{"id":3437,"date":"2009-09-03T00:01:00","date_gmt":"2009-09-03T03:01:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/a_tripla_jornada\/"},"modified":"2009-09-03T00:01:00","modified_gmt":"2009-09-03T03:01:00","slug":"a_tripla_jornada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/a_tripla_jornada\/","title":{"rendered":"A tripla jornada"},"content":{"rendered":"<p><DIV> <A name=\"Save1\"><\/A>  <BR>  <BR> DAD SQUARISI \/\/ dadsquarisi.df@@diariosassociados.com.br  <BR> <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/wp-content\/uploads\/blog-dad\/0209_fotos_dad.jpg\">V\u00e3o longe os tempos em que estudantes mudavam o enredo da hist\u00f3ria. A UNE enfrentou a ditadura. Movidos pelo idealismo pr\u00f3prio da idade, jovens promoviam passeatas, pichavam muros, enfrentavam a pol\u00edcia, o poder e as regras em vigor. Mais recentemente, caras-pintadas foram \u00e0s ruas e exigiram a queda do presidente de plant\u00e3o. Conseguiram. Hoje a mo\u00e7ada parece em outra. Adepta do pragmatismo, quer chegar ao milh\u00e3o de d\u00f3lares antes dos 30 anos.  <BR> Alunos da Universidade de Bras\u00edlia aliaram os extremos. Criaram a Strategos \u2014 Empresa Jr. de Consultoria Pol\u00edtica. O grupo faz pesquisas e promove debates. Na ter\u00e7a, com base em levantamento sobre a participa\u00e7\u00e3o feminina na pol\u00edtica, convidou a deputada baiana L\u00eddice da Mata e a distrital Erica Kokai para discutir o assunto. A quest\u00e3o: por que as mulheres n\u00e3o disputam cargos eletivos? A pergunta procede.   <BR> Pertencem ao sexo feminino nada menos que 52% da popula\u00e7\u00e3o \u2014 99,8 milh\u00f5es do total de 191,5 milh\u00f5es de brasileiros. Mas a presen\u00e7a delas em cargos eletivos \u00e9 um fiasco. Segundo a Uni\u00e3o Interparlamentar, s\u00e3o 11 senadoras, 45 deputadas federais, 106 deputadas estaduais, tr\u00eas governadoras e 503 prefeitas. Por que a inapet\u00eancia? Antes se culpavam os partidos pol\u00edticos por discriminarem a mulher. Hoje h\u00e1 a cota. Pelo menos 30% das candidaturas t\u00eam de pertencer a sexo diferente. Mas as agremia\u00e7\u00f5es n\u00e3o conseguem o percentual de postulantes.  <BR> As convidadas apontaram raz\u00f5es. Uma delas: a organiza\u00e7\u00e3o da sociedade \u2014 patriarcal e patrimonialista \u2014 inibe a vontade de participar. Lugar da mulher \u00e9 em casa. A rua pertence ao homem. Quando alguma corajosa ousa quebrar a l\u00f3gica, sofre ataques que n\u00e3o lhe atingem a atua\u00e7\u00e3o profissional, mas a moral. Mais: impera a ditadura da perfei\u00e7\u00e3o. Exige-se da mulher muito mais que do homem. Discrimina\u00e7\u00e3o invis\u00edvel responde pelo sentimento de culpa. O filho adoeceu? Culpa da m\u00e3e que n\u00e3o olha pra crian\u00e7a. Faltou comida na despensa? \u00c9 a dona da casa que n\u00e3o cumpre as obriga\u00e7\u00f5es. O filho se envolveu com drogas? Pudera! Sem m\u00e3e\u2026  <BR> \u00c9 lugar-comum falar na dupla jornada da mulher trabalhadora. A pol\u00edtica tem tripla jornada. Como fazer campanha, convencer o eleitor, participar de programas eleitorais se o emprego e a casa esperam por ela? Alia-se a isso a falta de apoio dos partidos, que n\u00e3o investem na candidatura feminina. A professora L\u00facia Avelar, tamb\u00e9m presente ao evento, concluiu: &#8220;Falar em igualdade \u00e9 f\u00e1cil. Fazer a igualdade \u00e9 que s\u00e3o elas&#8221;. <\/DIV><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DAD SQUARISI \/\/ dadsquarisi.df@@diariosassociados.com.br V\u00e3o longe os tempos em que estudantes mudavam o enredo da hist\u00f3ria. A UNE enfrentou a ditadura. 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