{"id":4611,"date":"2010-06-29T11:00:00","date_gmt":"2010-06-29T14:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/gooooooooooooooooooooolaco\/"},"modified":"2010-06-29T11:00:00","modified_gmt":"2010-06-29T14:00:00","slug":"gooooooooooooooooooooolaco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/gooooooooooooooooooooolaco\/","title":{"rendered":"Gooooooooooooooooooooola\u00e7o"},"content":{"rendered":"<p><b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/wp-content\/uploads\/blog-dad\/3f6706927067034f0be08dd997d3c268.jpg\"> <\/p>\n<p><\/b>  <\/p>\n<p>Vamos combinar? Copa \u00e9 exagero. Torcidas abusam. Al\u00e9m  de bandeiras, camisetas e bon\u00e9s, pintam cabelos, sobrancelhas e bigodes de  verde-amarelo. O com\u00e9rcio fecha. Padarias, lojas, supermercados, bancas de  revistas firmam pacto com o fregu\u00eas. Eles n\u00e3o abrem as portas. O cliente n\u00e3o os  procura. A turma da imprensa n\u00e3o fica atr\u00e1s. Para manter a aten\u00e7\u00e3o do leitor,  ouvinte ou telespectador, exagera. Qualquer palavra, qualquer gesto, qualquer  murm\u00fario de jogadores ou do t\u00e9cnico viram cr\u00f4nica.   <\/p>\n<p>O valor afetivo dos voc\u00e1bulos entra em cartaz. As  palavras deixam de ser empregadas com a significa\u00e7\u00e3o real. Passam a ter a marca  do sentimento. Em bom portugu\u00eas: o sentido abre alas para a sensibilidade. A  descarga de paix\u00e3o se d\u00e1 com mais for\u00e7a nos sufixos. Os Kak\u00e1s da vida n\u00e3o jogam  bola. Jogam um bol\u00e3o. N\u00e3o fazem gol. Fazem gola\u00e7o. A partida, mesmo raqu\u00edtica,  vira partida\u00e7o. O gol ganha f\u00f4lego de baleia. \u00c9  goooooooooooooooooooooooooooooooooooooola\u00e7o.<b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> &nbsp; Amor e \u00f3dio<\/b>  <\/p>\n<p>A vedete das vedetes do exagero \u00e9 o sufixo -a\u00e7o. As  tr\u00eas letrinhas transmitem ideia de grandeza e intensidade. Al\u00e9m do furor na  Copa, aparecem no dia a dia&nbsp;de pequeninos e grand\u00f5es. A mulher pode medir 1,5m.  Mas o apaixonado a considera um mulhera\u00e7o. A criatura pode n\u00e3o ter uma conta  banc\u00e1ria polpuda. Mas cobi\u00e7osos a chamam de rica\u00e7o. A pancada pode ter sido  branda. Mas o&nbsp;mais-mais a classifica de  coronha\u00e7o.   <\/p>\n<p>E assim, de sufixo em sufixo, de a\u00e7o em a\u00e7o, a  descarga das paix\u00f5es ganha mundo. Com eles, manifestam-se os dois sentimentos  que agitam a alma. No fundo, no fundo, os diabinhos se resumem a dois. De um  lado, o amor. De outro, a avers\u00e3o. Paizinho e m\u00e3ezinha, paiz\u00e3o e m\u00e3ezona n\u00e3o  querem dizer pais pequenos ou pais grandes. Mas pais muito queridos.  <b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> &nbsp;<\/b><b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> <\/p>\n<p><\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vamos combinar? Copa \u00e9 exagero. Torcidas abusam. Al\u00e9m de bandeiras, camisetas e bon\u00e9s, pintam cabelos, sobrancelhas e bigodes de verde-amarelo. O com\u00e9rcio fecha. Padarias, lojas, supermercados, bancas de revistas firmam pacto com o fregu\u00eas. Eles n\u00e3o abrem as portas. O cliente n\u00e3o os procura. A turma da imprensa n\u00e3o fica atr\u00e1s. Para manter a aten\u00e7\u00e3o do leitor, ouvinte ou telespectador, exagera. 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