{"id":5028,"date":"2010-03-05T08:00:00","date_gmt":"2010-03-05T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/hillary_amorim__ciladas\/"},"modified":"2010-03-05T08:00:00","modified_gmt":"2010-03-05T11:00:00","slug":"hillary_amorim__ciladas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/hillary_amorim__ciladas\/","title":{"rendered":"Hillary, Amorim  ciladas"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/wp-content\/uploads\/blog-dad\/d49098ac60ad774cf9a38d4de34cfc6a.jpg\"> <\/p>\n<p><b><\/b> Hillary Clinton andou por aqui. Visitou Bras\u00edlia e S\u00e3o  Paulo. Na capital da Rep\u00fablica, conversou com Lula e Celso Amorim. Sorridente,  deu recados. Um deles: o Ir\u00e3 est\u00e1 enganando o Brasil. Quer construir a bomba  at\u00f4mica, mas finge que s\u00f3 quer a tecnologia para fins pac\u00edficos. O outro: os  ca\u00e7as americanos s\u00e3o melhores que os franceses e suecos. Devem merecer a  prefer\u00eancia verde-amarela.  <\/p>\n<p>Presidente, ministros, embaixadores &amp; 180 milh\u00f5es de  brasileiros ouviram a envolvente secret\u00e1ria de Estado americana. Cada um  representou o papel pra l\u00e1 de bem. Ela sugeriu aos brasileiros que n\u00e3o pensassem  com a pr\u00f3pria cabe\u00e7a. Eles fingiam acreditar. No fundo se divertiam. Riam para o  umbigo. O ministro das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores falou em nome de todos: &#8220;Eu n\u00e3o creio  que os Estados Unidos pense\u2026&#8221; Ops! Olha a cilada!   <\/p>\n<p>Cad\u00ea o plural? Nome pr\u00f3prio escrito no plural tem manhas.  Com ele, o artigo canta de galo. Se estiver no plural, o verbo vai atr\u00e1s. Se no  singular, idem. Assim: <i>Os Estados Unidos sabem o que quer o Ir\u00e3. Os Andes  est\u00e3o sujeitos a terremotos frequentes. Os Alpes ficam na Europa. O Palmeiras \u00e9  o time dos italianos paulistas. O Democratas perdeu o \u00fanico governador da  legenda.<\/i>  <\/p>\n<p>H\u00e1 outro jogador no time dos nomes pr\u00f3prios plurais.  Trata-se do sem-artigo. Como ele fica? No singular. Eis a prova: <i>Minas Gerais  \u00e9 a terra de pol\u00edticos que fizeram escola. <\/i><b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> &nbsp;  <\/p>\n<p>A mo\u00e7ada afra<\/b>  <\/p>\n<p>Em S\u00e3o Paulo, Hillary conversou com a mo\u00e7ada da Faculdade  Zumbi dos Palmares. A maior parte dos alunos \u00e9 negra. Muitos querem se  classificar de afrodescendentes. Inspiram-se nos americanos. Os filhos de Tio  Sam n\u00e3o gostam do termo negro. Preferem recorrer ao afro. N\u00f3s os imitamos. Vale,  por isso, ficar atento ao diss\u00edlabo. Ele muda de classe como a comiss\u00e3o de  frente da Tijuca muda de roupa.   <\/p>\n<p>Ora \u00e9 substantivo. A\u00ed, flexiona-se como os irm\u00e3ozinhos dele  (o afro, os afros, a afra, as afras). Ora, adjetivo (cultura afra, culturas  afras, cabelo afro, cabelos afros). O arteiro pode, tamb\u00e9m, ser prefixo. No  caso, pede h\u00edfen quando indica nacionalidade. No mais, dispensa o tracinho:  <i>afro-brasileiro, afro-ingl\u00eas, afro-cubano, afro-japon\u00eas,  afrodescendente.<\/i><b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> &nbsp;  <\/p>\n<p>Tanto faz<\/b>  <\/p>\n<p>Os estudantes queriam not\u00edcias do andamento da pol\u00edtica de  cotas nos States. Cotas ou quotas? As duas grafias figuram no dicion\u00e1rio. Com  elas, n\u00e3o h\u00e1 erro. \u00c9 acertar. Ou acertar.<b style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"> &nbsp;<\/b> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hillary Clinton andou por aqui. Visitou Bras\u00edlia e S\u00e3o Paulo. Na capital da Rep\u00fablica, conversou com Lula e Celso Amorim. Sorridente, deu recados. 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