{"id":5105,"date":"2010-12-20T10:00:00","date_gmt":"2010-12-20T12:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/guerra_do_pega_aluno-2\/"},"modified":"2010-12-20T10:00:00","modified_gmt":"2010-12-20T12:00:00","slug":"guerra_do_pega_aluno-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/guerra_do_pega_aluno-2\/","title":{"rendered":"Guerra do pega aluno"},"content":{"rendered":"<p> <BR>  <BR> O vestibular vem a\u00ed. Nas faculdades particulares, sobram vagas. Faltam candidatos. O jeito \u00e9 dar um jeito. Na guerra do pega aluno no la\u00e7o, vale tudo. Outdoors com propaganda se espalham cidade afora. Jornais exibem \u00eaxitos e mais \u00eaxitos dos estudantes de tal e qual curso. Tev\u00eas e r\u00e1dios n\u00e3o se cansam de anunciar as vantagens de frequentar uma ou outra escola superior. Ufa!  <BR> As mais poderosas v\u00e3o al\u00e9m. Imprimem minicadernos e os encaminham a poss\u00edveis interessados. O Antonio Marcello recebeu um. Folheou-o por mera curiosidade. Estava sentadinho, com os p\u00e9s firmes no ch\u00e3o, quando leu este trecho em destaque: &#8220;Prepare-se. Depois de virar esta p\u00e1gina, o seu entendimento sobre educa\u00e7\u00e3o superior e sobre atendimento comunit\u00e1rio nunca mais ser\u00e3o os mesmos&#8221;.  <BR> Petrificado, ironizou: &#8220;Parece que, nesse centro universit\u00e1rio, a maioria foram, o pessoal chegaram e a equipe de professores sa\u00edram.   <BR> ***  <BR> \u00c9 a hist\u00f3ria de mais um trope\u00e7o na concord\u00e2ncia. O autor se esqueceu de que o verbo sofre de mal cr\u00f4nico. Denomina-se bajula\u00e7\u00e3o. O sujeito \u00e9 o objeto do paparico. Aonde o adulado vai, o puxa-saco vai atr\u00e1s. Esse servilismo se chama concord\u00e2ncia verbal. O 1\u00ba mandamento: o verbo concorda em pessoa e n\u00famero com o sujeito.  <BR> Trocando em mi\u00fados: se o sujeito estiver no singular, o verbo tamb\u00e9m estar\u00e1. Se no plural, idem. Mais: se o sujeito for da 1\u00aa pessoa (eu, n\u00f3s), o verbo n\u00e3o perguntar\u00e1 duas vezes. Tamb\u00e9m se flexionar\u00e1 na 1\u00aa pessoa. E far\u00e1 o mesmo com o sujeito na segunda (tu, v\u00f3s, voc\u00ea, Vossa Senhoria) ou na 3\u00aa (ele, Sua Senhoria). Em suma: O verbo \u00e9 um incorrig\u00edvel lambe-bota.  <BR> O assunto \u00e9 mole, mole. Por que o trope\u00e7o? Porque a gente se descuida do mandachuva. No caso, o sujeito vem acompanhado de dois complementos. Ficou longinho do verbo. N\u00e3o deu outra. Bobeira na certa:   <BR> Depois de virar esta p\u00e1gina, o seu entendimento sobre educa\u00e7\u00e3o superior e sobre atendimento comunit\u00e1rio nunca mais ser\u00e3o os mesmos.  <BR> A ora\u00e7\u00e3o tem um sujeito. \u00c9 entendimento. Ele vem acompanhado de dois complementos. Um: sobre educa\u00e7\u00e3o superior. O outro: sobre atendimento comunit\u00e1rio. Ora, o verbo tem compromisso com o sujeito. S\u00f3 com ele concorda: &#8230;o seu entendimento nunca mais ser\u00e1 o mesmo. <BR><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O vestibular vem a\u00ed. Nas faculdades particulares, sobram vagas. Faltam candidatos. O jeito \u00e9 dar um jeito. Na guerra do pega aluno no la\u00e7o, vale tudo. Outdoors com propaganda se espalham cidade afora. Jornais exibem \u00eaxitos e mais \u00eaxitos dos estudantes de tal e qual curso. Tev\u00eas e r\u00e1dios n\u00e3o se cansam de anunciar as vantagens de frequentar uma ou outra escola superior. Ufa! 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