{"id":3445,"date":"2009-03-08T05:00:00","date_gmt":"2009-03-08T08:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/dia_de_saia_e_batom\/"},"modified":"2009-03-08T05:00:00","modified_gmt":"2009-03-08T08:00:00","slug":"dia_de_saia_e_batom","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/dia_de_saia_e_batom\/","title":{"rendered":"Dia de saia e batom"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/wp-content\/uploads\/blog-dad\/\" \/><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.dzai.com.br\/static\/user\/\/18\/18971\/58f613a5f196785f45c8180349345499.jpg\">  &nbsp;   <BR>V\u00e3o longe os tempos em que ela era a rainha do lar. Ou os tempos descritos pelo Padre Vieira. \u201cA mulher\u201d, dizia ele, \u201cs\u00f3 deve sair de casa em tr\u00eas ocasi\u00f5es: no batizado, no casamento e no enterro\u201d. Os ventos mudaram. Embarcando na onda libert\u00e1ria da segunda metade do s\u00e9culo passado, ela deu o grito de independ\u00eancia ou morte. Enfrentou preconceitos. Desfilou barriga gr\u00e1vida pelas areias de Copacabana. Queimou suti\u00e3 em pra\u00e7a p\u00fablica. E chegou l\u00e1.  <BR> &nbsp; Hoje disputa direitos e divide deveres de igual para igual com o sexo oposto. Veste toga, ocupa assentos no Congresso, dirige estados e preside pa\u00edses. Mais: imp\u00f4s mudan\u00e7as na l\u00edngua. Palavras antes s\u00f3 usadas no masculino ganharam forma de saia e batom. \u00c9 o caso de beb\u00ea. O diss\u00edlabo englobava menininhos e menininhas. Agora a beb\u00ea pede passagem. O mesmo ocorre com presidenta. Presidente vale pra senhores e senhoras. Mas as poderosas preferem presidenta. Com o a, o feminino ganha visibilidade. Manda quem pode. Obedece quem tem ju\u00edzo.  <BR>&nbsp;  <BR><STRONG><\/STRONG> <STRONG>Pra l\u00e1 de chique  <BR><\/STRONG> &nbsp; \u00c9 mulherzinha pra c\u00e1, mulherzinha pra l\u00e1, mulherzinha pracol\u00e1. O diminutivo ganha espa\u00e7o cada vez mais generoso em casa e na rua. Grifes famosas lan\u00e7am moda pra m\u00e3e e filha. S\u00e3o vestidos, cal\u00e7as, sapatos, bolsas etc. e tal iguaizinhos pra umas e outras. Da\u00ed a necessidade da forma que vale por duas &#8212; mulherzinha indica tamanho pequeno e exprime carinho.  <BR> &nbsp; Vale a quest\u00e3o: como fazer o plural de criatura t\u00e3o em alta? Ops! Esse plural tem tratamento pra l\u00e1 de sofisticado. Pra chegar a ele, imp\u00f5em-se tr\u00eas etapas. Uma: p\u00f4r a palavra primitiva no plural (mulheres). Duas: esconder o s (mulhere). A \u00faltima: acrescentar o sufixo \u2013zinhas (mulherezinhas).  <BR> &nbsp; A regra vale para as palavras que fazem o diminutivo com o acr\u00e9scimo de \u2013zinho: colherzinha (colherezinhas), caracolzinho (caracoizinhos), bot\u00e3ozinho (botoezinhos), igualzinho (iguaizinhos), papelzinho (papeizinhos), cora\u00e7\u00e3ozinho (cora\u00e7\u00f5ezinhos).  <BR>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; V\u00e3o longe os tempos em que ela era a rainha do lar. Ou os tempos descritos pelo Padre Vieira. \u201cA mulher\u201d, dizia ele, \u201cs\u00f3 deve sair de casa em tr\u00eas ocasi\u00f5es: no batizado, no casamento e no enterro\u201d. Os ventos mudaram. Embarcando na onda libert\u00e1ria da segunda metade do s\u00e9culo passado, ela deu o grito de independ\u00eancia ou morte. Enfrentou preconceitos. Desfilou barriga gr\u00e1vida [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3445","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3445","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3445"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3445\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3445"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3445"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3445"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}