{"id":4309,"date":"2009-08-03T08:00:00","date_gmt":"2009-08-03T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/estudantes_perguntam-6\/"},"modified":"2009-08-03T08:00:00","modified_gmt":"2009-08-03T11:00:00","slug":"estudantes_perguntam-6","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/estudantes_perguntam-6\/","title":{"rendered":"Estudantes perguntam"},"content":{"rendered":"\n<p>Qual a diferen\u00e7a entre elipse e zeugma? (Marcela Walcacer, 17 anos, estudante do 3\u00ba ano do ensino m\u00e9dio)<br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> <\/p>\n<p>Elipse e zeugma t\u00eam um ponto comum. Ambos ocultam termos da ora\u00e7\u00e3o. Mas o esconde-esconde apresenta uma diferen\u00e7a. Trata-se da cita\u00e7\u00e3o. Entenda a manha:<br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> <\/p>\n<p>1. Na elipse, o termo est\u00e1 t\u00e3o na cara que nem precisa ser dito. \u00c9 o caso dos pronomes sujeitos. Ao dizer \u201ccantamos\u201d, ningu\u00e9m precisa escrever n\u00f3s. O sujeito est\u00e1 subentendido na desin\u00eancia verbal. O mesmo ocorre com canto, cantas, cantam.<br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> <\/p>\n<p>2. \u00c0s vezes, quem se faz de morto \u00e9 o verbo. Nos prov\u00e9rbios, o truque fica pra l\u00e1 de claro: Cada macaco (fica) no seu galho. Dia de muito (\u00e9) v\u00e9spera de pouco. Casa de ferreiro (tem) espeto de pau. <br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> <\/p>\n<p>Poetas adoram o recurso. Vale o exemplo de \u201cIrene no c\u00e9u\u201d, de Manuel Bandeira. Lembra-se? <br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> <\/p>\n<p>Irene preta,<br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">Irene boa, <br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">Irene (est\u00e1) sempre de bom humor.<br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">Imagino Irene entrando no c\u00e9u:<br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">\u2014 (D\u00e1) licen\u00e7a, meu branco?<br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">E S\u00e3o Pedro bonach\u00e3o (responde):<br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">\u2014 Entra, Irene. Voc\u00ea n\u00e3o precisa pedir licen\u00e7a.<br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> <\/p>\n<p>3. Liga\u00e7\u00f5es adoram se esconder. Quer ver? Pe\u00e7o-lhe (que) me deixe sair. Despertamos j\u00e1 (com) o sol nascente. Pe\u00e7o (que) me seja concedida a gra\u00e7a. <br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">No zeugma, a hist\u00f3ria muda de enredo. Mas s\u00f3 um pouquinho. O termo que se esconde foi citado antes. Depois, fica subentendido: Paulo saiu \u00e0s 3h; n\u00f3s, \u00e0s 5h. (Paulo saiu \u00e0s 3h, n\u00f3s sa\u00edmos \u00e0s 5h.)&nbsp;&nbsp; &nbsp;<br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"><br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> <\/p>\n<p>*** <\/p>\n<p>Eu ainda tenho muita d\u00favida sobre a nova regra do h\u00edfen. Quais s\u00e3o as principais mudan\u00e7as? (Marco Antonio de Rezende Soares, 16 anos, estudante do 2\u00ba ano do ensino m\u00e9dio) <\/p>\n<p><br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">O h\u00edfen \u00e9 castigo de Deus. D\u00e1 n\u00f3 nos miolos de todo mundo. At\u00e9 o Senhor tem d\u00favidas diante de tantas normas e tantas exce\u00e7\u00f5es. A reforma ortogr\u00e1fica trouxe alguma simplifica\u00e7\u00e3o. Deixou-nos duas regras de ouro. Use o tracinho quando: <br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> <\/p>\n<p>1. o prefixo for seguido de h: anti-hist\u00f3rico, super-homem, semi-humano<br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> <\/p>\n<p>2. duas letras iguais se encontrarem (a \u00faltima letra do prefixo e a primeira da palavra que o segue): semi-internato, super-resistente, semi-intensivo, sub-bloco, micro-ondas, tele-educa\u00e7\u00e3o. <br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> <\/p>\n<p>Olho nas exce\u00e7\u00f5es:<br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> <\/p>\n<p>1. Co- e re- t\u00eam alergia ao h\u00edfen. Com eles \u00e9 tudo colado: coordenar, coerdeiro, reelei\u00e7\u00e3o, reumanizar.<br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> <\/p>\n<p>2. Sub-, al\u00e9m do b, exige o tracinho quando seguido de r. sabe por qu\u00ea? Pra evitar o encontro consonantal: sub-ra\u00e7a, sub-regional.<br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"><br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> <\/p>\n<p>*** <\/p>\n<p>Quais s\u00e3o os principais problemas de adapta\u00e7\u00e3o ao novo acordo ortogr\u00e1fico? (Juliana Ciarlini, 17 anos, estudante do 3\u00ba ano do ensino m\u00e9dio) <\/p>\n<p><br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">O maior problema \u00e9 esquecer o velho e aprender o novo. A leitura ajuda muito no processo. Sabe por qu\u00ea? Ortografia \u00e9 fixa\u00e7\u00e3o. Quanto mais vemos a palavra escrita, melhor a memorizamos. Os jornais e revistas adotaram a nova grafia. S\u00e3o excelentes amigos na memoriza\u00e7\u00e3o de hifens e acentos.<br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Qual a diferen\u00e7a entre elipse e zeugma? (Marcela Walcacer, 17 anos, estudante do 3\u00ba ano do ensino m\u00e9dio) Elipse e zeugma t\u00eam um ponto comum. Ambos ocultam termos da ora\u00e7\u00e3o. Mas o esconde-esconde apresenta uma diferen\u00e7a. Trata-se da cita\u00e7\u00e3o. Entenda a manha: 1. Na elipse, o termo est\u00e1 t\u00e3o na cara que nem precisa ser dito. \u00c9 o caso dos pronomes sujeitos. 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