{"id":4314,"date":"2009-05-31T00:00:00","date_gmt":"2009-05-31T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/arraial_solidario\/"},"modified":"2009-05-31T00:00:00","modified_gmt":"2009-05-31T03:00:00","slug":"arraial_solidario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/arraial_solidario\/","title":{"rendered":"Arraial solid\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/wp-content\/uploads\/blog-dad\/dee1abadddbfecd02c9e4c04ccc9ac70.jpg\"> <\/p>\n<p><b> <\/b> Junho vem a\u00ed. Com ele, as festas mais amadas dos brasileiros. Sobretudo no  Nordeste, comemorar s\u00e3o-jo\u00e3o n\u00e3o \u00e9 acaso nem favor. \u00c9 obriga\u00e7\u00e3o. H\u00e1 cidades que  passam o ano inteiro se preparando para os festejos. \u00c9 o caso da paraibana  Campina Grande. L\u00e1 nada pode faltar. Pousadas, barraquinhas, fogueiras,  quadrilhas, m\u00fasica, quent\u00e3o, p\u00e9s de moleque, canjica, pamonha, milho-verde,  batata-doce, tudo se oferece cheio de charme, cores e sabores.   <\/p>\n<p>As demais regi\u00f5es n\u00e3o ficam atr\u00e1s. Crian\u00e7as e adultos se fantasiam de  caipiras. Vestido de chita, chap\u00e9u desfiado e maquiagem vistosa circulam com  camisa xadrez, bota, cintur\u00e3o e bigodinhos finos. Sobram iniciativas  beneficentes. Pessoas ou empresas unem o \u00fatil ao agrad\u00e1vel. Organizam a festa  para auxiliar institui\u00e7\u00f5es. \u00c9 o caso do Arraial Solid\u00e1rio, do <b>Correio  Braziliense<\/b>. Este ano, an\u00fancio do evento criou polvorosa. &#8220;Neste arraial&#8221;,  diz o texto, &#8220;se gritarem `a ponte caiu\u00b4, vai todo mundo ajudar a consertar.&#8221; A  quest\u00e3o: est\u00e1 correto o emprego do demonstrativo <i>este<\/i>? Fa\u00e7a a sua  aposta.<b> &nbsp; E da\u00ed?<\/b>  <\/p>\n<p>Os pronomes <i>este,<\/i> <i>esse<\/i> e <i>aquele<\/i> d\u00e3o n\u00f3 em fuma\u00e7a.  Ariscos, n\u00e3o se deixam captar. Quando empregar um? Quando \u00e9 a vez do outro? O  pior \u00e9 que o papel deles \u00e9 bem definido. Eles s\u00e3o parecidos, mas n\u00e3o se  confundem. Pra entender um deles, lembre-se das pessoas do discurso. Discurso,  a\u00ed, significa conversa. As pessoas do discurso s\u00e3o as que tomam parte em um  bate-papo.  <\/p>\n<p>Para haver di\u00e1logo, s\u00e3o necess\u00e1rias tr\u00eas pessoas. Uma fala (1\u00aa pessoa), uma  escuta (2\u00aa pessoa) e o assunto, que \u00e9 a pessoa de que se fala (3\u00aa). Imagine que  Rafael telefone para Jo\u00e3o e lhe pergunte se viu o filme <i>Palavra  (en)cantada.<\/i> No caso, Rafael fala. \u00c9 a 1\u00aa pessoa. Jo\u00e3o escuta. \u00c9 a 2\u00aa. Do  que eles falam? Do filme. \u00c9 a 3\u00aa. Elas t\u00eam tudo a ver com um dos tr\u00eas empregos  dos vers\u00e1teis demonstrativos. \u00c9 o que indica <i>situa\u00e7\u00e3o no espa\u00e7o.<\/i><b> <\/b><b>&nbsp;<\/b> <b>Quest\u00e3o de lugar<\/b> <b> <\/p>\n<p><\/b><b>Este<\/b>: diz que o objeto est\u00e1 perto da pessoa que fala (eu, n\u00f3s). Aceita a  companhia do adv\u00e9rbio <i>aqui<\/i>: <i>esta sala aqui (a sala onde a pessoa que  fala ou escreve est\u00e1); este livro (o livro que temos em m\u00e3o).<\/i><b> <\/b><b> <\/p>\n<p><\/b><b>Esse<\/b>: diz que o objeto est\u00e1 perto da pessoa com quem se fala (voc\u00ea, tu).  Adora a companhia do <i>a\u00ed:<\/i> <i>essa<\/i> <i>sala<\/i> <i>a\u00ed<\/i> (a sala onde  est\u00e1 a pessoa com quem falamos ou a quem escrevemos). <strong> <\/p>\n<p><\/strong><strong>Aquele<\/strong>: diz que o objeto est\u00e1 longe da pessoa que fala e da  pessoa com quem se fala. Aceita vir junto do <i>ali<\/i>: <i>aquele quadro ali,  aquele port\u00e3o, aquela cidade.<\/i> <b> &nbsp; O an\u00fancio<\/b>  <\/p>\n<p>\u00c9 nesse emprego que se encaixa o an\u00fancio. A placa est\u00e1 fincada no arraial. Se  o arraial falasse e pergunt\u00e1ssemos a ele &#8220;que arraial&#8221;? Ele responderia &#8220;este  aqui&#8221;. Nota 10. &nbsp;<b> Outros empregos  <\/p>\n<p>1. situa\u00e7\u00e3o no tempo<\/b> <strong> <\/p>\n<p><\/strong><strong>Este<\/strong>: tempo presente: esta semana (a semana em curso), este  m\u00eas (m\u00eas em curso), este ano (ano em curso) <strong> <\/p>\n<p><\/strong><strong>Esse \/ aquele<\/strong>: tempo passado (esse: passado pr\u00f3ximo; aquele:  passado remoto): <i>Estive em Minas em 1992. Nesse (naquele) ano, visitei as  cidades hist\u00f3ricas.<\/i><b> <\/b><b>&nbsp;<\/b> <b>2. situa\u00e7\u00e3o no texto <\/b> <b> <\/p>\n<p><\/b><b>Este<\/b>: exprime refer\u00eancia posterior (anuncia-se o fato que ser\u00e1 referido  depois): <i>Lula disse esta frase: &#8220;Quero ser presidente da Petrobras&#8221;.<\/i>  <\/p>\n<p>Reparou? A frase \u00e9 anunciada: &#8220;disse esta frase&#8221;. Depois, expressa: &#8220;Quero  ser presidente da Petrobras&#8221;..<b> <\/b><b> <\/p>\n<p><\/b><b>Esse<\/b>:&nbsp;fala de refer\u00eancia posterior  (o fato \u00e9 referido antes; depois, retomado): &#8220;Quero ser presidente da  Petrobras.&#8221; Lula disse essa frase no  encontro com Hugo Ch\u00e1vez.  <\/p>\n<p>Ao dizer <i>essa frase,<\/i> damos um  recado.&nbsp;A frase j\u00e1 foi dita. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Junho vem a\u00ed. Com ele, as festas mais amadas dos brasileiros. Sobretudo no Nordeste, comemorar s\u00e3o-jo\u00e3o n\u00e3o \u00e9 acaso nem favor. \u00c9 obriga\u00e7\u00e3o. H\u00e1 cidades que passam o ano inteiro se preparando para os festejos. \u00c9 o caso da paraibana Campina Grande. L\u00e1 nada pode faltar. 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