{"id":4327,"date":"2009-08-06T08:00:00","date_gmt":"2009-08-06T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/incompetencia_e_desperdicio_\/"},"modified":"2009-08-06T08:00:00","modified_gmt":"2009-08-06T11:00:00","slug":"incompetencia_e_desperdicio_","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/incompetencia_e_desperdicio_\/","title":{"rendered":"Incompet\u00eancia \u00e9 desperd\u00edcio"},"content":{"rendered":"<p>Mensagem<\/p>\n<div>\n<p>Dad squarisi \/\/ dadsquarisi.df@@diariosassociados. Com.br  <\/p>\n<p>&#8220;Ou o Brasil acaba com a sa\u00fava, ou a sa\u00fava acaba com o Brasil.&#8221; M\u00e1rio de  Andrade deu o ultimato em 1923. Eram os tempos do Jeca Tatu. Os anos passaram. A  ci\u00eancia venceu sa\u00favas e outras pragas da ignor\u00e2ncia, do atraso e do  subdesenvolvimento. Mas n\u00e3o deu conta de outros. Um deles: o desperd\u00edcio.  Roberto Campos dizia que n\u00e3o damos valor \u00e0s coisas porque somos produtores de  banana. A fruta cai do c\u00e9u. Ningu\u00e9m precisa plantar a \u00e1rvore para colher cachos  e cachos da gostosura.   <\/p>\n<p>B\u00e1rbara Jardim Nunes vai al\u00e9m. Associa o desperd\u00edcio a outra praga \u2014 a  incompet\u00eancia. Um e outro s\u00e3o faces da mesma moeda. A lavanderia entrega a roupa  suja. O gar\u00e7om serve a comida salgada. O taxista desconhece o percurso. A  costureira corta torto o vestido. O pedreiro assenta azulejos de cabe\u00e7a pra  baixo. O engenheiro desconhece as manhas do c\u00e1lculo. O m\u00e9dico erra o  diagn\u00f3stico. A oficina entrega o carro com defeito. A cozinheira queima o  feij\u00e3o, embatuma o bolo, endurece a carne.   <\/p>\n<p>Ufa! O todo-poderoso consumidor exige seja refeito o servi\u00e7o. Geralmente n\u00e3o  paga nada pelo exerc\u00edcio do direito. Mas o desperd\u00edcio cobra pre\u00e7o alto.  Gasta-se material em dobro. Pune-se o meio ambiente. Compromete-se a vida e a  sa\u00fade. Em bom portugu\u00eas: joga-se no ralo a riqueza rala. Empobrece-se.  <\/p>\n<p>O desperd\u00edcio n\u00e3o constitui exclusividade do povo, povinho ou pov\u00e3o. O Estado  \u00e9 pra l\u00e1 de perdul\u00e1rio. Falta de parcim\u00f4nia no uso de papel, energia, telefone,  passagens, gasolina \u00e9 miudeza diante dos grandes empreendimentos. A  incompet\u00eancia, aliada ou n\u00e3o \u00e0 m\u00e1-f\u00e9, atrasa o in\u00edcio das obras ou interrompe  obras em execu\u00e7\u00e3o. Raz\u00f5es n\u00e3o faltam. Ora descobrem-se falhas no projeto. Ora  aus\u00eancia do estudo de impacto ambiental. Ora erros na licita\u00e7\u00e3o.   <\/p>\n<p>Resultado: obra parada \u00e9 sin\u00f4nimo de preju\u00edzo. Perde-se muito do executado e  paga-se mais caro na retomada. \u00c9 o caso da reforma dos apartamentos funcionais  da C\u00e2mara dos Deputados. J\u00e1 se foram R$ 30 milh\u00f5es. Agora o trabalho ficar\u00e1  paralisada por um ano. A\u00ed, come\u00e7a tudo de novo. Luxo de pa\u00eds rico? N\u00e3o mesmo. \u00c9  mis\u00e9ria de pa\u00eds pobre. <a name=\"Save1\"><\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem Dad squarisi \/\/ dadsquarisi.df@@diariosassociados. Com.br &#8220;Ou o Brasil acaba com a sa\u00fava, ou a sa\u00fava acaba com o Brasil.&#8221; M\u00e1rio de Andrade deu o ultimato em 1923. Eram os tempos do Jeca Tatu. Os anos passaram. A ci\u00eancia venceu sa\u00favas e outras pragas da ignor\u00e2ncia, do atraso e do subdesenvolvimento. Mas n\u00e3o deu conta de outros. Um deles: o desperd\u00edcio. 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