{"id":4665,"date":"2010-07-04T00:00:00","date_gmt":"2010-07-04T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/ha_erros_e_erros_2\/"},"modified":"2010-07-04T00:00:00","modified_gmt":"2010-07-04T03:00:00","slug":"ha_erros_e_erros_2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/ha_erros_e_erros_2\/","title":{"rendered":"H\u00e1 erros e erros (2)"},"content":{"rendered":"<p>  <BR> &nbsp; Qual o erro mortal na reda\u00e7\u00e3o? O blog de domingo (27.6) tratou de tr\u00eas tipos de trope\u00e7os poss\u00edveis. Nenhum deles mata a criatura. Os de ortografia s\u00e3o pra l\u00e1 de prim\u00e1rios. Sem familiaridade com a escrita, a pessoa troca, engole ou acrescenta letras. \u00c0s vezes esquece acentos. Ou p\u00f5e agudos e circunflexos em lugares indevidos. Leitura \u00e9 a melhor receita para o mal. Por qu\u00ea? \u00c9 o olho que fixa a cara dos voc\u00e1bulos.  <BR> &nbsp; Os de sintaxe jogam em outra equipe. Nela figuram concord\u00e2ncias, reg\u00eancias, coloca\u00e7\u00e3o de pronomes. Superar as falhas exige visitinhas \u00e0 gram\u00e1tica. Os l\u00f3gica ocorrem quando o autor n\u00e3o diz coisa com coisa. \u00c0s vezes, uma frase n\u00e3o conversa com outra. Outras, um par\u00e1grafo n\u00e3o dialoga com outro. Pode ocorrer de a introdu\u00e7\u00e3o anunciar um assunto, o desenvolvimento falar de outro e a conclus\u00e3o cair de paraquedas. \u00c9 o samba do texto doido.  <BR> &nbsp; Exemplo? Trabalho em grupo. A turma se divide. Um escreve a introdu\u00e7\u00e3o. Outro, o desenvolvimento. O \u00faltimo, a conclus\u00e3o. No dia da entrega, eles juntam tudo sem harmonizar as partes. E torcem para que o professor n\u00e3o leia a obra.  <BR> &nbsp; <STRONG>A adequa\u00e7\u00e3o<\/STRONG>  <BR> &nbsp; Mas um erro paira sobre todos. Ele n\u00e3o tem a ver com o certo ou o errado. Mas com a adequa\u00e7\u00e3o. \u00c9 como se a l\u00edngua fosse um arm\u00e1rio cheio de roupas. Escolher esta ou aquela? Depende. Se vamos \u00e0 piscina, o biqu\u00edni ter\u00e1 prefer\u00eancia. Se ao baile de gala, o longo ou o smoking. Se \u00e0 missa, a veste discreta. Trocar os trajes? Pega mal. A criatura cai no rid\u00edculo. Ou passa por louca. Ou acaba no xilindr\u00f3.  <BR> &nbsp; A l\u00edngua tamb\u00e9m exige versatilidade. Poliglotas no nosso idioma, escolheremos o melhor para o contexto. Vou escrever um hor\u00f3scopo? Preciso de palavras gen\u00e9ricas. Com elas, o texto d\u00e1 a impress\u00e3o de que est\u00e1 falando a cada leitor:  <BR> &nbsp; PEIXES (20\/2 a 20\/3) Nada poderia garantir que seus bons sentimentos fossem transmitidos e aceitos por outras pessoas. \u00c0s vezes ocorre o contr\u00e1rio. Um bom sentimento acaba evocando respostas desagrad\u00e1veis em certas pessoas.  <BR> &nbsp; Vou participar de chat na internet? Preciso do internet\u00eas. Eis um trecho do Ronaldo:  <BR> &nbsp; &#8211; Fala galera, blz?! (1)  <BR>&#8211; Td certo aki&#8230; e com vcs? (2)  <BR>&#8211; Tb!! Oq vcs contam de novo? (1)  <BR>&#8211; Ah, comigo, sem novidads&#8230;  <BR>-Poise&#8230; por aki as coisas \u00f1 andam mto bem&#8230; Vcs \u00f1 fazem ideia do q aconteceu hj.. Bati o carro&#8230; (3)  <BR> &nbsp; Vou preparar uma peti\u00e7\u00e3o? O juridiqu\u00eas pede passagem. E por a\u00ed vai. Trocar as l\u00ednguas, como trocar os trajes, custa caro. Adiam-se promo\u00e7\u00f5es. Perdem-se empregos. Enterram-se amores. Convenhamos: ningu\u00e9m merece.  <BR>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Qual o erro mortal na reda\u00e7\u00e3o? O blog de domingo (27.6) tratou de tr\u00eas tipos de trope\u00e7os poss\u00edveis. Nenhum deles mata a criatura. Os de ortografia s\u00e3o pra l\u00e1 de prim\u00e1rios. Sem familiaridade com a escrita, a pessoa troca, engole ou acrescenta letras. \u00c0s vezes esquece acentos. Ou p\u00f5e agudos e circunflexos em lugares indevidos. 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