{"id":3933,"date":"2009-11-20T08:00:00","date_gmt":"2009-11-20T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/de_livros_e_novelas\/"},"modified":"2009-11-20T08:00:00","modified_gmt":"2009-11-20T10:00:00","slug":"de_livros_e_novelas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/de_livros_e_novelas\/","title":{"rendered":"De livros e novelas"},"content":{"rendered":"<p> <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/wp-content\/uploads\/blog-dad\/5b6081e6b4e84ac1b98cccd08cedaa99.jpg\"> <\/p>\n<p>DAD SQUARISI \/\/ dadsquarisi.df@dabr.com.br<br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"><br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"><br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">\u201cUm pa\u00eds se faz com homens e livros\u201d, repetia Monteiro Lobato. E completava: \u201cOs livros n\u00e3o mudam o mundo. Mudam os homens. Os homens \u00e9 que mudam o mundo\u201d. Ele acreditava no poder revolucion\u00e1rio da palavra escrita. Sonhava inundar o Brasil de textos variados. Pa\u00eds atrasado, at\u00e9 ent\u00e3o o Brasil importava livros. Lobato fundou a Editora Nacional. Imprimia as obras em papel inferior, de custo baixo. As tiragens grandes tornavam o produto acess\u00edvel ao grande p\u00fablico. <br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">  <\/p>\n<p>Hoje gigantescas feiras se espalham Pindorama afora. A de Bras\u00edlia come\u00e7a daqui a pouco, \u00e0s 19h. Mas somos pa\u00eds de n\u00e3o leitores. A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pr\u00f3-Livro, chegou a conclus\u00e3o alarmante: exclu\u00eddos os livros did\u00e1ticos, o brasileiro l\u00ea 1,3 livro por ano. Em pa\u00edses desenvolvidos, a m\u00e9dia gira em torno de 10. Num ranking de 30 na\u00e7\u00f5es, figuramos em 27\u00ba lugar.<br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">  <\/p>\n<p>Raz\u00f5es para a dist\u00e2ncia? Uma delas: alfabetiza\u00e7\u00e3o tardia. Com o atraso, o pa\u00eds universalizou o acesso ao ensino fundamental depois da experi\u00eancia eletr\u00f4nica. Foi mau come\u00e7o. Outra: o pre\u00e7o do livro. Cobrar R$ 30 ou R$ 40 por obra torna-a inacess\u00edvel para boa parte da popula\u00e7\u00e3o. Forma-se, ent\u00e3o, o c\u00edrculo vicioso. Tiragem pequena encarece o produto. Pre\u00e7o alto afugenta o consumidor. Mais uma: a desvaloriza\u00e7\u00e3o da leitura pela sociedade. <br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">  <\/p>\n<p>Como mudar o cen\u00e1rio? Leitura \u00e9 habilidade. Requer treino. Primeiro passo: dar acesso ao livro. O pre\u00e7o, no caso, conta. Mas n\u00e3o s\u00f3. Precisa-se de mediadores. Professores e bibliotec\u00e1rios t\u00eam papel fundamental no processo. Eles recomendam, discutem, orientam o caminho a seguir. Da\u00ed a import\u00e2ncia da qualifica\u00e7\u00e3o desses profissionais. Segundo passo: a valoriza\u00e7\u00e3o do livro. Imp\u00f5e-se mudar a cultura. <br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">  <\/p>\n<p>A tev\u00ea pode desempenhar papel-chave na virada. Valem dois exemplos extra\u00eddos de novelas. Um: em La\u00e7os de Fam\u00edlia, Vera Fischer e Reinaldo Gianecchini vestiram roup\u00e3o ao sa\u00edrem do banheiro. No dia seguinte, esgotou-se o estoque de roup\u00f5es no com\u00e9rcio. O outro: a Pinacoteca de S\u00e3o Paulo promoveu a exposi\u00e7\u00e3o de Rodin. A receptividade foi t\u00edmida. Toni Ramos e Nat\u00e1lia do Vale passaram um cap\u00edtulo entre as obras. Desde ent\u00e3o, as filas de entrada dobraram esquinas. Em suma: a tev\u00ea modifica comportamentos. Que tal a leitura fazer parte da vida de personagens como atividade prazerosa? <br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DAD SQUARISI \/\/ dadsquarisi.df@dabr.com.br\u201cUm pa\u00eds se faz com homens e livros\u201d, repetia Monteiro Lobato. E completava: \u201cOs livros n\u00e3o mudam o mundo. Mudam os homens. Os homens \u00e9 que mudam o mundo\u201d. Ele acreditava no poder revolucion\u00e1rio da palavra escrita. Sonhava inundar o Brasil de textos variados. Pa\u00eds atrasado, at\u00e9 ent\u00e3o o Brasil importava livros. Lobato fundou a Editora Nacional. 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