{"id":387,"date":"2015-05-18T10:00:00","date_gmt":"2015-05-18T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/2015\/05\/18\/tolerancia_zero\/"},"modified":"2015-10-23T16:57:04","modified_gmt":"2015-10-23T18:57:04","slug":"tolerancia_zero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/tolerancia_zero\/","title":{"rendered":"Toler\u00e2ncia zero"},"content":{"rendered":"<p><b> <\/b> Ad\u00edlson Pinheiro joga no time do toler\u00e2ncia zero. N\u00e3o leva d\u00favida pra casa  nem a pedido dos deuses do Olimpo. Quando pinta uma, faz o que deve ser feito.  Bate \u00e0 porta de quem pode san\u00e1-la. Outro dia, leu este per\u00edodo: &#8220;\u00c9 nas p\u00e1ginas  de um livro que podemos viajar sem sair de casa e conhecer a alma humana&#8221;.   <\/p>\n<p>Ops! N\u00e3o seria &#8220;S\u00e3o nas p\u00e1ginas de um livro que podemos viajar sem sair de  casa e conhecer a alma humana&#8221;? Pensou. Repetiu uma forma e outra. Em v\u00e3o. N\u00e3o  chegou a nenhuma certeza. Recorreu, ent\u00e3o, ao blogue. A quest\u00e3o, pra l\u00e1 de  bem-vinda, toca em termo sem fun\u00e7\u00e3o. Ele se mete na vida do enunciado porque \u00e9  intrometido.<b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">   <\/p>\n<p>O intrometido<\/b>   <\/p>\n<p>Monteiro Lobato costumava dizer que a l\u00edngua tem variado estoque de palavras  \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o. Combina-as segundo a necessidade. Na formal, usa terno e gravata.  Na informal, camiseta, bermuda e chinelo. A escolha de um ou outro traje depende  da ocasi\u00e3o. \u00c9 igualzinho a n\u00f3s. Se vamos \u00e0 piscina, vestimos biqu\u00edni ou sunga.  Se ao baile de gala, longo e smoking. Se ao cineminha de s\u00e1bado, jeans, t\u00eanis,  shortinho.   <\/p>\n<p>No exemplo do Ad\u00edlson, a l\u00edngua est\u00e1 \u00e0 vontade. Deu a vez a penetra pra l\u00e1 de  ousado. Trata-se da part\u00edcula <i>\u00e9 que<\/i>. Expletiva, ela pode ser jogada for  a. Exemplos n\u00e3o faltam: <i>Onde (\u00e9 que) voc\u00ea mora? Por que (\u00e9 que) empres\u00e1rios  envolvidos na Opera\u00e7\u00e3o Lava-Jato voltaram pra casa? Quem (\u00e9 que) sabe a  resposta? N\u00f3s (\u00e9 que) somos patriotas.<\/i><b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">   <\/p>\n<p>O xis da quest\u00e3o<\/b>   <\/p>\n<p>Olho vivo, Ad\u00edlson. Voc\u00ea prop\u00f5e transformar o <i>\u00e9 que<\/i> em <i>s\u00e3o que<\/i>.  Nem pensar. A intrusa \u00e9 inflex\u00edvel. Invari\u00e1vel, n\u00e3o tem singular nem plural. \u00c9  sempre igual. Que tal mand\u00e1-la plantar grama no asfalto? X\u00f4, criatura  indesejada! Assim: <i>(\u00c9) nas p\u00e1ginas de um livro (que) podemos viajar sem sair  de casa e conhecer a alma humana. <\/i><b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">   <\/p>\n<p>Moral da opereta<\/b>   <\/p>\n<p>E da\u00ed? Sem a expletiva, o enunciado mant\u00e9m-se correto. Mas perde \u00eanfase.  Ficar com ela? Livrar-se dela? \u00c9 prefer\u00eancia de cada um. O resultado n\u00e3o muda. \u00c9  acertar. Ou acertar.<b><\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ad\u00edlson Pinheiro joga no time do toler\u00e2ncia zero. N\u00e3o leva d\u00favida pra casa nem a pedido dos deuses do Olimpo. Quando pinta uma, faz o que deve ser feito. Bate \u00e0 porta de quem pode san\u00e1-la. Outro dia, leu este per\u00edodo: &#8220;\u00c9 nas p\u00e1ginas de um livro que podemos viajar sem sair de casa e conhecer a alma humana&#8221;. Ops! 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