{"id":3406,"date":"2009-06-02T12:00:00","date_gmt":"2009-06-02T15:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/tragedia_no_ar\/"},"modified":"2009-06-02T12:00:00","modified_gmt":"2009-06-02T15:00:00","slug":"tragedia_no_ar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/tragedia_no_ar\/","title":{"rendered":"Trag\u00e9dia no ar"},"content":{"rendered":"<p><b> <\/b><b> <\/p>\n<p><\/b>  <\/p>\n<p>Que pena! Brasileiros, franceses, alem\u00e3es, italianos e tantos outros  embarcaram no voo 447. Desembarcariam em Paris. De l\u00e1, cada um tomaria o rumo.  Mas, como diz o outro, o homem p\u00f5e e Deus disp\u00f5e. Os 228 passageiros ficaram no  caminho. Entre eles, o maestro Silvio Barbato. Ele regeu a orquestra sinf\u00f4nica  de Bras\u00edlia. Durante 12 anos, espalhou charme e alegria pela cidade. Esteja onde  estiver, estar\u00e1 entre cordas, sopros, teclados e percuss\u00f5es.   <\/p>\n<p>O avi\u00e3o partiu e n\u00e3o chegou. Tamb\u00e9m n\u00e3o mandou nenhum sinal de alerta. A  falta de contato acendeu a luz vermelha das autoridades. Aeronaves de socorro,  helic\u00f3pteros e paraquedistas se dirigiram para o poss\u00edvel lugar onde teria  ocorrido o acidente. A trag\u00e9dia obrigou rep\u00f3rteres a dar not\u00edcias em tempo real.  Foi um deus nos acuda. Faltava tempo. Sobravam d\u00favidas. Vamos a algumas?<b>  <\/p>\n<p>Nova grafia 1<\/b>  <\/p>\n<p>Ao falar em <i>voo<\/i>, veio ao ar a reforma ortogr\u00e1fica. O hiato <i>oo  <\/i>perdeu o chap\u00e9u. Aben\u00e7oo, perdoo, coroo &amp; demais oos escrevem-se sem  len\u00e7o nem documento. Livres e soltos, ocupam p\u00e1ginas de jornais e telas de  tev\u00eas.<b>  <\/p>\n<p>Nova grafia 2<\/b>  <\/p>\n<p>Paraquedas tamb\u00e9m entrou nas reportagens. Antes das mudan\u00e7as, a palavra se  escrevia como as irm\u00e3zinhas delas. Com h\u00edfen. Os acad\u00eamicos cassaram o tracinho  dela, mas o mantiveram nos demais membros da fam\u00edlia. Compare: paraquedas,  para-choque, para-brisa, para-lama, para-raios. E por a\u00ed vai.<b>  <\/p>\n<p>Nova grafia 3<\/b>  <\/p>\n<p>Ontem de manh\u00e3, apareceu uma boia laranja no mar. Seria do avi\u00e3o da Air  France? N\u00e3o havia certeza. A \u00fanica certeza \u00e9 esta. Boia tamb\u00e9m entrou na farra  do troca-troca da grafia. Parox\u00edtona em que figura o ditongo aberto <i>oi<\/i>,  perdeu o grampinho. O mesmo sucedeu com o ditongo aberto <i>ei<\/i>. Por isso,  doravante, boia, joia, jiboia, heroico, ideia, assembleia, plateia aparecem  pelad\u00f5es. Sem o agudo.  <\/p>\n<p>Olho vivo! A reforma atingiu s\u00f3 as parox\u00edtonas. As ox\u00edtonas e monoss\u00edlabos  t\u00f4nicos continuam como dantes no quartel de Abrantes. Valem os exemplos de  her\u00f3i, destr\u00f3i, corr\u00f3i, d\u00f3i, pap\u00e9is e coron\u00e9is.<b><\/b> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Que pena! Brasileiros, franceses, alem\u00e3es, italianos e tantos outros embarcaram no voo 447. Desembarcariam em Paris. De l\u00e1, cada um tomaria o rumo. Mas, como diz o outro, o homem p\u00f5e e Deus disp\u00f5e. Os 228 passageiros ficaram no caminho. Entre eles, o maestro Silvio Barbato. Ele regeu a orquestra sinf\u00f4nica de Bras\u00edlia. Durante 12 anos, espalhou charme e alegria pela cidade. Esteja onde estiver, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3406","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3406","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3406"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3406\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3406"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3406"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3406"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}