{"id":3827,"date":"2009-04-24T00:00:00","date_gmt":"2009-04-24T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/o_alfabeto_tem_manhas\/"},"modified":"2009-04-24T00:00:00","modified_gmt":"2009-04-24T03:00:00","slug":"o_alfabeto_tem_manhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/o_alfabeto_tem_manhas\/","title":{"rendered":"O alfabeto tem manhas"},"content":{"rendered":"\n<p> A palavra alfabeto nasceu na terra de  Plat\u00e3o e Arist\u00f3teles. Formaram-na dois voc\u00e1bulos da mesma origem.  Um: alfa, a primeira letra do alfabeto grego. O outro: beta, a segunda  letra. Abeced\u00e1rio \u00e9 o sin\u00f4nimo latino. Vem de a, b, c. &nbsp;&nbsp; <\/p>\n<p>Os gregos batizaram o alfabeto, mas n\u00e3o  o criaram. Tampouco os fen\u00edcios, que o espalharam e ficaram com a fama  de genitores. Os pais do sistema foram os eg\u00edpcios. Antes deles, a  ideia era representada por s\u00edmbolos. O povo dos fara\u00f3s lan\u00e7ava m\u00e3o  dos hier\u00f3glifos. Os babil\u00f4nios, do m\u00e9todo cuneiforme. Ainda hoje  japoneses e chineses n\u00e3o t\u00eam letras.&nbsp;&nbsp; <\/p>\n<p>N\u00f3s, que as temos, precisamos trat\u00e1-las  com rever\u00eancia. As 26 que formam o alfabeto portugu\u00eas jogam no time  dos machos. Podem ter duas caras &#8212; mai\u00fasculas ou min\u00fasculas. Cinco  delas s\u00e3o vogais. Vinte e uma consoantes. Escrev\u00ea-las e pronunci\u00e1-las  como mandam os mestres pega bem como usar cinto de seguran\u00e7a e dar  bom-dia ao entrar no elevador.&nbsp;&nbsp; <\/p>\n<p>Eis a forma: \u00e1, b\u00ea, c\u00ea, d\u00ea, \u00e9, efe,  g\u00ea ou gu\u00ea, ag\u00e1, i, jota, capa ou c\u00e1, ele, eme, ene, \u00f3, p\u00ea, qu\u00ea,  erre, esse, t\u00ea, u, v\u00ea, d\u00e1blio, xis, \u00edpsilon, z\u00ea. Generosas, no  plural elas admitem duas formas. Numa, acrescenta-se o <b>s<\/b> (os  \u00e1s, os b\u00eas, os c\u00eas). Noutra, dobram-se as criaturas (os aa, os bb,  os cc, os ii). &nbsp;&nbsp; <\/p>\n<p>\u00c0s vezes as letras aparecem casadas  ou com acess\u00f3rios. Olho vivo e l\u00edngua afiada ao nome\u00e1-las: \u00e7 (c\u00ea  cedilhado), rr (dois erres ou erre duplo), ss (dois esses ou esse duplo),  ch (c\u00ea-ag\u00e1), lh (ele-ag\u00e1), nh (ene-ag\u00e1), gu (g\u00ea-u ou gu\u00ea-u), qu  (qu\u00ea-u). &nbsp;&nbsp; <\/p>\n<p>Olho vivo tamb\u00e9m na grafia de ilustres  palavras que frequentam o dia a dia de alunos e professores. Uma delas:  \u00e1-b\u00ea-c\u00ea. Outra: abeced\u00ea. A \u00faltima, mas n\u00e3o menos importante: b\u00ea-\u00e1-b\u00e1.  O plural do trio curva-se \u00e0 regra geral: \u00e1-b\u00ea-c\u00eas, abeced\u00eas, b\u00ea-\u00e1-b\u00e1s. &nbsp;&nbsp; <\/p>\n<p>Dica: as vogais <i>e<\/i> e <i>o<\/i>,  quando citadas isoladamente, t\u00eam o som aberto: <i>O  segundo \u00f3 de vov\u00f4 usa chap\u00e9u. Discreto se escreve com  \u00e9.&nbsp;<\/i>&nbsp; <\/p>\n<p> <b> <\/p>\n<p><\/b>  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A palavra alfabeto nasceu na terra de Plat\u00e3o e Arist\u00f3teles. Formaram-na dois voc\u00e1bulos da mesma origem. Um: alfa, a primeira letra do alfabeto grego. O outro: beta, a segunda letra. Abeced\u00e1rio \u00e9 o sin\u00f4nimo latino. Vem de a, b, c. &nbsp;&nbsp; Os gregos batizaram o alfabeto, mas n\u00e3o o criaram. Tampouco os fen\u00edcios, que o espalharam e ficaram com a fama de genitores. Os pais [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3827","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3827","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3827"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3827\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3827"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3827"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3827"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}