{"id":4404,"date":"2010-01-07T00:10:00","date_gmt":"2010-01-07T02:10:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/restaurantes_emudecedores\/"},"modified":"2010-01-07T00:10:00","modified_gmt":"2010-01-07T02:10:00","slug":"restaurantes_emudecedores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/restaurantes_emudecedores\/","title":{"rendered":"Restaurantes emudecedores"},"content":{"rendered":"<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\" id=\":84\" class=\"ii gt\">\n<div>\n<div>\n<p>DAD SQUARISI \/\/\/dadsquarisi.df@@<a href=\"http:\/\/dabr.com.br\/\" target=\"_blank\">dabr.com.br<\/a>   <\/p>\n<p>&#8220;A gastronomia \u00e9 o ponto n\u00famero 1 do restaurante. Mas voc\u00ea n\u00e3o pode esquecer  que \u00e9 l\u00e1 tamb\u00e9m que as pessoas pedem as outras em casamento, se conhecem, fecham  neg\u00f3cios, p\u00f5em a vida em dia.&#8221; O trecho, extra\u00eddo da entrevista de Rog\u00e9rio  Fasano \u00e0 <i>Veja<\/i>, \u00e9 o \u00f3bvio do \u00f3bvio. Vamos a restaurante para comer,  bater-papo, ver gente.    <\/p>\n<p>Escolhe-se esta ou aquela casa pela qualidade da comida, servi\u00e7o oferecido,  ambiente acolhedor. N\u00e3o importa se as toalhas s\u00e3o de pl\u00e1stico ou de algod\u00e3o  eg\u00edpcio, se os talheres s\u00e3o de inox ou de prata, se as ta\u00e7as s\u00e3o de vidro ou de  cristal, se os pratos s\u00e3o de cer\u00e2mica ou de porcelana. Numa e noutra, a comida \u00e9  a vedete. Luxo e simplicidade se refletem no pre\u00e7o.    <\/p>\n<p>A\u00ed reside o xis da quest\u00e3o. Reataurantes de Bras\u00edlia perderam o foco.  Confundem-se com discotecas. Em vez do pianinho discreto, i<a name=\"126048e974649776_Save1\"><\/a>nstalaram caixas de som pr\u00f3ximas \u00e0s mesas e selecionaram m\u00fasicas  eletr\u00f4nicas. Alguns contrataram DJ. Outros, conjuntos musicais. Resultado: o  barulho tomou a vez das palavras. Pra serem escutados, os clientes falam alto,  mais alto, mais alto. Gritam. O sal\u00e3o vira babel.    <\/p>\n<p>Se algu\u00e9m reclama, ouve do gar\u00e7om desculpa ensaiada: &#8220;O som \u00e9 central. Vou  ver o que posso fazer&#8221;. Fala com um e com outro. O um e o outro se movimentam  pra l\u00e1 e pra c\u00e1. Nada acontece. O barulho ensurdecedor torna-se tamb\u00e9m  emudecedor. E da\u00ed? Outro dia, um casal deixou a comida no prato e se retirou sem  pagar. Outro foi al\u00e9m. N\u00e3o pagou. E exigiu indeniza\u00e7\u00e3o.   <\/p>\n<p>A toda a\u00e7\u00e3o corresponde uma rea\u00e7\u00e3o. O modismo criou defesas. Gente que vai a  restaurante para comer e conversar n\u00e3o quer correr riscos. Telefona antes. Em  vez de perguntar se h\u00e1 mesa dispon\u00edvel, pergunta:   <\/p>\n<p>\u2014 Tem m\u00fasica?   <\/p>\n<p>Se a resposta for positiva, parte pra outra. Pra outra. E pra outra. Outro  dia, um amigo convidou uma colega pra jantar:   <\/p>\n<p>\u2014 Onde?, perguntou ela.    <\/p>\n<p>\u2014 Em qualquer restaurante que n\u00e3o tenha  m\u00fasica.<\/p><\/div>\n<\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DAD SQUARISI \/\/\/dadsquarisi.df@@dabr.com.br &#8220;A gastronomia \u00e9 o ponto n\u00famero 1 do restaurante. Mas voc\u00ea n\u00e3o pode esquecer que \u00e9 l\u00e1 tamb\u00e9m que as pessoas pedem as outras em casamento, se conhecem, fecham neg\u00f3cios, p\u00f5em a vida em dia.&#8221; O trecho, extra\u00eddo da entrevista de Rog\u00e9rio Fasano \u00e0 Veja, \u00e9 o \u00f3bvio do \u00f3bvio. Vamos a restaurante para comer, bater-papo, ver gente. 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