{"id":3403,"date":"2009-03-04T00:10:00","date_gmt":"2009-03-04T03:10:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/e_a_pedra_no_caminho\/"},"modified":"2009-03-04T00:10:00","modified_gmt":"2009-03-04T03:10:00","slug":"e_a_pedra_no_caminho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/e_a_pedra_no_caminho\/","title":{"rendered":"\u00c9 a pedra no caminho"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; Ops! O ano de 2009 come\u00e7ou farto. A safra de vexames bate recordes. Partidos v\u00e3o pra lama. Pol\u00edticos se afundam em den\u00fancias. Executivos escondem com palavras o que os fatos teimam em mostrar. Resultado: o voc\u00e1bulo esc\u00e2ndalo reina glorioso. Figura em manchetes de jornais e na boca do povo, do povinho e do pov\u00e3o.  <BR> &nbsp; De onde vem ser t\u00e3o abrangente? A criatura vem do grego. Na l\u00edngua de Plat\u00e3o e Arist\u00f3teles, sk\u00e1ndalon quer dizer pedra que faz trope\u00e7ar. Depois, passou para o latim. Com o tempo, mudou de pa\u00eds, idioma e cultura. Disseminou-se. Mas manteve o significado. L\u00e1, c\u00e1 e acol\u00e1, alia-se a erros e pecados. Valha-nos, Deus!  <BR>&nbsp;  <BR> <STRONG>De castelos e mans\u00f5es<\/STRONG>  <BR> &nbsp; O esc\u00e2ndalo passou por Edmar Moreira, dono do castelo mineiro. Bateu no PMDB, o maior partido do pa\u00eds. Chegou ao diretor geral do Senado. Agaciel Maia mora em luxuosa mans\u00e3o de luxuoso bairro de Bras\u00edlia. A casa \u00e9 dele, mas est\u00e1 no nome do irm\u00e3o, o deputado Jo\u00e3o Maia. Sua Excel\u00eancia n\u00e3o declarou o im\u00f3vel \u00e0 Receita. O caso veio \u00e0 tona. Agaciel teve de se explicar. Diante de microfones e c\u00e2meras, declarou: &#8220;O acerto foi feito entre eu e meu irm\u00e3o. \u00c9 coisa fraterna, de fam\u00edlia&#8221;.  <BR> &nbsp; N\u00e3o convenceu. O xis da quest\u00e3o n\u00e3o se deve ao contrato de gaveta. Mas ao trope\u00e7o. Tal como diz a etimologia da palavra, esc\u00e2ndalo \u00e9 pedra que faz trope\u00e7ar. No caso, a pedra foi a l\u00edngua. O pronome eu tem alergia a preposi\u00e7\u00e3o. Antecedido pela indesejada classe, d\u00e1 a vez ao mim: Gosta de mim (n\u00e3o de eu). Trabalha para mim (n\u00e3o para eu). Falou por mim (n\u00e3o por eu).  <BR> &nbsp; F\u00e1cil? F\u00e1cil. T\u00e3o f\u00e1cil quanto andar pra frente. Ou tirar chupeta de beb\u00ea. Mas, por alguma raz\u00e3o que at\u00e9 Deus ignora, a turma trope\u00e7a no entre. Vale lembrar: entre \u00e9 preposi\u00e7\u00e3o como de, por, para &amp; cia. limitada. Provoca as mesmas erup\u00e7\u00f5es no intolerante pronome eu. Depois dele, s\u00f3 o mim ganha banda de m\u00fasica e tapete vermelho: Nada existe entre mim e voc\u00ea. O acerto foi feito entre mim e meu irm\u00e3o. Trabalha para mim, para ti e para o presidente.  <BR>&nbsp;  <BR><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; Ops! O ano de 2009 come\u00e7ou farto. A safra de vexames bate recordes. Partidos v\u00e3o pra lama. Pol\u00edticos se afundam em den\u00fancias. Executivos escondem com palavras o que os fatos teimam em mostrar. Resultado: o voc\u00e1bulo esc\u00e2ndalo reina glorioso. Figura em manchetes de jornais e na boca do povo, do povinho e do pov\u00e3o. &nbsp; De onde vem ser t\u00e3o abrangente? A criatura [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3403","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3403","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3403"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3403\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3403"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3403"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3403"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}