{"id":3301,"date":"2009-02-17T00:00:00","date_gmt":"2009-02-17T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/sem_bobeira\/"},"modified":"2009-02-17T00:00:00","modified_gmt":"2009-02-17T03:00:00","slug":"sem_bobeira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/sem_bobeira\/","title":{"rendered":"Sem bobeira"},"content":{"rendered":"\n<p>&nbsp; A l\u00edngua tem estruturas fechadas. As danadinhas se escrevem de determinada forma e s\u00f3 podem ser entendidas de uma forma. \u00c9 bobeira querer mud\u00e1-las. Quem tentou recebeu duas penas. Uma: n\u00e3o se fez entender. A outra: perdeu pontos na prova. N\u00e3o \u00e9 pouco.    <\/p>\n<p> &nbsp; Uma das formas \u00fanicas \u00e9 a duplinha este&#8230;aquele. Ela d\u00e1 um s\u00f3 recado. Voc\u00ea sabe decifr\u00e1-lo? Antes de dizer sim ou n\u00e3o, fa\u00e7a o teste. Leia a frase com cuidado. Depois, analise as op\u00e7\u00f5es. A que merecer nota mil, ganha um sinalzinho. Caso contr\u00e1rio, ficar\u00e1 em branco, ignorada. M\u00e3os \u00e0 obra:    <\/p>\n<p>&nbsp;    <\/p>\n<p> Lu\u00eds e Paulo estudam na UnB. Este cursa direito; aquele, matem\u00e1tica.    <\/p>\n<p>&nbsp;    <\/p>\n<p> O enunciado diz que:    <\/p>\n<p> &nbsp; a. Lu\u00eds e Paulo estudam na UnB.    <\/p>\n<p>b. Lu\u00eds cursa direito.    <\/p>\n<p>c. Lu\u00eds cursa matem\u00e1tica.    <\/p>\n<p>d. Paulo cursa direito.    <\/p>\n<p>e. Paulo cursa matem\u00e1tica.    <\/p>\n<p>&nbsp;    <\/p>\n<p> <strong>E da\u00ed?    <\/p>\n<p><\/strong> &nbsp; Marcou as letras a, c, d? Certo. Voc\u00ea conhece os mist\u00e9rios da estrutura fechadinha este&#8230;aquele. Ela brinca com proximidades e dist\u00e2ncias. Quem bobear troca as bolas.    <\/p>\n<p> &nbsp; Se voc\u00ea assinalou outra letra, acende a luz amarela. Preste aten\u00e7\u00e3o. D\u00ea uma estudadinha no assunto. Desvendado o mist\u00e9rio da duplinha, ficar\u00e1 uma certeza. O diabo n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o feio quanto o pintam.    <\/p>\n<p>&nbsp;    <\/p>\n<p> <strong>A duplinha<\/strong>    <\/p>\n<p> &nbsp; No masculino, \u00e9 este&#8230;aquele. No feminino, esta&#8230;aquela. Os dois g\u00eaneros podem se misturar. O machinho se mescla com a femeazinha. A femeazinha se casa com o machinho.    <\/p>\n<p> &nbsp; Mas a regra permanece. Entender o casalzinho este&#8230;aquele implica familiaridade com dist\u00e2ncias. Este se refere ao nome mais pr\u00f3ximo do pronome. Aquele, ao mais distante. Veja:    <\/p>\n<p> &nbsp; Lu\u00eds e Paulo estudam na UnB. Este cursa direito; aquele, matem\u00e1tica.    <\/p>\n<p> &nbsp; Quem cursa direito? Este. Este quem? O mais pr\u00f3ximo do pronome este. \u00c9 Paulo.    <\/p>\n<p>Aquele \u00e9 o mais distante \u2014 Lu\u00eds.    <\/p>\n<p>&nbsp;    <\/p>\n<p> Mais um exemplo    <\/p>\n<p> Maria e Paula moram em Bras\u00edlia. Esta, na Asa Sul; aquela, em Sobradinho.    <\/p>\n<p> &nbsp; Quem mora na Asa Sul? \u00c9 o nome mais pr\u00f3ximo do pronome esta \u2014Paula. Quem mora em Sobradinho? \u00c9 aquela, o nome mais distante do pronome. No caso, Maria.    <\/p>\n<p>&nbsp;    <\/p>\n<p> <strong>Teste    <\/p>\n<p><\/strong> &nbsp; Leia a frase que se segue. Depois, assinale a op\u00e7\u00e3o nota mil:    <\/p>\n<p> &nbsp; Carmem e Lu\u00edza s\u00e3o professoras. Esta ensina Portugu\u00eas; aquela, Hist\u00f3ria.    <\/p>\n<p> &nbsp; A frase diz que:    <\/p>\n<p> &nbsp; a. Carmem ensina Portugu\u00eas; Lu\u00edza, Hist\u00f3ria.    <\/p>\n<p>b. Lu\u00edza ensina Portugu\u00eas; Carmem, Hist\u00f3ria.    <\/p>\n<p>&nbsp;    <\/p>\n<p> A resposta? \u00c9 a letra b, n\u00e3o? <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; A l\u00edngua tem estruturas fechadas. As danadinhas se escrevem de determinada forma e s\u00f3 podem ser entendidas de uma forma. \u00c9 bobeira querer mud\u00e1-las. 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