  mangas e mergulhar no trabalho. <\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;Ele s\u00f3 tem uma s\u00edlaba. Mas causa estragos. Como pertence a muitas classes, aparece demais. Entra, por isso, no time das repeti\u00e7\u00f5es. Torna a frase pesadona, mon\u00f3tona, pouco atraente. Diante do abuso, o leitor, dono e senhor do peda\u00e7o, manda o texto pras cucuias.&nbsp;\u00ad Quem \u00e9 o mal-amado? Ningu\u00e9m menos que o qu\u00ea. Ele d\u00e1 a mpress\u00e3o de inexperi\u00eancia, descuido e pobreza de vocabul\u00e1rio. Por [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3179","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3179","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3179"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3179\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3179"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3179"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3179"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}