{"id":4883,"date":"2010-02-17T18:00:00","date_gmt":"2010-02-17T20:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/cade_brasilia-3\/"},"modified":"2010-02-17T18:00:00","modified_gmt":"2010-02-17T20:00:00","slug":"cade_brasilia-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/cade_brasilia-3\/","title":{"rendered":"Cad\u00ea Bras\u00edlia?"},"content":{"rendered":"<p> <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/wp-content\/uploads\/blog-dad\/4069601f025598f611eb91614cbea147.jpg\"> <\/p>\n<p>DAD SQUARISI \/\/ dadsquarisi.df@@dabr.com.br<br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">  <\/p>\n<p>A expectativa era grande. Brasilienses ocupavam camarotes. Alguns exibiram faixas de apoio a Bras\u00edlia. Outros, de apoio \u00e0 Beija-Flor. Muitos, sem demonstra\u00e7\u00f5es externas, estavam na torcida. A escola de samba de Nil\u00f3polis ia homenagear Bras\u00edlia. Esperava-se espet\u00e1culo apote\u00f3tico, daqueles que se tornaram marca registrada da campe\u00e3 de tantos carnavais. O tema ajudava \u2014 a epopeia de uma cidade futurista que mudou a face do Brasil.<br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">  <\/p>\n<p>A espera foi longa. \u00daltima das seis agremia\u00e7\u00f5es a desfilar no domingo, a Beija-Flor pisou o Samb\u00f3dromo por volta das 4h30 de segunda. Antes se apresentaram Uni\u00e3o da Ilha, Imperatriz, Viradouro, Unidos da Tijuca e Salgueiro. Ops! O que \u00e9 aquilo? Arremedo da Catedral, com dimens\u00f5es t\u00edmidas, sem movimento. Parecia maquete feita por aprendiz de feiticeiro. A comiss\u00e3o de frente, que deveria anunciar o tema a ser desenvolvido, n\u00e3o disse a que veio. Em bom portugu\u00eas: n\u00e3o deu o recado.<br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">  <\/p>\n<p>A conhecida exuber\u00e2ncia da Beija-Flor veio depois, sem ter nada a ver com a pobre e perdida catedral. Alas de \u00edndios, depois alas de escravos negros, a seguir alas e alas de animais do cerrado. Egito, Imp\u00e9rio Romano, Constantinopla, Cruzadas, peste bub\u00f4nica estavam l\u00e1. A miss\u00e3o Cruls tamb\u00e9m. \u201cE Bras\u00edlia, cad\u00ea Bras\u00edlia com seu tra\u00e7ado simb\u00f3lico, seus pal\u00e1cios, suas tesourinhas, suas superquadras, seus candangos, seus her\u00f3is, seu misticismo?\u201d, perguntavam-se os espectadores. L\u00e1 no fim se via o busto de JK \u2014 est\u00e1tico, sem mexer um bracinho sequer. T\u00edmidas e r\u00e1pidas, cenas da constru\u00e7\u00e3o e inaugura\u00e7\u00e3o da cidade. Em resumo: a escola ignorou os 50 anos da capital.<br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">  <\/p>\n<p>\u201cAcabaram fazendo um carnaval que n\u00e3o foi de Bras\u00edlia. Foi da Amaz\u00f4nia\u201d, comentou Jo\u00e3osinho Trinta. A impress\u00e3o \u00e9 que a escola mostrou a pr\u00e9-Bras\u00edlia. O enredo terminou onde deveria come\u00e7ar. Por qu\u00ea? Alguns disseram que essa era a proposta. Outros apostaram na mudan\u00e7a de rumos. Ao estourar o esc\u00e2ndalo do mensal\u00e3o, os dirigentes temeram a rea\u00e7\u00e3o do p\u00fablico. Pra evitar a vaia, voltaram-se para tr\u00e1s. Em vez do contempor\u00e2neo, optaram pelo extempor\u00e2neo. O desfile nasceu velho.<br style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DAD SQUARISI \/\/ dadsquarisi.df@@dabr.com.br A expectativa era grande. Brasilienses ocupavam camarotes. Alguns exibiram faixas de apoio a Bras\u00edlia. 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