{"id":3878,"date":"2009-04-30T00:00:00","date_gmt":"2009-04-30T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/140_toques\/"},"modified":"2009-04-30T00:00:00","modified_gmt":"2009-04-30T03:00:00","slug":"140_toques","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/140_toques\/","title":{"rendered":"140 toques"},"content":{"rendered":"<div>\n<p> DAD SQUARISI \/\/\/ dadsquarisi.df@diariosassociados.com.br  <\/p>\n<p>Twitter gerou filhote. \u00c9 tuitar. Ele d\u00e1 nome \u00e0 a\u00e7\u00e3o de 7 milh\u00f5es de pessoas  mund\u00e3o afora. Cadastradas, elas entram no microblog mais popular do planeta e  d\u00e3o o recado. Falam de si, fazem perguntas, bisbilhotam, respondem a quest\u00f5es,  comentam atos praticados por pol\u00edticos, celebridades, an\u00f4nimos ou eles pr\u00f3prios.    <\/p>\n<p>O espa\u00e7o da internet \u00e9 pra l\u00e1 de democr\u00e1tico. Acolhe qualquer um \u2014 eu, voc\u00ea,  ele. Entre os membros ilustres, est\u00e3o Barack Obama e Oprah Winfrey, a  apresentadora de talk show mais poderosa dos Estados Unidos. Ao se inscrever, o  novo blogueiro manifesta o desejo de seguir esta ou aquela pessoa. Passa, ent\u00e3o,  a ser avisado todas as vezes que a criatura postar algo.   <\/p>\n<p>Estrela ou gente comum, todos se submetem a um crit\u00e9rio \u2014 o tamanho limite do  texto. A mensagem deve caber em 140 toques. O que \u00e9 isso? \u00c9 isto:  \u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026. Convenhamos. \u00c9 um desafio. Os esbanjadores verbais t\u00eam de conjugar o verbo  poupar. No caso, menos \u00e9 mais. Menos palavras e menos letras s\u00e3o sin\u00f4nimo de  mais informa\u00e7\u00e3o. Voc\u00e1bulos curtos expulsam os longos. Entre s\u00f3 e somente, por  exemplo, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida. D\u00e1-se a vez ao s\u00f3.   <\/p>\n<p>As abreviaturas entram em cartaz. N\u00e3o s\u00f3 as tradicionalmente conhecidas,  aceitas e estudadas na escola. Mas tamb\u00e9m as abominadas pelos cr\u00edticos das salas  de bate-papo. Ali, <i>que<\/i> vira <i>q; n\u00e3o<\/i>, <i>\u00f1<\/i>; <i>porque, pq;  beijo, bj; voc\u00ea, vc; tamb\u00e9m, tb.<\/i> E por a\u00ed vai. A criatividade e a  compreens\u00e3o funcionam como baliza. Nada mais.  <\/p>\n<p>Muitos abominam o modismo. \u00c9 direito leg\u00edtimo. Ao exerc\u00ea-lo, por\u00e9m,  excluem-se. Caem fora n\u00e3o s\u00f3 do Twitter. O microblog se inspirou no SMS \u2014  mensagens de texto dos celulares. Para mandar recado por via t\u00e3o simples,  ningu\u00e9m disp\u00f5e de mais de 140 toques. Entrar na onda, pois, n\u00e3o significa  abandonar a norma culta. Significa ampliar as pr\u00f3prias <a style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\" name=\"Save1\"><\/a>possibilidades. Poliglotas na nossa l\u00edngua, somamos mais uma \u00e0s  tantas que falamos ou escrevemos. <\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DAD SQUARISI \/\/\/ dadsquarisi.df@diariosassociados.com.br Twitter gerou filhote. \u00c9 tuitar. Ele d\u00e1 nome \u00e0 a\u00e7\u00e3o de 7 milh\u00f5es de pessoas mund\u00e3o afora. Cadastradas, elas entram no microblog mais popular do planeta e d\u00e3o o recado. Falam de si, fazem perguntas, bisbilhotam, respondem a quest\u00f5es, comentam atos praticados por pol\u00edticos, celebridades, an\u00f4nimos ou eles pr\u00f3prios. O espa\u00e7o da internet \u00e9 pra l\u00e1 de democr\u00e1tico. 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