{"id":5395,"date":"2010-04-27T12:00:00","date_gmt":"2010-04-27T15:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/o_maltratado-2\/"},"modified":"2010-04-27T12:00:00","modified_gmt":"2010-04-27T15:00:00","slug":"o_maltratado-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/o_maltratado-2\/","title":{"rendered":"O maltratado"},"content":{"rendered":"<p>Mensagem<\/p>\n<div style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"><b><\/b> <\/p>\n<p>&nbsp;<b> <\/b> N\u00e3o h\u00e1 escapat\u00f3ria. Se correr, o bicho pega. Se ficar, o bicho come. Os  jornais esnobam o futuro do subjuntivo h\u00e1 algum tempo. A TV provoca um arrepio  depois do outro. Os charmosos apresentadores dizem com a maior sem-cerim\u00f4nia  &#8220;quando ele p\u00f4r, se ele ver, assim que ele reter&#8221;.   <\/p>\n<p>Os produzidos personagens das novelas n\u00e3o ficam atr\u00e1s. Erram todas. O futuro  do subjuntivo est\u00e1 l\u00e1, confundido com o infinitivo. &#8220;Afinal, o que aconteceu?&#8221;,  perguntam os amigos. &#8220;Uma grande confus\u00e3o&#8221;, reconhecem. O futuro morreu da  insidiosa mol\u00e9stia chamada semelhan\u00e7a.   <\/p>\n<p>Em muitos verbos, ele se parece com o infinitivo (a forma que d\u00e1 nome ao  verbo: cantar, vender, partir). Os simplistas acham que ele \u00e9 o filho do  infinitivo (quando eu chegar, voc\u00ea chegar, n\u00f3s chegarmos, eles chegarem). Mas o  pai dele \u00e9 outro. \u00c9 o pret\u00e9rito perfeito do indicativo. Mais precisamente a 3\u00aa  pessoa do plural. Sem o <strong>-am<\/strong> final.  &nbsp;<b> <\/b><b>Vem, paiz\u00e3o<\/b>  <\/p>\n<p>Quando eu p\u00f4r ou puser? Se eu vir ou ver? Se eu vier ou vir? Assim que ele  reter ou retiver? D\u00favidas. D\u00favidas. D\u00favidas. Qual a sa\u00edda? S\u00f3 h\u00e1 uma. Recorrer  ao pai. Conjugar o verbo no pret\u00e9rito perfeito, velho conhecido de todos.  Depois, fixar-se s\u00f3 na 3\u00aa pessoa do plural. Sem o <strong>am<\/strong> final,  temos o filho leg\u00edtimo. Sem disfarces.   <\/p>\n<p>Quando ele p\u00f4r ou puser?  <\/p>\n<p>Pret\u00e9rito perfeito: <i>eu pus, ele p\u00f4s, n\u00f3s pusemos,  eles puser(am). <\/i> Futuro do subjuntivo: <i>quando eu puser, voc\u00ea puser, n\u00f3s pusermos, voc\u00eas  puserem. <\/i><i><\/i>  <\/p>\n<p>Se eu vir ou vier?  <\/p>\n<p>O pai: <i>eu vim, voc\u00ea veio, n\u00f3s viemos, eles  vier(am).<\/i>  O filho: <i>se eu vier, ele vier, n\u00f3s viermos, eles vierem<\/i>.   <\/p>\n<p>Assim que n\u00f3s virmos ou vermos?  <\/p>\n<p>O primitivo: <i>eu vi, ele viu, n\u00f3s virmos,  eles vir(am).<\/i>  O derivado: <i>assim que eu vir, ele vir, n\u00f3s virmos, eles virem.<\/i>   <\/p>\n<p>Se eu ter ou tiver?  <\/p>\n<p>Sem pregui\u00e7a, conjuguemos o pret\u00e9rito perfeito: <i>eu  tive, ele teve, n\u00f3s tivemos, eles tiver(am). <\/i><i><\/i> O futuro do subjuntivo: <i>se eu tiver, ele tiver, n\u00f3s tivermos, eles  tiverem. <\/i> <i>&nbsp;<\/i><i><\/i><b> <\/b><b> <\/p>\n<p><\/b><b>Teste<\/b><b><\/b>  <\/p>\n<p>Merece nota 10 a op\u00e7\u00e3o: <\/p>\n<p> Quando tiver o trabalho e puser os cr\u00e9ditos, telefono pra voc\u00ea.Quando ter o trabalho e p\u00f4r os cr\u00e9ditos, telefono pra voc\u00ea.<a name=\"Save1\"><\/a>    <\/p>\n<p>A resposta? \u00c9 a a, certo? <\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem &nbsp; N\u00e3o h\u00e1 escapat\u00f3ria. Se correr, o bicho pega. Se ficar, o bicho come. Os jornais esnobam o futuro do subjuntivo h\u00e1 algum tempo. A TV provoca um arrepio depois do outro. Os charmosos apresentadores dizem com a maior sem-cerim\u00f4nia &#8220;quando ele p\u00f4r, se ele ver, assim que ele reter&#8221;. Os produzidos personagens das novelas n\u00e3o ficam atr\u00e1s. Erram todas. 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