{"id":4649,"date":"2009-08-26T09:00:00","date_gmt":"2009-08-26T12:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/sua_excelencia_o_leitor-3\/"},"modified":"2009-08-26T09:00:00","modified_gmt":"2009-08-26T12:00:00","slug":"sua_excelencia_o_leitor-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/sua_excelencia_o_leitor-3\/","title":{"rendered":"Sua Excel\u00eancia o leitor"},"content":{"rendered":"<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\" id=\":80\" class=\"ii gt\">\n<div>\n<div><b><\/b> <\/p>\n<p><b>&nbsp; <\/b> A internet abriu as portas do mundo pra todo mundo. Derrubou barreiras e  democratizou a informa\u00e7\u00e3o. Com um clique, a gente faz e acontece. L\u00ea jornais de  Europa Fran\u00e7a e Bahia. Visita museus. Ouve m\u00fasica. Assiste a filmes. Conversa  com pessoas que vivem do outro lado do planeta. P\u00f5e em circula\u00e7\u00e3o informa\u00e7\u00f5es  sem depender do aval do editor.  <\/p>\n<p>Gra\u00e7as \u00e0 rede, leitores se comunicam com o blog em tempo real. Elogiam.  Criticam. Sugerem. E perguntam. Perguntam muito. Nem todos recebem a resposta  com a urg\u00eancia que merecem. Culpa do tempo e do espa\u00e7o. Hoje \u00e9 dia de reden\u00e7\u00e3o.  Com a palavra, Sua Excel\u00eancia o leitor.<b> &nbsp; P\u00e9rola amb\u00edgua<\/b>  <\/p>\n<p>&#8220;O estilo&#8221;, lembra Wagner Rafael Peixoto, &#8220;tem tr\u00eas virtudes \u2014 clareza,  clareza e clareza. O portal da Globo.com ignorou o preceito de Montaigne. Na  quarta, exibiu esta chamada: `Carteira salva vendedor de tiros\u00b4. A seguir,  informou: `Homem entregava produtos em uma fazenda quando foi atingido por tr\u00eas  disparos. Ele nada sofreu\u00b4. Cruz-credo! A criatura vende tiros?&#8221; Claro que n\u00e3o.  Mas o texto permite essa leitura. \u00c9 amb\u00edguo. <b> &nbsp; X\u00f4, sedentarismo<\/b>  <\/p>\n<p>Luiz Serra escreve: &#8220;Hoje se comenta acerca do que \u00e9 melhor para a terceira  idade. Apela-se para jogos de palavras. Seriam formas de manter viva a mem\u00f3ria  da pessoa. Nelson Marcelino, meu amigo professor de Ingl\u00eas, criou uma frase  interessante para incentivar a atividade contra o imobilismo nessa gloriosa  fase: &#8220;\u00c9 melhor ter trabalho como terapia fora de casa do que <i>ter a pia<\/i>  como trabalho em casa&#8221;. Concorda? <b> &nbsp; \u00c9 grandona?<\/b>  <\/p>\n<p>&#8220;Devo escrever <i>l\u00edngua portuguesa<\/i> com a inicial mai\u00fascula?&#8221;, pergunta  Daisy Rabelo. N\u00e3o. L\u00edngua portuguesa, como l\u00edngua inglesa, l\u00edngua francesa,  l\u00edngua alem\u00e3, \u00e9 vira-lata. Grafa-se com letras pequeninas. Portugu\u00eas, ingl\u00eas,  alem\u00e3o, italiano, russo, tamb\u00e9m. Nome de disciplina joga no time dos nobres:  <i>Estudo Portugu\u00eas todos os dias. Gosto de todas as aulas, mas prefiro as de  F\u00edsica, Qu\u00edmica e Reda\u00e7\u00e3o. Professores de Ingl\u00eas t\u00eam de se especializar no  exterior.<\/i><b> &nbsp; Um l\u00e1, outro c\u00e1<\/b>  <\/p>\n<p>Wilson Ximenes escreve: &#8221; `Porque Jean morreu\u00b4 \u00e9 o t\u00edtulo do artigo publicado  no <i>Correio Braziliense<\/i>. O correto n\u00e3o seria `Por que Jean morreu\u00b4&#8221;?   <\/p>\n<p>Claro que sim. O emprego do <i>porqu\u00ea<\/i> separado sem figurar em pergunta \u00e9  um senhor calo da l\u00edngua. Quer acertar sempre? H\u00e1 jeito. Basta substituir o  diss\u00edlabo por &#8220;a raz\u00e3o pela qual&#8221;. Se o troca-troca soar natural, n\u00e3o pense duas  vezes. Escreva um l\u00e1 e outro c\u00e1: <i>Por que (a raz\u00e3o pela qual) Jean morreu. N\u00e3o  sei por que (a raz\u00e3o pela qual) os mandachuvas da Receita entregaram os cargos.  Gostaria de explicar por que (a raz\u00e3o pela qual) o Conselho de \u00c9tica arquivou os  processos contra Sarney e Arthur Virg\u00edlio.<\/i><b> &nbsp; Menor \u00e9 melhor<\/b>  <\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 correto usar correspond\u00eancia `datada\u00b4 de 12.12.08?&#8221;, pergunta Lygia  Pinheiro. \u00c9 certo, mas desnecessariamente grande. Que tal passar a tesoura nas  gorduras? Assim: correspond\u00eancia de 12.12.08. Melhor, n\u00e3o? <b> &nbsp; Olho no cont\u00e1gio<\/b>  <\/p>\n<p>&#8220;Devem haver livros na estante? Deve haver livros na estante? Qual \u00e9 a do  verbo auxiliar? Confesso: ele \u00e9 inc\u00f3gnita para mim. Pode me ajudar a matar a  charada?&#8221;, pergunta Sandra Fav.  <\/p>\n<p>O verbo haver no sentido de existir joga no time dos impessoais. Sem sujeito,  exibe-se sempre na 3\u00aa pessoa do singular. A impessoalidade \u00e9 contagiosa. Atinge  os auxiliares: <i>H\u00e1 livros na estante. Deve haver livros na estante. Pode haver  livros na estante. Tem de haver livros na estante<\/i>. <b> &nbsp; Um ou outro?<\/b>  <\/p>\n<p>Jos\u00e9 Augusto Cunha Paix\u00e3o quer saber a reg\u00eancia que merece nota 10. Eis as  duas possibilidades que lhe d\u00e3o n\u00f3 nos miolos: Procedemos \u00e0 an\u00e1lise dos autos.  Procedemos a an\u00e1lise dos autos.  <\/p>\n<p>Jos\u00e9, reg\u00eancia verbal \u00e9 assunto pra l\u00e1 de dif\u00edcil. Da\u00ed por que existem  dicion\u00e1rios de verbos e regimes. Eles dizem se o verbo \u00e9 transitivo direto,  indireto ou intransitivo. Se indireto, explicam a preposi\u00e7\u00e3o que deve acompanhar  tal ou qual emprego. Na acep\u00e7\u00e3o de fazer, realizar, <i>proceder<\/i> exige a  preposi\u00e7\u00e3o <b>a<\/b>: <i>Procedemos \u00e0 an\u00e1lise dos autos. Os autores procederam \u00e0  leitura da pe\u00e7a. O presidente procedeu \u00e0 an\u00e1lise do projeto.  <\/i><b> &nbsp; Chav\u00e3o<\/b>  <\/p>\n<p>&#8220;Com o advento da Copa no Brasil em 2014, encontramos diversos textos com a  express\u00e3o `pontap\u00e9 inicial\u00b4. A duplinha est\u00e1 correta?&#8221;, indaga Renata Giordana.    <\/p>\n<p>Renata, o parzinho est\u00e1 correto. Mas \u00e9 chav\u00e3o. De t\u00e3o repetido, ficou gasto.  Perdeu o frescor. D\u00e1 a impress\u00e3o de autor pregui\u00e7oso, incapaz de buscar um jeito  novo de dizer. X\u00f4! <\/p><\/div>\n<\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; A internet abriu as portas do mundo pra todo mundo. Derrubou barreiras e democratizou a informa\u00e7\u00e3o. Com um clique, a gente faz e acontece. L\u00ea jornais de Europa Fran\u00e7a e Bahia. Visita museus. Ouve m\u00fasica. Assiste a filmes. Conversa com pessoas que vivem do outro lado do planeta. P\u00f5e em circula\u00e7\u00e3o informa\u00e7\u00f5es sem depender do aval do editor. 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