{"id":3585,"date":"2009-09-17T06:00:00","date_gmt":"2009-09-17T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/reputacao_ilibada\/"},"modified":"2009-09-17T06:00:00","modified_gmt":"2009-09-17T09:00:00","slug":"reputacao_ilibada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/reputacao_ilibada\/","title":{"rendered":"Reputa\u00e7\u00e3o ilibada"},"content":{"rendered":"\n<p>DAD SQUARISI \/\/ dadsquarisi.df@diariosassociados.com.br<br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> <\/p>\n<p>Existem declara\u00e7\u00f5es e declara\u00e7\u00f5es. Umas s\u00e3o comunicados. Apresentam fatos. Outras, infer\u00eancias. Exp\u00f5em dedu\u00e7\u00f5es. Algumas, julgamentos. Emitem opini\u00e3o. As tr\u00eas falam. Mas s\u00f3 uma diz. Identific\u00e1-las pode jogar luz na discuss\u00e3o da reforma pol\u00edtica. Ajuda a separar o joio do trigo.<br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> <\/p>\n<p>Os fatos convencem. Provam. Independem de opini\u00e3o, gosto ou f\u00e9. \u201cContra os fatos\u201d, diz a sabedoria popular, \u201cn\u00e3o h\u00e1 argumentos.\u201d \u00c9 fato afirmar que o Senado aprovou emenda que exige \u201cidoneidade moral e reputa\u00e7\u00e3o ilibada\u201d do candidato a deputado ou senador. Duvida? O tira-teima est\u00e1 ao alcance da m\u00e3o. Pegue o jornal de ontem ou acesse a internet. Est\u00e1 l\u00e1.<br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> <\/p>\n<p>Infer\u00eancias e julgamentos jogam em outro time. Falam de n\u00f3s, de nossos preconceitos, experi\u00eancias e preven\u00e7\u00f5es. Jogam o foco no sujeito, n\u00e3o no objeto. Inferir \u00e9 tirar conclus\u00f5es com base em ind\u00edcios. Vale o exemplo. O Senado aprovou a exig\u00eancia de ficha limpa para a aceita\u00e7\u00e3o de candidatura. \u00c9 fato. Eu vou al\u00e9m. Deduzo que a C\u00e2mara deve derrubar a emenda. A raz\u00e3o: boa parte dos pol\u00edticos tem pend\u00eancias judiciais. Ningu\u00e9m vai dar tiro no p\u00e9. Minha conclus\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, talvez prov\u00e1vel. Mas n\u00e3o certa.<br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> <\/p>\n<p>Os julgamentos v\u00e3o al\u00e9m. Exprimem opini\u00e3o pessoal e, claro, abusam de adjetivos. Feio, bonito, pecaminoso, elegante, bem-feito, malfeito \u2014 falam de como vemos as pessoas e as coisas. A l\u00edngua tem express\u00f5es que traduzem a subjetividade dos julgamentos: Quem ao feio ama bonito lhe parece. Cada cabe\u00e7a, uma senten\u00e7a. Para quem ama urubu \u00e9 branco. Que seria do amarelo se todos gostassem do vermelho? Gosto n\u00e3o se discute. <br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> <\/p>\n<p>\u201cIdoneidade moral e reputa\u00e7\u00e3o ilibada\u201d \u00e9 julgamento. Pode ter v\u00e1rias interpreta\u00e7\u00f5es. Uma: o candidato n\u00e3o pode gastar horas \u00e0 mesa de bar tomando chopinhos. Outra: n\u00e3o pode ter multa no Detran. Mais uma: n\u00e3o pode ser ateu. Mais outra: n\u00e3o pode ter queixa-crime ajuizada contra ele. Outra ainda: n\u00e3o pode ser condenado em primeira inst\u00e2ncia. H\u00e1, ainda, os que invocam o princ\u00edpio de que a pessoa s\u00f3 pode ser declarada culpada depois de senten\u00e7a definitiva. Em suma: o Brasil tem 200 milh\u00f5es de cidad\u00e3os. Pode ter igual n\u00famero de opini\u00f5es. <br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DAD SQUARISI \/\/ dadsquarisi.df@diariosassociados.com.br Existem declara\u00e7\u00f5es e declara\u00e7\u00f5es. Umas s\u00e3o comunicados. Apresentam fatos. Outras, infer\u00eancias. Exp\u00f5em dedu\u00e7\u00f5es. Algumas, julgamentos. Emitem opini\u00e3o. As tr\u00eas falam. Mas s\u00f3 uma diz. 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