{"id":3814,"date":"2009-04-23T00:00:00","date_gmt":"2009-04-23T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/cerca_e_flexivel_como_cintura_de_politico\/"},"modified":"2009-04-23T00:00:00","modified_gmt":"2009-04-23T03:00:00","slug":"cerca_e_flexivel_como_cintura_de_politico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/cerca_e_flexivel_como_cintura_de_politico\/","title":{"rendered":"Cerca \u00e9 flex\u00edvel como cintura de pol\u00edtico"},"content":{"rendered":"<p><b> <\/p>\n<p><\/b>    Um morcego caiu na toca de uma doninha  que detestava ratos. Quando viu o intruso, ela disse:  <\/p>\n<p>\u2014 Seu rato atrevido, agora voc\u00ea vai  ver o que \u00e9 bom.  <\/p>\n<p>\u2014 Rato eu? Olhe as minhas asas. Sou  um p\u00e1ssaro.  <\/p>\n<p>O morcego escapou. Mas caiu na toca de  uma doninha que odiava p\u00e1ssaros.  <\/p>\n<p>Ela advertiu:  <\/p>\n<p>\u2014 Cuidado comigo, seu p\u00e1ssaro metido!  <\/p>\n<p>\u2014 P\u00e1ssaro eu? N\u00e3o tenho penas. Sou  um rato.  <\/p>\n<p>De novo, salvou a pele.    <\/p>\n<p>Ser flex\u00edvel \u00e9 pra l\u00e1 de bom. A gente  se adapta com facilidade e experimenta coisas novas. H\u00e1 palavras que  sabem disso. <i>Cerca <\/i>serve de exemplo. Com a mesma cara deslavada,  pode ser verbo, substantivo ou adv\u00e9rbio. E, com uma letra a mais, vira  preposi\u00e7\u00e3o. Para saber qual \u00e9 a dela, s\u00f3 h\u00e1 uma sa\u00edda: prestar  aten\u00e7\u00e3o \u00e0 frase em que a camaleoa aparece.    <\/p>\n<p>O verbo n\u00e3o d\u00e1 trabalho. <i>Cerca<\/i>  \u00e9 a terceira pessoa do singular do presente do indicativo de <i>cercar<\/i>  (eu cerco, tu cercas, ele cerca): <i>Paulo cerca o s\u00edtio com arame  farpado. <\/i>    <\/p>\n<p>O rolo se arma com as outras acep\u00e7\u00f5es.  A causa da confus\u00e3o \u00e9 a crase. Quando us\u00e1-la? Como substantivo, <i> cerca<\/i> recebe tratamento igual ao dos irm\u00e3ozinhos dele. Aceita o  artigo (a cerca). Por isso pode vir antecedido de crase: <i>Dirigiu-se  \u00e0 cerca do vizinho. Foi \u00e0 cerca da casa do irm\u00e3o para medir o terreno.<\/i>    <\/p>\n<p>Na d\u00favida, aplique o velho truque. Substitua  a palavra feminina (no caso, cerca) por uma masculina (n\u00e3o precisa  ser sin\u00f4nima). Se na troca aparecer <i>ao<\/i>, n\u00e3o duvide. Ponha crase  no <i>a<\/i>. Veja a aplica\u00e7\u00e3o da m\u00e1gica nas frases anteriores: <i> Dirigiu-se ao terreno do vizinho. Foi ao jardim do irm\u00e3o para medir  o terreno.<\/i>    <\/p>\n<p>Quando adv\u00e9rbio, <i>cerca <\/i> significa aproximadamente. A\u00ed, nada de crase. Por qu\u00ea? Adv\u00e9rbio n\u00e3o  se usa com artigo: <i>Daqui a cerca de (aproximadamente) duas horas  ele vai chegar. Maria saiu h\u00e1 cerca de (aproximadamente) 10 minutos. <\/i>    <\/p>\n<p>Ops! E o <i>acerca<\/i>? \u00c9 moleza que  s\u00f3. Quer dizer <i>sobre, a respeito<\/i>: Essa superdica cerca as dificuldades  acerca de quest\u00e3o que d\u00e1 n\u00f3 nos miolos h\u00e1 cerca de mil anos. Com  a cerca, a alternativa \u00e9 uma s\u00f3 \u2013 acertar ou acertar.     <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um morcego caiu na toca de uma doninha que detestava ratos. Quando viu o intruso, ela disse: \u2014 Seu rato atrevido, agora voc\u00ea vai ver o que \u00e9 bom. \u2014 Rato eu? Olhe as minhas asas. Sou um p\u00e1ssaro. O morcego escapou. Mas caiu na toca de uma doninha que odiava p\u00e1ssaros. Ela advertiu: \u2014 Cuidado comigo, seu p\u00e1ssaro metido! \u2014 P\u00e1ssaro eu? N\u00e3o tenho [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3814","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3814","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3814"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3814\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3814"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3814"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3814"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}