{"id":3881,"date":"2009-04-30T12:00:00","date_gmt":"2009-04-30T15:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/pegadinhas_das_palavras\/"},"modified":"2009-04-30T12:00:00","modified_gmt":"2009-04-30T15:00:00","slug":"pegadinhas_das_palavras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/pegadinhas_das_palavras\/","title":{"rendered":"Pegadinhas das palavras"},"content":{"rendered":"\n<p>Uiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! Que med\u00e3o! A gripe su\u00edna  amea\u00e7a Europa, Fran\u00e7a e Bahia. Atrevida, n\u00e3o respeita fronteiras. Passa de um  pa\u00eds para outro com a desenvoltura dos que t\u00eam certeza da impunidade. Do M\u00e9xico,  deu uma voltinha nos Estados Unidos. Chegou ao Canad\u00e1. Atravessou o Atl\u00e2ntico e  bateu \u00e0 porta da Espanha, Alemanha, Fran\u00e7a, Su\u00e9cia, Su\u00ed\u00e7a. Visitou Israel e a  Nova Zel\u00e2ndia. Em suma: o planeta \u00e9 o limite para a turista  indesejada.  <\/p>\n<p>&#8220;Uma pandemia \u00e9 iminente&#8221;, anunciou a  Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade. A palavra assustou. Por duas raz\u00f5es. Uma: o  significado. O voc\u00e1bulo quer dizer pra l\u00e1 de pr\u00f3xima, prestes a ocorrer. A  outra: a grafia. Ao ouvi-la, pintou a d\u00favida. Iminente ou eminente? Ambas  existem. Mas uma letra faz a diferen\u00e7a. Eminente n\u00e3o tem nada a ver com  urg\u00eancia. Significa excelente, nobre,  magn\u00edfico. Da\u00ed se falar em eminente visitante, eminente escritor, eminente  cientista. <strong><\/strong>&nbsp; <strong> <\/p>\n<p><\/strong><strong>Time dose dupla<\/strong>  <\/p>\n<p>A confus\u00e3o se explica. Na l\u00edngua, h\u00e1  seres com duas caras. Generosos, eles deixam&nbsp;a  escolha de uma palavra ou outra a crit\u00e9rio do fregu\u00eas.&nbsp;Ambas est\u00e3o est\u00e3o corretas. H\u00e1 duplicidade na  concord\u00e2ncia, na reg\u00eancia, na pron\u00fancia, na coloca\u00e7\u00e3o dos termos no per\u00edodo. A  grafia n\u00e3o fica atr\u00e1s.  <\/p>\n<p>Quatorze ou catorze? Tanto faz.  Porcentagem ou percentagem? As duas. Ouro ou oiro, louro ou loiro? Voc\u00ea escolhe.  Cota ou quota? Ambas. Camionete ou caminhonete? A que voc\u00ea preferir. Diabete ou  diabetes? N\u00e3o faz diferen\u00e7a. Caminhante ou caminheiro? Um e outro p\u00f5em o p\u00e9 na  estrada. <strong><\/strong>&nbsp; <strong> <\/p>\n<p><\/strong><strong>Exageros e enganos<\/strong>  <\/p>\n<p>Algumas palavras chegam ao exagero. T\u00eam  tr\u00eas caras. \u00c9 o caso de enfarte, enfarto ou infarto. Ningu\u00e9m pode com elas.  Outras enganam! Fingem ter duas grafias, mas n\u00e3o t\u00eam. Vale o exemplo de  cinquenta. Desavisados pra l\u00e1 de confiantes escrevem &#8220;cincoenta&#8221;. Bobeiam. A  triss\u00edlaba, morta de rir, sai por a\u00ed cantando: &#8220;Enganei o bobo na casca do ovo&#8221;.  Cruz-credo!  <\/p>\n<p>Quer mais? A carta de jogar se chama  curinga (n\u00e3o coringa). O lugar onde se bebem umas e outras, boteco (n\u00e3o  vale buteco). A fruta pretinha e doce, jabuticaba (jaboticaba  d\u00e1 indigest\u00e3o). O roedor esperto, camundongo (n\u00e3o camondongo). Da t\u00e1bua  vem tabuada. Nada de taboada, por favor. <strong><\/strong>&nbsp; <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! Que med\u00e3o! A gripe su\u00edna amea\u00e7a Europa, Fran\u00e7a e Bahia. Atrevida, n\u00e3o respeita fronteiras. Passa de um pa\u00eds para outro com a desenvoltura dos que t\u00eam certeza da impunidade. Do M\u00e9xico, deu uma voltinha nos Estados Unidos. Chegou ao Canad\u00e1. Atravessou o Atl\u00e2ntico e bateu \u00e0 porta da Espanha, Alemanha, Fran\u00e7a, Su\u00e9cia, Su\u00ed\u00e7a. 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