{"id":3589,"date":"2009-03-19T00:00:00","date_gmt":"2009-03-19T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/rumo_a_dubai\/"},"modified":"2009-03-19T00:00:00","modified_gmt":"2009-03-19T03:00:00","slug":"rumo_a_dubai","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/rumo_a_dubai\/","title":{"rendered":"Rumo a Dubai"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/wp-content\/uploads\/blog-dad\/fbbf5a722400fb5589c9c368531cb1b2.jpg\">  <\/p>\n<p>DAD SQUARISI \/\/ dadsquarisi.df@diariosassociados.com.br   <\/p>\n<p> Parece incr\u00edvel. Mas Dubai e Bras\u00edlia t\u00eam pontos comuns. Ambas t\u00eam clima de deserto. Ambas t\u00eam menos de 50 anos. Ambas t\u00eam arquitetura moderna. Ambas desestimulam caminhadas pelas ruas. Ambas atraem turistas. Ambas t\u00eam a marca da imperman\u00eancia.   <\/p>\n<p> A mem\u00f3ria dos bedu\u00ednos que viviam ali h\u00e1 menos de meio s\u00e9culo desapareceu. Casas, tendas, ruas, com\u00e9rcio de ent\u00e3o viraram pseudomuseu. Na cidade h\u00e1 uma rua que diz guardar a hist\u00f3ria local. Mas n\u00e3o exibe constru\u00e7\u00f5es ou pe\u00e7as originais. \u00c9 tudo novo, limpo, constru\u00eddo com material de primeira. Em suma: \u00e9 mentirinha pra turista ver.   <\/p>\n<p> L\u00e1 nada tem a marca do tempo. Nas ruas bem cuidadas, exibem-se pr\u00e9dios altos, espelhados, com tinta quase fresca. Os carros s\u00e3o 0km. Os \u00f4nibus mant\u00eam o cheiro de loja. As plantas, artificiais, parecem sa\u00eddas da estufa. A ind\u00fastria da demoli\u00e7\u00e3o impressiona. O nov\u00edssimo substitui o novo. Edif\u00edcios rec\u00e9m-inaugurados d\u00e3o vez a outros mais altos, mais inteligentes, mais exibidos. A paisagem de hoje dificilmente se repete amanh\u00e3.   <\/p>\n<p> Dubai vem \u00e0 lembran\u00e7a a prop\u00f3sito da demoli\u00e7\u00e3o do Clube do Congresso. N\u00e3o pelo pr\u00e9dio em si. Mas pelos murais do Athos Bulc\u00e3o. J\u00f3ias da mem\u00f3ria de Bras\u00edlia viraram p\u00f3 sob a for\u00e7a insens\u00edvel das marretas. H\u00e1 pouco azulejos do mesmo artista sofreram os efeitos das chamas na Igrejinha. Os cubos da fachada do Teatro Nacional foram pra UTI. Deixaram paredes nuas a se perguntarem se ter\u00e3o de volta as vestes de imponente simplicidade.    <\/p>\n<p> Uma demoli\u00e7\u00e3o aqui, uma obra ali, um puxadinho acol\u00e1, uma mudan\u00e7a de destina\u00e7\u00e3o mais adiante, altera\u00e7\u00e3o de gabarito num lugar e noutro, avan\u00e7o na \u00e1rea verde pr\u00f3xima ou distante\u2026ops! Se ele pode, eu tamb\u00e9m posso. Se ali pode, por que n\u00e3o aqui? Assim, passo a passo, Bras\u00edlia se aproxima de Dubai. Claro que n\u00e3o ganhar\u00e1 a cara da Miami deslumbrad\u00edssima de uma hora para outra. Falta-lhe dinheiro. Sobram olhos atentos. Mas, como diz o outro, de gr\u00e3o em gr\u00e3o a galinha enche o papo. <\/p>\n<p> <img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.dzai.com.br\/static\/user\/\/18\/18971\/dbb5f3a9e70549a9ccd44df82fb32f68.jpg\"> &nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DAD SQUARISI \/\/ dadsquarisi.df@diariosassociados.com.br Parece incr\u00edvel. Mas Dubai e Bras\u00edlia t\u00eam pontos comuns. Ambas t\u00eam clima de deserto. Ambas t\u00eam menos de 50 anos. Ambas t\u00eam arquitetura moderna. Ambas desestimulam caminhadas pelas ruas. Ambas atraem turistas. Ambas t\u00eam a marca da imperman\u00eancia. A mem\u00f3ria dos bedu\u00ednos que viviam ali h\u00e1 menos de meio s\u00e9culo desapareceu. Casas, tendas, ruas, com\u00e9rcio de ent\u00e3o viraram pseudomuseu. 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