{"id":4409,"date":"2010-06-07T09:00:00","date_gmt":"2010-06-07T12:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/perguntas_rapidas_respostas_ligeiras_1\/"},"modified":"2010-06-07T09:00:00","modified_gmt":"2010-06-07T12:00:00","slug":"perguntas_rapidas_respostas_ligeiras_1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/perguntas_rapidas_respostas_ligeiras_1\/","title":{"rendered":"Perguntas r\u00e1pidas, respostas ligeiras (1)"},"content":{"rendered":"\n<p> <b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> &nbsp; <\/b> Ter d\u00favidas \u00e9 natural como o suceder do dia e da noite. Quem l\u00ea ou escreve  acorda de sono lingu\u00edstico. Desperto, sente-se provocado. E, como \u00e9 gente de  carne, osso e nervos, reage. Duvida de palavras. Questiona estruturas. Analisa a  efic\u00e1cia da mensagem. As respostas n\u00e3o s\u00e3o exclusividade desta ou daquela fonte.  Dicion\u00e1rios, gram\u00e1ticas, manuais de estilo, familiares, amigos podem aliviar o  sufoco. Mas nem sempre t\u00e3o preciosas criaturas est\u00e3o pertinho, dispon\u00edveis.    <\/p>\n<p>O jeito? \u00c9 dar um jeito. Um deles: apelar para o blog.  As quest\u00f5es s\u00e3o pra l\u00e1 de bem-vindas. Elas pautam o blogueiro, que lhes estende  tapete vermelho e as recepciona com banda de m\u00fasica. Senhoras e senhores, com  voc\u00eas, encuca\u00e7\u00f5es que roubam o sono de grand\u00f5es e pequeninos.  <b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> &nbsp;  <\/p>\n<p>Dose multiplicada?<\/b>  <\/p>\n<p>Elei\u00e7\u00f5es deixam todos de olho nos avan\u00e7os e recuos dos candidatos. Os ibopes  da vida ganham destaque porque fazem pesquisas. Ops! Levantamentos lidam com  percentagens. &#8220;Como trat\u00e1-las?&#8221;, quer saber Jo\u00e3o Rafinha.    <\/p>\n<p>Com elas, todo o cuidado \u00e9 pouco. Por quest\u00e3o de clareza, o sinal % aparece  em dose dupla, tripla, qu\u00e1drupla etc. e tal: <i>Dilma ultrapassou Serra em 3% ou  4%. Os servidores pedem aumento variados: 10%,<\/i> <i>11,5%, 18%.<\/i> <i>O  \u00edndice de aprova\u00e7\u00e3o no concurso oscila entre 23% e 35%<\/i>.   <\/p>\n<p>Olho vivo! O mesmo vale para as abreviaturas: <i>No fim de semana, rodou de  240km a 300km. Estudo das 8h \u00e0s 18h. Compre de 3kg a 5kg de batata<\/i>.  <i>Ningu\u00e9m sabe o pre\u00e7o exato da campanha. Os palpites come\u00e7am nos R$ 2 milh\u00f5es,  passam pelos R$ 3,5 milh\u00f5es e chegam aos R$ 5 milh\u00f5es. <\/i> <b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> &nbsp;  <\/p>\n<p>V\u00edcio antigo<\/b>  <\/p>\n<p>Marcos Cobra vive com dor de ouvido. Compra que compra rem\u00e9dio pra otite. Mas  os medicamentos est\u00e3o pela hora da morte. E o dinheiro encurtou. &#8220;O problema&#8221;,  diz ele, &#8220;n\u00e3o \u00e9 da al\u00e7ada do otorrino. Pertence ao universo da pros\u00f3dia. Muita  gente pronuncia o <i>\u00e0<\/i> como se fossem dois aa (vou a a praia). Pode estar  certo. Mas maltrata os t\u00edmpanos&#8221;.   <\/p>\n<p>S\u00e3o manhas da escola antiga. No ditado, os professores pronunciavam dois aa  para os alunos se darem conta da crase. Era um truque. Virou v\u00edcio. Corra dele,  Marcos! Corramos todos! X\u00f4! <b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> &nbsp;  <\/p>\n<p>Que tal em casa?<\/b>  <\/p>\n<p>&#8220;Uma coisa me intriga&#8221;, escreve o Moacyr Cunha Neto. &#8220;Qual a forma certa \u2014  entrega em domic\u00edlio ou a domic\u00edlio? J\u00e1 fui repreendido por falar `a domic\u00edlio\u00b4,  mas cartazes e an\u00fancios de casas renomadas usam essa forma. E da\u00ed?&#8221;   <\/p>\n<p>Moacyr, recorra \u00e0 analogia. Voc\u00ea emprega &#8220;entrega&#8221; em outros contextos, n\u00e3o?  Entrega em escolas, em hospitais, em shoppings. Por que domic\u00edlio seria  diferente? A poliss\u00edlaba n\u00e3o goza de privil\u00e9gios. Entregue em domic\u00edlio. Melhor:  seja simples como as crian\u00e7as. Entregue em casa.  <strong><\/strong>&nbsp;  <strong> <\/p>\n<p><\/strong><strong>Vez ou vezes? <\/strong>   <\/p>\n<p>Nelson \u00e9 banc\u00e1rio e professor de finan\u00e7as na universidade. Uma d\u00favida o  atormenta h\u00e1 tempos. Ele explica: &#8220;Existe um \u00edndice da an\u00e1lise financeira que  demonstra o <strong>n\u00famero de  vezes<\/strong> que um ativo foi transformado em receita.  Quando o \u00edndice for, por exemplo, 1,86, como eu falo: 1,86 <strong>vez<\/strong> ou 1,86 <strong>vezes<\/strong>?  <i style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">  <\/p>\n<p>Vez joga no time de <i style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">milh\u00e3o, bilh\u00e3o<\/i> e aparentados. O nome concorda  com o n\u00famero que aparece antes da v\u00edrgula. Se for menos de 2, o singular pede  passagem. A partir de 2, o plural: <i style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">1,86 vez, 3,12 vezes; 1,52 milh\u00e3o, 10,13  milh\u00f5es; 1,05 bilh\u00e3o, 5,18 bilh\u00f5es.<\/i><\/i><\/p>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\" class=\"gA gt\">\n<div class=\"gB\">\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Ter d\u00favidas \u00e9 natural como o suceder do dia e da noite. Quem l\u00ea ou escreve acorda de sono lingu\u00edstico. Desperto, sente-se provocado. E, como \u00e9 gente de carne, osso e nervos, reage. Duvida de palavras. Questiona estruturas. Analisa a efic\u00e1cia da mensagem. As respostas n\u00e3o s\u00e3o exclusividade desta ou daquela fonte. Dicion\u00e1rios, gram\u00e1ticas, manuais de estilo, familiares, amigos podem aliviar o sufoco. 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