{"id":4814,"date":"2010-02-10T00:00:00","date_gmt":"2010-02-10T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/rascunho-8\/"},"modified":"2010-02-10T00:00:00","modified_gmt":"2010-02-10T02:00:00","slug":"rascunho-8","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/rascunho-8\/","title":{"rendered":"rascunho"},"content":{"rendered":"<p><b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">Poder sem  limites&nbsp;<\/b> Possessivo vem de posse. Posse \u00e9 poder. Alguns dizem  que&nbsp;o poder corrompe. Quando \u00e9 absoluto,  ent\u00e3o, corrompe absolutamente. Certo ou errado, todos o perseguem. Querem ter  para poder. A l\u00edngua colabora. Oferece o vocabul\u00e1rio. \u00c9 o caso dos pronomes  possessivos. Os danadinhos s\u00e3o unha e carne com os possuidores.  Quem s\u00e3o eles? Os pronomes pessoais. Todos t\u00eam seu possessivo. O do <i>eu<\/i> \u00e9  <i>meu, minha<\/i>; o do <i>tu, teu, tua<\/i>; o do <i>ele<\/i>, <i>seu, sua<\/i>; o  do <i>n\u00f3s, nosso, nossa<\/i>; o do <i>v\u00f3s, vosso, vossa<\/i>; o do <i>eles, seus,  suas<\/i>.<b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> &nbsp; Unha e carne<\/b> Quem tem tem alguma coisa. Sem o alguma coisa, nada  feito. Por isso, os possessivos n\u00e3o desgrudam do objeto possu\u00eddo. Com ele  concordam em g\u00eanero e n\u00famero: meu livro, meus livros, minha caneta, minhas  canetas. \u00c0s vezes, o pronome se refere a mais de um  substantivo. N\u00e3o se aperta nem um pouquinho. Concorda com o mais pr\u00f3ximo:  Observou-a bem, com seus gestos e palavras. Dei-lhe meu amor e  solidariedade. Comeu minha fruta e chocolates.<b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> &nbsp; Voltinhas<\/b> Quando frequentava o psic\u00f3logo, o possessivo  aprendeu a grande li\u00e7\u00e3o da vida. Falta de movimento \u00e9 estagna\u00e7\u00e3o. Vale o exemplo  da \u00e1gua. A parada apodrece. A corrente renova-se. Sabido, o mocinho mexe-se.  Passeia na frase. Ora aparece na frente do substantivo. Ora atr\u00e1s. Num e noutro  caso, mant\u00e9m-se fiel. Concorda com o substantivo a que se refere: <i>Maria  esperava not\u00edcias nossas. Paulo dirigiu-se a alguns filhos seus. Maria e Lu\u00eds,  por favor, n\u00e3o reparem nesse erro meu.<\/i><b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> &nbsp; X\u00f4, confus\u00e3o<\/b> Clareza, clareza, clareza, prega o possessivo. Mas a  pr\u00e1tica nem sempre segue a teoria. <i>Seu, sua, seus <\/i>e<i> suas<\/i> s\u00e3o pra  l\u00e1 de amb\u00edguos. A raz\u00e3o \u00e9 simples. Eles podem se referir ao possuidor da 3\u00aa  pessoa do singular ou do plural, masculino ou feminino: Ao encontrar-se com&nbsp;Dilma,&nbsp;Michel  Tfez coment\u00e1rios sobre seus planos.  Planos de quem? De&nbsp;Michel? De&nbsp;Dilma? O pronome n\u00e3o esclarece. Ele concorda com  o objeto possu\u00eddo. Os planos podem ser de um ou de outro. O que  fazer? Tornar precisa a pessoa do possuidor. No caso,  substituir o <i>seus<\/i> pelas formas <i>dele, dela,  deles:<\/i> Ao encontrar-se com&nbsp;Dilma,&nbsp;Michel&nbsp; fez coment\u00e1rios sobre os planos  dela. Ao encontrar-se com&nbsp;Dilma,&nbsp;Michel fez coment\u00e1rios sobre os planos  dele. Ao encontrar-se com&nbsp;Dilma,&nbsp;Michel fez coment\u00e1rios sobre os planos  deles.<b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> &nbsp; Tormento <\/b> Tereza&nbsp;escrevia um texto. O possessivo lhe tirou o sossego.  Ele tinha v\u00e1rios possuidores e um objeto  possu\u00eddo. Maria, Joana e Val\u00e9ria s\u00e3o filhas do mesmo pai. A d\u00favida pintou. Qual  a frase nota&nbsp;10?&nbsp;L\u00e1 estavam Maria, Joana, Val\u00e9ria e seus  pai?&nbsp;L\u00e1 estavam Maria, Joana, Val\u00e9ria e o  pai seus? Nada feito. O possessivo concorda com a coisa  possu\u00edda (pai). O pronome s\u00f3 pode ser seu. Mas a frase fica meio  esquisita. Melhor:  L\u00e1 estavam Maria, Joana, Val\u00e9ria e o pai delas.  <b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> &nbsp; Leitor pergunta<\/b> Pena Banca partiu. Foi se encontrar com Xavantinho. A  saudade era grande. H\u00e1 11 anos o parceiro se despediu da Terra. L\u00e1 no alto, o  irm\u00e3o o esperava pra recompor a dupla.&nbsp;Viva!  Os dois est\u00e3o l\u00e1, viol\u00e3o a tiracolo, animando a vida no c\u00e9u. A imprensa  noticiou: &#8220;Os f\u00e3s v\u00e3o dar o \u00faltimo adeus ao cantor&#8221;. &#8220;\u00daltimo adeus&#8221; \u00e9  pleonasmo?<b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> Carmem Dias, Uberl\u00e2ndia<\/b> H\u00e1 despedidas e despedidas. Nas mais curtas, dizemos  tchau, at\u00e9 j\u00e1, at\u00e9 logo, at\u00e9 logo mais. Nas m\u00e9dias, at\u00e9 \u00e0 vista. Nas  compridonas, adeus. Durante a vida, podemos dar v\u00e1rios adeuses \u00e0 mesma pessoa.  Na morte, damos o \u00faltimo. N\u00e3o \u00e9 pleonasmo. *** Oba! O carnaval chegou. Ser\u00e3o dias de alegria sem  fim. Aproveito todos os minutos de folia. Mesmo assim, uma d\u00favida me acompanha  h\u00e1 anos. O nome da festa \u00e9 comum ou pr\u00f3prio?<b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> Jo\u00e3o Rafinha, Bras\u00edlia<\/b> Carnaval \u00e9 festa pag\u00e3. Vira-lata, grafa-se com a  inicial pequenina como r\u00e9veillon.    <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Poder sem limites&nbsp; Possessivo vem de posse. Posse \u00e9 poder. Alguns dizem que&nbsp;o poder corrompe. Quando \u00e9 absoluto, ent\u00e3o, corrompe absolutamente. Certo ou errado, todos o perseguem. Querem ter para poder. A l\u00edngua colabora. Oferece o vocabul\u00e1rio. \u00c9 o caso dos pronomes possessivos. Os danadinhos s\u00e3o unha e carne com os possuidores. Quem s\u00e3o eles? 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