{"id":3826,"date":"2009-11-11T00:00:00","date_gmt":"2009-11-11T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/trato_e_trato_2\/"},"modified":"2009-11-11T00:00:00","modified_gmt":"2009-11-11T02:00:00","slug":"trato_e_trato_2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/trato_e_trato_2\/","title":{"rendered":"Trato \u00e9 trato (2)"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; Concord\u00e2ncia verbal? Ops! \u00c9 calo no p\u00e9. A danada machuca sem piedade. Confunde. Rouba prest\u00edgio. Mata amores. Mas h\u00e1 jeitos de conviver com ela. A melhor \u00e9 lhe conhecer as manhas. Primeiro passo: ter presente a regra geral. Lembra-se? O verbo concorda em pessoa e n\u00famero com o sujeito. Segundo passo: localizar o sujeito. <BR> &nbsp; O segundo passo parece f\u00e1cil. Mas, em uma constru\u00e7\u00e3o, d\u00e1 n\u00f3 nos miolos. Trata-se da voz passiva sint\u00e9tica. \u00c9 a constru\u00edda com a part\u00edcula se. Enganadora, ela adora pregar pe\u00e7as. D\u00e1 a impress\u00e3o de que o sujeito n\u00e3o \u00e9 sujeito. Pintam, ent\u00e3o, d\u00favidas como esta: vende-se casas ou vendem-se casas? Muitos chutam. Mas nem sempre t\u00eam sorte. Fazem gol contra. <BR> &nbsp; <STRONG>A pregui\u00e7osa ardilosa<\/STRONG> <BR> &nbsp; Duas trilhas conduzem \u00e0 voz passiva. Uma: a anal\u00edtica, constru\u00edda com a ajuda do verbo ser. A outra: a sint\u00e9tica ou pronominal, com o pronome se. Numa e noutra, o sujeito \u00e9 o mesmo. Numa e noutra, o verbo concorda com ele. \u00c9 o trato. E trato \u00e9 lei.  <BR> &nbsp; Compare: <BR> &nbsp; Voz passiva anal\u00edtica: Na partida de domingo, um gol ol\u00edmpico foi feito no Mineir\u00e3o. <BR>Voz passiva sint\u00e9tica: Na partida de domingo, fez-se um gol ol\u00edmpico no Mineir\u00e3o. <BR> &nbsp; Qual o sujeito da primeira ora\u00e7\u00e3o? Gol ol\u00edmpico. O da segunda tamb\u00e9m. Por isso o verbo est\u00e1 no singular.  <BR> &nbsp; Vamos adiante: <BR> &nbsp; Na partida de domingo, dois gols ol\u00edmpicos foram feitos no Mineir\u00e3o. <BR>Na partida de domingo, fizeram-se dois gols ol\u00edmpicos no Mineir\u00e3o. <BR> &nbsp; O sujeito da primeira ora\u00e7\u00e3o \u00e9 gols. O da segunda idem. Da\u00ed o plural. <BR>&nbsp; <BR> &nbsp; <STRONG>X\u00f4, d\u00favida! <BR><\/STRONG> &nbsp; Pintou d\u00favida na concord\u00e2ncia da passiva sint\u00e9tica? N\u00e3o se desespere. Nada menos que 99% dos brasileiros passam pelo mesmo aperto. H\u00e1 sa\u00eddas. A melhor: apele para o troca-troca. Construa a frase na passiva anal\u00edtica. O sujeito ser\u00e1 o mesmo nas duas vozes. O verbo, claro, manter\u00e1 o n\u00famero em ambas. <BR> &nbsp; Vende-se carros usados? Vendem-se carros usado? <BR>Carros usados s\u00e3o vendidos. <BR>Logo: <BR>Vendem-se carros usados.  <BR> &nbsp; Compare:  <BR> &nbsp; Documentos foram perdidos por turistas na viagem. (Perderam-se documentos na viagem.) <BR>Talvez o carro seja vendido.&nbsp;(Talvez se venda o carro.)  <BR>Talvez os carros sejam vendidos.&nbsp;(Talvez se vendam os carros.)&nbsp; <BR>&nbsp; <BR> Moral da hist\u00f3ria: Contra esperto, esperto e meio. <BR>&nbsp; <BR><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; Concord\u00e2ncia verbal? Ops! \u00c9 calo no p\u00e9. A danada machuca sem piedade. Confunde. Rouba prest\u00edgio. Mata amores. Mas h\u00e1 jeitos de conviver com ela. A melhor \u00e9 lhe conhecer as manhas. Primeiro passo: ter presente a regra geral. Lembra-se? O verbo concorda em pessoa e n\u00famero com o sujeito. Segundo passo: localizar o sujeito. &nbsp; O segundo passo parece f\u00e1cil. 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