{"id":4352,"date":"2010-01-04T08:05:00","date_gmt":"2010-01-04T10:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/eleicoes_que_venham_mudancas\/"},"modified":"2010-01-04T08:05:00","modified_gmt":"2010-01-04T10:05:00","slug":"eleicoes_que_venham_mudancas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/eleicoes_que_venham_mudancas\/","title":{"rendered":"Elei\u00e7\u00f5es? Que venham mudan\u00e7as"},"content":{"rendered":"\n<p>   <strong><\/strong>&nbsp;    Chegou 2010. Viva! O ano promete movimento. Nos 365 dias que v\u00e3o  transcorrer, dois acontecimentos far\u00e3o a festa. Um deles: a Copa do Mundo. O  outro: as elei\u00e7\u00f5es. Os louquinhos por mudan\u00e7as batem palmas. Para eles, ir \u00e0s  urnas \u00e9 festa. A cada dois anos, abrem-se possibilidades para caras novas. O  verbo <i>eleger <\/i>entra, ent\u00e3o, em cartaz. N\u00e3o \u00e9 por acaso.    <\/p>\n<p>Adepto do troca-troca, ele mascara a apar\u00eancia. A letra  g, como quem n\u00e3o quer nada, vira j. A raz\u00e3o \u00e9 simples. Em  todos os tempos e modos, a pron\u00fancia tem de ser g\u00ea. Mas, quando o g  \u00e9 seguido de a ou o, ocorre a confus\u00e3o. Soa ga, go  (elego, elega). O jeito \u00e9 apelar para o j: <i>eu elejo, ele elege, n\u00f3s  elegemos, eles elegem; que eu eleja, ele eleja, n\u00f3s elejamos, eles  elejam<\/i>.   <\/p>\n<p>Eleger n\u00e3o joga no time do eu-sozinho. Tem companheiros. Entre  eles,&nbsp;agir. O verbo que manda p\u00f4r a m\u00e3o na massa imp\u00f5e a pron\u00fancia <i>g\u00ea<\/i>.  Para chegar l\u00e1, s\u00f3 h\u00e1 um jeito \u2013 pedir socorro ao j: <i>eu ajo, ele age, n\u00f3s  agimos, eles agem; que eu aja, ele aja, n\u00f3s ajamos, eles ajam.<\/i> <b>  <\/p>\n<p>P\u00e9 na estrada<\/b>   <\/p>\n<p>Ops! Olha a cola. Em eleger e agir, o troca-troca se d\u00e1 por  causa da pron\u00fancia. N\u00e3o \u00e9 o caso de <i>viajar<\/i>. Ele tem j no  radical. Seguido por qualquer vogal, o j mant\u00e9m o som. Por isso, viajar  se conjuga sempre com j: <i>eu viajo, ele viaja, n\u00f3s viajamos, eles viajam; que  eu viaje, ele viaje, n\u00f3s viajemos, eles viajem.<\/i>    <\/p>\n<p>Apesar da l\u00f3gica, a forma viajem (que eles viajem) sofre  agress\u00f5es impiedosas. Muitos, mas muitos mesmo, escrevem-na com g.  Trope\u00e7am. <i>Viagem<\/i> \u00e9 substantivo. O nome n\u00e3o tem nada a ver com o verbo. Um  pertence a uma classe. O outro, a outra: <i>ag\u00eancia de viagem; viagem ao Rio;  preparativos para a viagem<\/i>.   <\/p>\n<p>Bateu a d\u00favida? Banque o esperto. Recorra a um macete bem  antigo. Ponha a palavra no plural. Se ela joga na equipe de <i>homens <\/i>e  <i>jovens<\/i>, n\u00e3o duvide. Voc\u00ea est\u00e1 \u00e0s voltas com o substantivo. Veja: <i>Eles  querem p\u00f4r o p\u00e9 na estrada? Que ponham. Viajem e fa\u00e7am boa viagem. (Viajem e  fa\u00e7am boas viagens.) Am\u00e9m!<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Chegou 2010. Viva! O ano promete movimento. Nos 365 dias que v\u00e3o transcorrer, dois acontecimentos far\u00e3o a festa. Um deles: a Copa do Mundo. O outro: as elei\u00e7\u00f5es. Os louquinhos por mudan\u00e7as batem palmas. Para eles, ir \u00e0s urnas \u00e9 festa. A cada dois anos, abrem-se possibilidades para caras novas. O verbo eleger entra, ent\u00e3o, em cartaz. N\u00e3o \u00e9 por acaso. Adepto do troca-troca, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-4352","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4352","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4352"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4352\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4352"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4352"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4352"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}