{"id":4941,"date":"2010-02-24T00:00:00","date_gmt":"2010-02-24T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/prova_nota_10_1\/"},"modified":"2010-02-24T00:00:00","modified_gmt":"2010-02-24T03:00:00","slug":"prova_nota_10_1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/prova_nota_10_1\/","title":{"rendered":"Prova nota 10 (1)"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<b> <\/b>  <\/p>\n<p>Concurseiros est\u00e3o em polvorosa. Uns saltam de alegria. Outros p\u00f5em a barba  de molho. Sentimentos t\u00e3o diferentes t\u00eam um motivo. N\u00famero cada vez maior de  candidatos tira nota 10 na prova de portugu\u00eas. Interpreta\u00e7\u00e3o de textos,  gram\u00e1tica e reda\u00e7\u00e3o n\u00e3o constituem pedra no caminho de pessoas que n\u00e3o pouparam  horas nem esfor\u00e7os para estudar. Elas sabem que, para conquistar uma vaga no  servi\u00e7o p\u00fablico de elite, n\u00e3o basta ser bom. Imp\u00f5e-se ser melhor que os  concorrentes.  <\/p>\n<p>A l\u00edngua, sabem eles, \u00e9 um conjunto de possibilidades. H\u00e1beis, aprenderam a  trocar seis por meia d\u00fazia. Na d\u00favida, n\u00e3o correm riscos. Partem para a  substitui\u00e7\u00e3o. <i>Adequar<\/i> tem manhas? Deixam-no pra l\u00e1. <i>Adaptar<\/i> faz as  vezes do verbo caprichoso. <i>Em vez<\/i> ou <i>ao inv\u00e9s de<\/i>? Sem certeza,  melhor recorrer \u00e0s locu\u00e7\u00f5es <i>em lugar de<\/i> ou <i>ao contr\u00e1rio de<\/i>. Elas  d\u00e3o o recado e n\u00e3o roubam pontos.  <\/p>\n<p>Mas nem tudo s\u00e3o flores. H\u00e1 ocasi\u00f5es em que a criatura fica contra a parede.  Em quest\u00f5es objetivas, por exemplo, ela n\u00e3o pode fugir. Tem de enfrentar o  desafio. A\u00ed, pormenores fazem a diferen\u00e7a. Muitos procuram a coluna. Exp\u00f5em  d\u00favidas e buscam solu\u00e7\u00f5es. Uma das preocupa\u00e7\u00f5es constantes \u00e9 a reforma  ortogr\u00e1fica. Mais especificamente: o emprego do h\u00edfen. &#8220;H\u00e1 jeito de dominar o  assunto?&#8221;, perguntam. &#8220;Em disputas t\u00e3o acirradas, um tracinho de mais ou de  menos pode definir a classifica\u00e7\u00e3o.&#8221; \u00c9 verdade.<b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> &nbsp;  Quatro verbos <\/b>  <\/p>\n<p>A reforma conjugou quatro verbos \u2014 manter, mudar, cassar e acrescentar. Os  estudos insistiram nas mudan\u00e7as. Deram, assim, um n\u00f3 nos miolos da mo\u00e7ada. A  quest\u00e3o mais importante hoje n\u00e3o \u00e9 saber o que mudou. \u00c9 saber o que n\u00e3o mudou.  Comecemos por a\u00ed.   <\/p>\n<p>Primeiro passo: o h\u00edfen problem\u00e1tico se usa na forma\u00e7\u00e3o de voc\u00e1bulos. H\u00e1 dois  processos:<b>  <\/p>\n<p>1. a composi\u00e7\u00e3o: Com o aux\u00edlio de prefixo, a palavra mant\u00e9m a classe  gramatical. Mas acrescenta ideia nova \u2014 de tamanho (minissaia), de oposi\u00e7\u00e3o  (anti-her\u00f3i), de associa\u00e7\u00e3o (coautor). E por a\u00ed vai.<\/b><b>  <\/p>\n<p>2. a prefixa\u00e7\u00e3o: duas ou mais palavras se unem e formam uma terceira. \u00c9 o  caso de <i>beija-flor<\/i>. Beija \u00e9 verbo. Flor, belezura que enfeita vasos e  jardins. A duas ligadas d\u00e3o nome a um p\u00e1ssaro. \u00c9 o caso tamb\u00e9m de  guarda-noturno, arco-\u00edris, bom-dia. <\/b><b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">&nbsp;   <\/p>\n<p>Composi\u00e7\u00e3o <\/b>  <\/p>\n<p>A reforma dividiu os nomes compostos em dois times. O primeiro: formado de  duas palavras (guarda-costas, porta-retratos, para-raios). O segundo: formado de  mais de duas palavras em que uma funciona como liga\u00e7\u00e3o (p\u00e9 de moleque, p\u00f4r do  sol, jo\u00e3o-de-barro). <b> &nbsp; Duplinhas<\/b>  <\/p>\n<p>Nas duplinhas, imperou o verbo manter. Praticamente n\u00e3o houve mudan\u00e7as. O que  tinha h\u00edfen continuou com o tracinho: <i>arco-\u00edris, mestre-sala, bom-dia,  boa-tarde, boa-noite, porta-bandeira, porta-luvas, para-choque<\/i>.  <\/p>\n<p>Houve altera\u00e7\u00f5es? Houve. Quais?   <\/p>\n<p>1. <i>Paraquedas, paraquedista, paraquedismo<\/i> e outros membros da fam\u00edlia  amortecedora perderam o tracinho. Os demais compostos com <i>para  <\/i>conservam-se firmes e fortes \u2014 <i>para-raios, para-lama,  para-choque<\/i>.<i>  <\/p>\n<p>2. T\u00e3o s\u00f3, t\u00e3o somente<\/i> e <i>\u00e0 toa<\/i> tinham h\u00edfen. Mandaram-no plantar  batata na Terra do Nunca.  <\/p>\n<p>3. Palavras onomatopaicas que se escreviam juntas ficaram com um peda\u00e7o l\u00e1 e  outro c\u00e1: <i>zum-zum, zigue-zaga, tim-tim.<\/i><b> &nbsp;<\/b> Mais de dois  <\/p>\n<p>As composi\u00e7\u00f5es com mais de duas palavras foram divididas em dois grupos:  <\/p>\n<p>1. os pertencentes aos reinos animal ou vegetal. Eles mantiveram o tracinho:  <i>jo\u00e3o-de-barro, castanha-do-par\u00e1, pimenta-do-reino, cana-de-a\u00e7\u00facar.<\/i>  <\/p>\n<p>2. os outros \u2014 n\u00e3o pertencentes ao mundo das plantas ou da bicharada. Eles  perderam o tracinho: <i>p\u00e9 de moleque, tomara que caia, calcanhar de aquiles,  dor de cotovelo.<\/i>  <\/p>\n<p>Exce\u00e7\u00f5es? Claro que h\u00e1. Permanecem com o h\u00edfen <i>\u00e1gua-de-col\u00f4nia,  p\u00e9-de-meia, cor-de-rosa.<\/i> Por qu\u00ea? Porque h\u00edfen \u00e9 castigo de  Deus.<b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> &nbsp;<\/b> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Concurseiros est\u00e3o em polvorosa. Uns saltam de alegria. Outros p\u00f5em a barba de molho. Sentimentos t\u00e3o diferentes t\u00eam um motivo. N\u00famero cada vez maior de candidatos tira nota 10 na prova de portugu\u00eas. Interpreta\u00e7\u00e3o de textos, gram\u00e1tica e reda\u00e7\u00e3o n\u00e3o constituem pedra no caminho de pessoas que n\u00e3o pouparam horas nem esfor\u00e7os para estudar. 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