{"id":4267,"date":"2009-07-30T00:02:00","date_gmt":"2009-07-30T03:02:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/sim_e_sim_nao_e_nao\/"},"modified":"2009-07-30T00:02:00","modified_gmt":"2009-07-30T03:02:00","slug":"sim_e_sim_nao_e_nao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/sim_e_sim_nao_e_nao\/","title":{"rendered":"Sim \u00e9 sim, n\u00e3o \u00e9 n\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Mensagem<\/p>\n<div>\n<p>Dad Squarisi \/\/ dadsquarisi.df@@diariosassociados.com.br   <\/p>\n<p>Rafael, de tr\u00eas anos, visitou a av\u00f3. No almo\u00e7o, comeu at\u00e9 se sentir  satisfeito. Ensaiou, ent\u00e3o, voltar \u00e0s brincadeiras. A av\u00f3 pediu que ele comesse  mais. Ele disse n\u00e3o. Ela insistiu. Ele se manteve firme. Ela teimou. &#8220;S\u00f3 mais  uma colher, Rafael, a \u00faltima&#8221;. Ele a olhou firme e, do alto dos mil dias de  vida, ensinou:   <\/p>\n<p>\u2014 Vov\u00f3, sim \u00e9 sim; n\u00e3o \u00e9 n\u00e3o.   <\/p>\n<p>A hist\u00f3ria traz \u00e0 tona a compreens\u00e3o de palavras. O dom\u00ednio do significado  n\u00e3o se traduz, necessariamente, em a\u00e7\u00e3o coerente. Embora ouvidas a torto e a  direito, muitas parecem n\u00e3o ser entendidas. Uma delas \u00e9 preferencial. A lei  assegura tratamento privilegiado a certas pessoas. Deficientes, idosos,  gr\u00e1vidas, crian\u00e7as t\u00eam limita\u00e7\u00f5es impostas pela idade ou por condi\u00e7\u00e3o f\u00edsica  excepcional. Sem resist\u00eancia pra enfrentar filas, precisam ser atendidos com  rapidez. N\u00e3o h\u00e1 exce\u00e7\u00e3o.    <\/p>\n<p>Bancos, supermercados, cinemas, companhias a\u00e9reas, \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos t\u00eam de  obedecer \u00e0 norma legal. Obedecem? N\u00e3o. Basta observar os balc\u00f5es de aeroportos,  os guich\u00eas da Receita, os caixas de bancos e supermercados para ver o  inacredit\u00e1vel. As maiores filas s\u00e3o as preferenciais. Um funcion\u00e1rio (s\u00f3 um) \u2014  nem sempre o mais eficiente ou o mais \u00e1gil \u2014 atende a dezenas de criaturas.  Elas, em raz\u00e3o das limita\u00e7\u00f5es, tamb\u00e9m s\u00e3o lentas. Resultado: o benef\u00edcio se  transforma em puni\u00e7\u00e3o.   <\/p>\n<p>Vale a pergunta. Preferencial \u00e9 o caixa ou a pessoa? A resposta n\u00e3o deixa  d\u00favida. Ora, se preferencial \u00e9 a pessoa, h\u00e1 necessidade de caixa preferencial?  Ou o adjetivo embala com la\u00e7os e celofane o velho jogo do faz de conta? Com ele,  cumpre-se a lei sem cumpri-la. Em suma: encontrou-se um jeito de dar um jeito.  Mais do que mudar pra ficar na mesma, muda-se pra piorar.    <\/p>\n<p>Ora, se a lei quis facilitar a vida dos que precisam ter a vida facilitada, a  exist\u00eancia de caixa particular \u00e9 dispens\u00e1vel. Para o preferencial, todos os  caixas s\u00e3o preferenciais. Os outros ter\u00e3o vez quando terminar o atendimento do  p\u00fablico que goza da primazia. Como diria o Rafael, preferencial \u00e9  preferencial. <a name=\"Save1\"><\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem Dad Squarisi \/\/ dadsquarisi.df@@diariosassociados.com.br Rafael, de tr\u00eas anos, visitou a av\u00f3. No almo\u00e7o, comeu at\u00e9 se sentir satisfeito. Ensaiou, ent\u00e3o, voltar \u00e0s brincadeiras. A av\u00f3 pediu que ele comesse mais. Ele disse n\u00e3o. Ela insistiu. Ele se manteve firme. Ela teimou. &#8220;S\u00f3 mais uma colher, Rafael, a \u00faltima&#8221;. 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