{"id":4344,"date":"2009-08-09T00:05:00","date_gmt":"2009-08-09T03:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/pai_e_pai_e_pae\/"},"modified":"2009-08-09T00:05:00","modified_gmt":"2009-08-09T03:05:00","slug":"pai_e_pai_e_pae","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/pai_e_pai_e_pae\/","title":{"rendered":"Pai \u00e9 pai e p\u00e3e"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/wp-content\/uploads\/blog-dad\/fa743e471d7303ef869a57b641e02bf8.jpg\"> <\/p>\n<p><b> <\/p>\n<p><\/b> Em latim, pai \u00e9 pater.&nbsp;No portugu\u00eas virou padre. Depois evoluiu at\u00e9  chegar \u00e0s tr\u00eas letrinhas pra l\u00e1 de repetidas. Ao longo da vida, formou uma  senhora fam\u00edlia. Alguns membros mantiveram o <b>t<\/b><b>d  <\/b>da primeira tradu\u00e7\u00e3o. Padrinho, padrasto, apadrinhar, padroeiro servem de  exemplo. Pai tamb\u00e9m entrou no cl\u00e3. Dele nasceu o onomatopeico papai. E, mais  recentemente, p\u00e3e \u2014 o pai que tamb\u00e9m \u00e9 m\u00e3e. original. \u00c9 o caso de  paternal, paterno, paternidade, patrim\u00f4nio. Outros se bandearam para o <b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> &nbsp; S\u00f3 carinho<\/b>  <\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 novidade. Mas vale lembrar. O portugu\u00eas \u00e9 cheio de  manhas. Uma delas passa pelos graus do substantivo. Na nossa l\u00edngua de todos os  dias, o aumentativo nem sempre aumenta. O diminutivo nem sempre diminui.  Paizinho, por exemplo, n\u00e3o indica tamanho pequeno. E paiz\u00e3o tampouco indica  tamanho grande. Ambos exprimem carinho.   <\/p>\n<p>Ambos tamb\u00e9m se grafam com <strong>z<\/strong>. Sabe por qu\u00ea?  N\u00e3o existem os sufixos -z\u00e3o e -zinho. Existem -\u00e3o e -inho. Pra se colarem ao  radical, eles pedem ajuda \u00e0 lanterninha do alfabeto. O <strong>z<\/strong>  funciona como consoante de liga\u00e7\u00e3o. \u00c9 o caso&nbsp;de cafe<b>z<\/b>inho (caf\u00e9 +  inho), vovo<b>z<\/b>inha (vov\u00f3 + inha), jornal<b>z<\/b>inho (jornal + inho).  <b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> &nbsp; De esses e z\u00eas<\/b>  <\/p>\n<p>O sufixo -inho prima pela versatilidade. Ora se cola ao  radical da palavra. Ora pede socorro ao <strong>z<\/strong>. Exemplos n\u00e3o faltam:  menino (menininho e meninozinho), devagar (devagarinho, devagarzinho), pai  (painho, paizinho), filho (filhinho, filhozinho), colher (colherinha,  colherzinha).  <\/p>\n<p>Olho vivo! Quando o sufixo se junta ao <b>s<\/b> do radical,  cessa tudo o que a musa antiga canta. O <strong>z<\/strong> vai pra escanteio:  me<b>s<\/b>a (me<b>s<\/b>inha, me<b>s<\/b>ona), ca<b>s<\/b>a (ca<b>s<\/b>inha,  ca<b>s<\/b>ona), cami<b>s<\/b>a (cami<b>s<\/b>inha,  cami<b>s<\/b>ona).<b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> &nbsp; <b> Vale a quest\u00e3o: pai e pa\u00eds t\u00eam a mesma forma no diminutivo? <\/b> <\/b> <b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> <\/b>  <\/p>\n<p>N\u00e3o. O diminutivo de pai pede a consoante de liga\u00e7\u00e3o  (pai<b>z<\/b>inho). Pa\u00ed<b>s <\/b>tem o <b>s<\/b> no nome. Fica s\u00f3 com o  sufixo&nbsp;-inho  (pai<b>s<\/b>inho). <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em latim, pai \u00e9 pater.&nbsp;No portugu\u00eas virou padre. Depois evoluiu at\u00e9 chegar \u00e0s tr\u00eas letrinhas pra l\u00e1 de repetidas. Ao longo da vida, formou uma senhora fam\u00edlia. Alguns membros mantiveram o td da primeira tradu\u00e7\u00e3o. Padrinho, padrasto, apadrinhar, padroeiro servem de exemplo. Pai tamb\u00e9m entrou no cl\u00e3. Dele nasceu o onomatopeico papai. 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