{"id":4412,"date":"2010-01-08T00:00:00","date_gmt":"2010-01-08T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/estudantes_perguntam-7\/"},"modified":"2010-01-08T00:00:00","modified_gmt":"2010-01-08T02:00:00","slug":"estudantes_perguntam-7","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/estudantes_perguntam-7\/","title":{"rendered":"Estudantes perguntam"},"content":{"rendered":"<p><b>    <\/p>\n<p>Costumo me confundir com <i>mas<\/i> e <i>mais<\/i> na hora de escrever. Quando  devo usar cada um? (Lalesca David de Aquino)<\/b>     <\/p>\n<p>A confus\u00e3o se explica. As duas palavras soam quase do mesmo jeitinho. Quando  dar a vez a uma ou a outra? Eis a dica:<i>   <\/p>\n<p><\/i>Mais  <\/p>\n<p>\u00c9 o contr\u00e1rio de <i>menos<\/i>: <i>Estudo mais (menos) do que ele.  Gostaria de ir mais (menos) ao cinema. Coma mais (menos).   <\/p>\n<p><\/i>Mas  <\/p>\n<p>Quer dizer <i>por\u00e9m, todavia, contudo: N\u00e3o estudou, mas passou no  vestibular. Trabalho muito, mas ganho pouco. Leio muito, mas tamb\u00e9m vejo  televis\u00e3o.<\/i><b> &nbsp; *  <\/p>\n<p>Em que ocasi\u00f5es escrevo mal e mau? (Renata Ribeiro, 14 anos)<\/b>    <\/p>\n<p>Ops! As palavras parecem g\u00eameas univitelinas. Mas n\u00e3o se conhecem nem de  elevador. Olho vivo!<i>   <\/p>\n<p><\/i>Mal   <\/p>\n<p>\u00c0s vezes \u00e9 adv\u00e9rbio. Outras vezes, substantivo. Um e outro op\u00f5em-se a  bem. Na hora do vacilo, pare, respire fundo e fa\u00e7a o troca-troca: <i>A  tuberculose foi o mal (bem) do s\u00e9culo 19. O embaixador fala mal (bem) o  portugu\u00eas. N\u00e3o h\u00e1 bem que sempre dure nem mal que nunca se acabe.   <\/p>\n<p><\/i>Mau   <\/p>\n<p>Joga no time dos adjetivos. \u00c9 o contr\u00e1rio de <i>bom<\/i>: <i>O lobo  mau (bom) come criancinhas. Ele vive de mau (bom) humor porque tem mau (bom)  car\u00e1ter. Paulo \u00e9 mau funcion\u00e1rio porque n\u00e3o presta aten\u00e7\u00e3o ao que faz.  <\/i><b>   <\/p>\n<p>*  <\/p>\n<p>Eu e meus colegas temos problemas com o verbo vir. O certo \u00e9 pode vir ou pode  vim? (Lucas Vin\u00edcius Correa)<\/b>    <\/p>\n<p>Vir \u00e9 infinitivo. Usa-se em locu\u00e7\u00f5es verbais. Assim: <i>Posso vir amanh\u00e3. A  m\u00e3e deve vir na companhia dos filhos. Voc\u00ea vai vir na pr\u00f3xima semana?<\/i>    <\/p>\n<p>E vim? <i>Vim<\/i> \u00e9 o pret\u00e9rito perfeito de vir: <i>eu vim, ele veio, n\u00f3s  viemos, eles vieram.<\/i><b> &nbsp; *  <\/p>\n<p>Minha d\u00favida \u00e9 quanto a eu e mim. Como diferenciar <i>para eu<\/i> e <i>para  mim<\/i>?<\/b> (La\u00eds Dias)   <\/p>\n<p>&#8220;Mim n\u00e3o faz nem acontece&#8221;, repetia a vov\u00f3 em tempos idos e vividos. Trocando  em mi\u00fados a s\u00e1bia advert\u00eancia, temos: mim n\u00e3o funciona como sujeito. Quem faz e  acontece \u00e9 o eu:<i>   <\/p>\n<p>Este livro \u00e9 para mim<\/i> (O sujeito \u00e9 <i>este livro<\/i>. Mim faz o papel  dele.)<i>   <\/p>\n<p>Este livro \u00e9 para eu ler<\/i>(Quem l\u00ea? Eu, sujeito)    <\/p>\n<p>Dica: nesse tipo de constru\u00e7\u00e3o, o eu vem sempre seguido de infinitivo.<b> &nbsp; *  <\/p>\n<p>Em que circunst\u00e2ncias uma palavra pode mudar de classe gramatical? Um verbo,  adjetivo ou pronome pode se tornar substantivo? (Guilherme Barbaresco) <\/b>    <\/p>\n<p>Qualquer palavra pode virar substantivo. Basta anteced\u00ea-la de artigo, pronome  ou numeral. Veja: <i>O andar de Giselle \u00e9 provocante. Este querer me comove. Um  olhar conquista. Dois olhares enlouquecem. A arte busca o belo. O eu \u00e9 pronome  pessoal.<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Costumo me confundir com mas e mais na hora de escrever. Quando devo usar cada um? (Lalesca David de Aquino) A confus\u00e3o se explica. 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