{"id":5167,"date":"2010-03-18T00:00:00","date_gmt":"2010-03-18T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/de_feiras_e_festas\/"},"modified":"2010-03-18T00:00:00","modified_gmt":"2010-03-18T03:00:00","slug":"de_feiras_e_festas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/de_feiras_e_festas\/","title":{"rendered":"De feiras e festas"},"content":{"rendered":"<p><DIV> &nbsp; &nbsp; DAD SQUARISI \/\/ <A href=\"mailto:dadsquarisi.df@dabr.com.br\">dadsquarisi.df@dabr.com.br<\/A> &nbsp; Voc\u00ea foi a Piren\u00f3polis neste fim de semana? Ent\u00e3o participou da Flipiri. E talvez engrosse o coro dos que pedem mudan\u00e7a na Feira do Livro de Bras\u00edlia. O modelo de exposi\u00e7\u00e3o em ambiente fechado, com montanhas de obras \u2014 a maior parte conhecida \u2014 talvez devesse se chamar feira do livreiro. O programa atrai o amante do livro. Ele vasculha escritos, l\u00ea as orelhas, d\u00e1 uma olhada no \u00edndice, l\u00ea uma p\u00e1gina aqui e ali ou deixa-os na estante. Compr\u00e1-los? Sem vantagem no pre\u00e7o, prefere adiar a aquisi\u00e7\u00e3o. As grandes livrarias oferecem b\u00f4nus. As feiras falham, assim, em uma das principais fun\u00e7\u00f5es \u2014 atrair novos leitores.  &nbsp; A Flip (Festa do Livro de Paraty) deu uma guinada de 180 graus no evento. Ali a vedete \u00e9 a cidade. Toda ela se prepara para o acontecimento. Restaurantes, bares, pousadas, museus, galerias, butiques se integram \u00e0 \u00fanica livraria que exp\u00f5e livros pra l\u00e1 de selecionados. Estrelas nacionais e internacionais passeiam pelas ruas e conversam com a popula\u00e7\u00e3o. Adultos e crian\u00e7as participam de palestras, entrevistas, aut\u00f3grafos \u2014 tudo em espa\u00e7os abertos.  &nbsp; &#8220;S\u00f3 Deus e os alem\u00e3es sabem o que vai dentro de uma salsicha. Se n\u00f3s soub\u00e9ssemos, jamais levar\u00edamos uma \u00e0 boca&#8221;, dizem os talvez invejosos da del\u00edcia que s\u00f3 os germ\u00e2nicos fazem t\u00e3o bem. Vale a analogia. Se soub\u00e9ssemos a diferen\u00e7a entre festa e feira do livro, n\u00e3o pisar\u00edamos mais em bienais &amp; similares. A raz\u00e3o: as flips \u2014 al\u00e9m da Flip, a Fliporto (de Porto de Galinhas) e a Flipiri (de Piren\u00f3polis) resgataram o sentido original de feira. &nbsp; Feira, em latim, quer dizer dia de festa. Em tempos idos e vividos, os moradores das cidades acordavam cedinho, vestiam as roupas mais bonitas e sa\u00edam pra rua. Nas pra\u00e7as, encontravam os amigos, conheciam gente nova, batiam papo, trocavam experi\u00eancias, ouviam m\u00fasica. Era s\u00f3 descanso. Vendo tantas pessoas reunidas, eureca! Os comerciantes tiveram uma ideia. Resolveram expor os produtos. Quem gostasse comprava. Resultado: o dia de festa virou dia de trabalho. Por isso, em portugu\u00eas, os dias da semana t\u00eam feira no nome. S\u00f3 escaparam o s\u00e1bado e o domingo. (No cinquenten\u00e1rio, Bras\u00edlia merece todas as festas. Uma delas: a festa do livro.) <\/DIV><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; DAD SQUARISI \/\/ dadsquarisi.df@dabr.com.br &nbsp; Voc\u00ea foi a Piren\u00f3polis neste fim de semana? Ent\u00e3o participou da Flipiri. E talvez engrosse o coro dos que pedem mudan\u00e7a na Feira do Livro de Bras\u00edlia. O modelo de exposi\u00e7\u00e3o em ambiente fechado, com montanhas de obras \u2014 a maior parte conhecida \u2014 talvez devesse se chamar feira do livreiro. O programa atrai o amante do livro. 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