{"id":4480,"date":"2010-01-14T00:10:00","date_gmt":"2010-01-14T02:10:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/delicadezas_a_mao_\/"},"modified":"2010-01-14T00:10:00","modified_gmt":"2010-01-14T02:10:00","slug":"delicadezas_a_mao_","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/delicadezas_a_mao_\/","title":{"rendered":"Delicadezas \u00e0 m\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Mensagem<\/p>\n<div>\n<p>DAD SQUARISI \/\/ dadsquarisi.df@diariosassociados.com.br   <\/p>\n<p>Boris Casoy n\u00e3o sabia. Mas o \u00e1udio estava aberto. Como aconteceu com Rubem  Ricupero, o coment\u00e1rio privado se tornou p\u00fablico. Na reportagem, garis desejaram  feliz ano-novo aos brasileiros. &#8220;Dois lixeiros desejando felicidades do alto de  suas vassouras, dois lixeiros, o mais baixo da escala do trabalho&#8221;, disse ele. A  declara\u00e7\u00e3o repercutiu Brasil afora. O <b>Correio <\/b>ouviu os garis. Em  reportagem publicada no domingo, uma representante da categoria disse se  orgulhar da profiss\u00e3o. Mas reclamou do povo. &#8220;Ningu\u00e9m d\u00e1 bom-dia&#8221;, sintetizou.     <\/p>\n<p>Preconceito? \u00c9 poss\u00edvel. Mas no gesto aparece marca dos dias de hoje \u2014 a  falta de gentileza. O que \u00e9 isso? A palavra tem sin\u00f4nimos. Alguns a chamam de  do\u00e7ura. Outros, de civilidade e polidez. Agrado talvez. Ou mimo. Delicadeza  tamb\u00e9m. Em todos os substantivos sobressai a generosidade, o olhar para o outro.  S\u00e3o gestos capazes de tornar a vida do pr\u00f3ximo mais doce. Melhor: est\u00e3o ao  alcance de ricos ou pobres.    <\/p>\n<p>O dia a dia abre-se em oportunidades de gentilezas. No elevador, quem estiver  perto do painel aperta o n\u00famero do andar do outro. Quem entrar d\u00e1 bom-dia  sorridente e sem vergonha. Na caminhada, p\u00f5e focinheira no cachorro. No cinema,  faz sil\u00eancio. No tr\u00e2nsito, d\u00e1 passagem. No trabalho, serve um copo de \u00e1gua para  o colega ou lhe traz um cafezinho. Se o barulho da festa do vizinho incomoda,  n\u00e3o briga nem chama a pol\u00edcia. Convida-se e usufrui da alegria.    <\/p>\n<p>Se o outro quer falar, ouve-o com os olhos e os ouvidos. Se vai mandar uma  mensagem pro e-mail do amigo, seleciona-a como se fosse a \u00faltima chance de se  fazer ouvir. Se o interlocutor n\u00e3o lhe entendeu as palavras, assume a  responsabilidade: &#8220;Que pena! N\u00e3o me fiz entender. Vou explicar melhor&#8221;. Se o  outro se atrasa, recebe-o com naturalidade. Se necess\u00e1rio, diz: &#8220;Eu tamb\u00e9m  acabei de chegar&#8221;.  <\/p>\n<p>E, sobretudo, elogia. Segue o exemplo de Emanuel. A mulher  disse-lhe que se sentia velha. Queria fazer uma pl\u00e1stica. Ele a olhou longa e  amorosamente. Depois, respondeu: &#8220;Ainda bem que sou professor de hist\u00f3ria  antiga. A cada dia que passa acho voc\u00ea mais linda&#8221;.\u00c9 pouco? \u00c9.  N\u00e3o d\u00e1 trabalho nem pesa no bolso. Mas faz um bemmmmmm<a name=\"Save1\"><\/a>. <\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem DAD SQUARISI \/\/ dadsquarisi.df@diariosassociados.com.br Boris Casoy n\u00e3o sabia. Mas o \u00e1udio estava aberto. Como aconteceu com Rubem Ricupero, o coment\u00e1rio privado se tornou p\u00fablico. Na reportagem, garis desejaram feliz ano-novo aos brasileiros. &#8220;Dois lixeiros desejando felicidades do alto de suas vassouras, dois lixeiros, o mais baixo da escala do trabalho&#8221;, disse ele. A declara\u00e7\u00e3o repercutiu Brasil afora. O Correio ouviu os garis. 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