{"id":410,"date":"2015-05-26T13:00:00","date_gmt":"2015-05-26T13:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/2015\/05\/26\/filho_de_peixe\/"},"modified":"2015-10-23T16:56:53","modified_gmt":"2015-10-23T18:56:53","slug":"filho_de_peixe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/filho_de_peixe\/","title":{"rendered":"Filho de peixe"},"content":{"rendered":"<p><b><\/b>  <\/p>\n<p>O verbo da moda? \u00c9 reaver. Com a Opera\u00e7\u00e3o Lava-Jato, d\u00f3lares da corrup\u00e7\u00e3o  depositados no exterior voltaram para o Brasil. Viva! Que venham muitos, muitos  mais. A recupera\u00e7\u00e3o do dinheiro virou manchete. Muitos escreveram &#8220;reaviu&#8221;.  Cochilaram. Pra conjugar o triss\u00edlabo como manda a gram\u00e1tica, a informa\u00e7\u00e3o da  paternidade \u00e9 pra l\u00e1 de bem-vinda.   <\/p>\n<p>Reaver \u00e9 filhote de haver. Significa haver de novo, recobrar, recuperar. O  danado tem um grande defeito. \u00c9 pregui\u00e7oso que s\u00f3. Por isso, joga no time dos  defectivos. N\u00e3o tem todas as pessoas, tempos e modos. Ele s\u00f3 se conjuga nas  formas em que aparece o <b>v<\/b>, de ha<b>v<\/b>er. No presente do indicativo,  apenas o <i>n\u00f3s<\/i> e o <i>v\u00f3s<\/i> t\u00eam vez: <i>reavemos, reaveis<\/i>.  <\/p>\n<p>O indolente n\u00e3o tem o presente do subjuntivo (seria <i>reaja<\/i>, sem o  <b>v<\/b>). Mas exibe o passado e o futuro completinhos: <i>reouve, reouves,  reouve, reouvemos, reouveram; reavia, reavias, reavia, reav\u00edamos, reaviam;  reaverei, reaver\u00e1s, reaver\u00e1, reaveremos, reaver\u00e3o; reaveria, reaverias,  reavever\u00edamos, reaveriam; reouver, reouveres, reouvermos, reouverem; reouvesse,  reouvesses, reouv\u00e9ssemos, reouvessem.<\/i> <b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">  <\/p>\n<p>Em a\u00e7\u00e3o<\/b>  <\/p>\n<p>Exemplos? Ei-los: <i>Maria reouve as joias roubadas. Ela reavia as fichas do  jogo. Ainda reaverei os pontinhos perdidos na prova. Quando reouver o dinheiro,  Maria vai deposit\u00e1-lo no bando. Se eu reouvesse minha heran\u00e7a, faria bela viagem  pelos cinco continentes.<\/i><b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">  <\/p>\n<p>Tenta\u00e7\u00f5es<\/b>  <\/p>\n<p>Abra os olhos. Reav\u00ea, reaviu, reaveja n\u00e3o existem. Seriam derivados de ver.  Reaver vem de haver. Mas n\u00e3o fique triste. Eles n\u00e3o fazem falta. Recuperar e  recobrar os substituem pra l\u00e1 de bem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O verbo da moda? \u00c9 reaver. Com a Opera\u00e7\u00e3o Lava-Jato, d\u00f3lares da corrup\u00e7\u00e3o depositados no exterior voltaram para o Brasil. Viva! Que venham muitos, muitos mais. A recupera\u00e7\u00e3o do dinheiro virou manchete. Muitos escreveram &#8220;reaviu&#8221;. Cochilaram. Pra conjugar o triss\u00edlabo como manda a gram\u00e1tica, a informa\u00e7\u00e3o da paternidade \u00e9 pra l\u00e1 de bem-vinda. Reaver \u00e9 filhote de haver. Significa haver de novo, recobrar, recuperar. O [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-410","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/410","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=410"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/410\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1039,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/410\/revisions\/1039"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=410"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=410"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=410"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}