{"id":3793,"date":"2009-04-20T00:00:00","date_gmt":"2009-04-20T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/o_misterio_do_i_e_do_u\/"},"modified":"2009-04-20T00:00:00","modified_gmt":"2009-04-20T03:00:00","slug":"o_misterio_do_i_e_do_u","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/o_misterio_do_i_e_do_u\/","title":{"rendered":"O mist\u00e9rio do i e do u"},"content":{"rendered":"<p><B>&nbsp;<\/B> &nbsp; &nbsp; &nbsp;<I>Big Brother<\/I> manteve o nome em ingl\u00eas. Por qu\u00ea? Na l\u00edngua do Tio Sam, parece sofisticado. Em portugu\u00eas, seria Grande Irm\u00e3o. Poderia lembrar o programa <I>Casa dos Artistas<\/I>, do SBT. Mas a ess\u00eancia de um e de outro \u00e9 a mesma. Ambos se baseiam na bisbilhotice da vida alheia. A apar\u00eancia muda. Personagens, cen\u00e1rios, figurinos d\u00e3o a impress\u00e3o de novidade. Mas novidade n\u00e3o s\u00e3o.&nbsp; &nbsp; &nbsp; Na l\u00edngua ocorre fen\u00f4meno semelhante. O pronome \u00e1tono <I>o<\/I> \u00e0s vezes ganha outras caras. Ora vira <I>no<\/I>, ora se transforma em <I>lo<\/I>. Alguns se confundem. Pensam tratar-se de coisa nova. Enganam-se. \u00c9 o mesmo ozinho dos tempos em que os bichos falavam. T\u00e3o antigo quanto dormir de touca ou ouvir LP. Ele muda de cara por bondade. Com a letrinha a mais, a pron\u00fancia fica mais f\u00e1cil.&nbsp; &nbsp; O <I>no<\/I> pede passagem quando o pronome o vem depois de formas terminadas em nasal. Quais? M ou til: <I>Eles amam Maria (amam-na). Paulo p\u00f5e o livro na estante (p\u00f5e-no). Os PMs cercam as motos (cercam-nas).<\/I>&nbsp; &nbsp; O <I>lo<\/I> \u00e9 cheio de maldades. Aparece depois de verbos terminados em <I>r, s <\/I>ou<I> z<\/I>. Mas, quando d\u00e1 as caras, manda as pobres consoantes plantar batata no asfalto. As enxotadas n\u00e3o t\u00eam sa\u00edda. Somem: <I>\u00c9 preciso cantar a m\u00fasica com emo\u00e7\u00e3o (cant\u00e1-la). Ele p\u00f4s o livro na gaveta (p\u00f4-lo). Fiz o trabalho (fi-lo).<\/I>&nbsp;&nbsp; &nbsp; Com ou sem acento? Os verbos acompanhados do pronome <I>lo<\/I> aparecem ora de um jeito, ora de outro. Por qu\u00ea? Porque eles s\u00e3o pra l\u00e1 de obedientes. Em portugu\u00eas, acentuam-se as ox\u00edtonas terminadas em <I>a, e <\/I>e<I> o<\/I>, seguidas ou n\u00e3o de s. \u00c9 o caso de sof\u00e1 (sof\u00e1s), voc\u00ea (voc\u00eas), vov\u00f3 (vov\u00f3s).&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp; As terminadas em <I>i<\/I> ou <I>u<\/I> ficam fora. N\u00e3o querem ouvir falar de grampinho (aqui, ali, caju, urubu). As formas verbais seguem a regra tintim por tintim. As terminadas em <I>a, e <\/I>e<I> o<\/I> ganham acento. Em <I>i<\/I>, nem pensar: <I>cont\u00e1-lo, compr\u00e1-las; vend\u00ea-los; escrev\u00ea-la; parti-lo, ouvi-las; p\u00f4-lo, comp\u00f4-las.<\/I>&nbsp;&nbsp; <BR>&nbsp; <BR>&nbsp;<B><\/B><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Big Brother manteve o nome em ingl\u00eas. Por qu\u00ea? Na l\u00edngua do Tio Sam, parece sofisticado. Em portugu\u00eas, seria Grande Irm\u00e3o. Poderia lembrar o programa Casa dos Artistas, do SBT. Mas a ess\u00eancia de um e de outro \u00e9 a mesma. Ambos se baseiam na bisbilhotice da vida alheia. A apar\u00eancia muda. Personagens, cen\u00e1rios, figurinos d\u00e3o a impress\u00e3o de novidade. Mas novidade [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3793","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3793","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3793"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3793\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3793"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3793"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3793"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}