{"id":4384,"date":"2010-01-06T00:15:00","date_gmt":"2010-01-06T02:15:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/as_ferias_inspiram_diquinhas\/"},"modified":"2010-01-06T00:15:00","modified_gmt":"2010-01-06T02:15:00","slug":"as_ferias_inspiram_diquinhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/as_ferias_inspiram_diquinhas\/","title":{"rendered":"As f\u00e9rias inspiram diquinhas"},"content":{"rendered":"<p><B><\/B>  <BR>  <BR> Oba! O Natal passou. O r\u00e9veillon foi atr\u00e1s. Venham, f\u00e9rias! Compromissos pra l\u00e1 e rel\u00f3gio aposentado, \u00e9 hora de dar a vez ao \u00e0 toa. Alguns v\u00e3o \u00e0 praia. Outros, \u00e0 fazenda. H\u00e1 os que ficam em casa. Mas mudam a rotina. Frequentam livrarias, museus, cinemas com dia claro ou batem perna por parques e shoppings. De uma forma ou de outra, todos concordam com Drummond.   <BR> O poeta mineiro escreveu: &#8220;Quem teve a id\u00e9ia de cortar o tempo em fatias, \/ a que se deu o nome de ano, \/ foi um indiv\u00edduo genial. \/ Industrializou a esperan\u00e7a, \/ fazendo-a funcionar no limite da exaust\u00e3o. \/ Doze meses d\u00e3o para qualquer ser humano \/ se cansar e entregar os pontos. \/ A\u00ed entra o milagre da renova\u00e7\u00e3o e tudo come\u00e7a outra vez, \/ com outro n\u00famero e outra vontade de acreditar \/ que daqui pra diante vai ser diferente&#8221;. <B> &nbsp;  <BR> Time plural<\/B>  <BR> Na praia, no campo ou em casa, usufru\u00edmos o descanso de ver\u00e3o. Duas palavras ganham destaque na folga do trabalho ou dos estudos. Uma delas: f\u00e9rias. A outra: \u00f3culos. Elas t\u00eam um ponto em comum. Pertencem ao time plural. Fi\u00e9is, n\u00e3o mudam de equipe. Adjetivos, pronomes, artigos e verbos que a elas se referem bancam as vaquinhas de pres\u00e9pio. V\u00e3o atr\u00e1s: <I>Nas f\u00e9rias desta \u00e9poca do ano, o sol brilha sem piedade. Os olhos pedem prote\u00e7\u00e3o. Exigem \u00f3culos escuros. Os meus sumiram. Voc\u00ea os viu? Sem eles, as f\u00e9rias n\u00e3o ser\u00e3o as mesmas. <\/I><B> &nbsp; Pouca roupa<\/B>  <BR> Areia brannnnnnnnnnnnca convida para uma esticadinha ao sol. Pra pegar aquela cor de sa\u00fade, o traje adequado se imp\u00f5e. Algumas mulheres preferem biqu\u00edni. Outras, mai\u00f4. As duas vestimentas ensinam li\u00e7\u00f5es lingu\u00edsticas. Ei-las:  <BR> Biqu\u00edni pertence \u00e0 equipe de t\u00e1xi e saf\u00e1ri. O trio pede acento. Por qu\u00ea? S\u00e3o parox\u00edtonas terminada em <B>i<\/B>. Sem o grampinho, as palavras terminadas em <B>i<\/B> jogam em outro time \u2014 o das ox\u00edtonas: <I>aqui, ali, jabuti, abacaxi<\/I>.  <BR> Mai\u00f4 tem duas s\u00edlabas. Como separ\u00e1-las? Do mesmo jeito que meia, creia, ceia, praia. Em todas aparecem ditongos. A duplinha \u2014 como unha e carne \u2014 mant\u00e9m as duas letras juntinhas (<I>mai-\u00f4, crei-a, cei-a, prai-a). <\/I>Os ditongos abertos n\u00e3o fogem \u00e0 regra. Veja: <I>i-dei-a, as-sem-blei-a, Ju-dei-a, Co-rei-a.<\/I>   <BR> E por a\u00ed vai.<B> &nbsp;<\/B> <BR><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Oba! O Natal passou. O r\u00e9veillon foi atr\u00e1s. Venham, f\u00e9rias! Compromissos pra l\u00e1 e rel\u00f3gio aposentado, \u00e9 hora de dar a vez ao \u00e0 toa. Alguns v\u00e3o \u00e0 praia. Outros, \u00e0 fazenda. H\u00e1 os que ficam em casa. Mas mudam a rotina. Frequentam livrarias, museus, cinemas com dia claro ou batem perna por parques e shoppings. 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